Prefácio
Itamar fez do mandato legislativo um exemplo. Essa postura política, aliada à sua infatigável capacidade de trabalho, o conduziu ao cargo de prefeito de Santa Fé do Sul na eleição de 1992, antes de completar 25 anos de idade. Eu o conheci naquele tempo. Já demonstrava, nas reuniões do PMDB, seus dotes de liderança e inegável magnetismo pessoal.
No cargo de prefeito, ele implementou um ritmo alucinante na administração da cidade que revolucionou a forma de governar e atraiu a atenção da população. Fez um governo tão eficiente que quatro anos depois estava de volta ao cargo de prefeito, com expressiva votação. Conhecendo os meandros dos governos estadual e federal , Itamar fez da segunda e terceira gestões uma peregrinação, apresentando projetos que pudessem garantir verbas para sua cidade.
Obter a classificação de estância turística foi um dos grandes triunfos de Itamar Borges. Essa conquista, que diferenciou Santa Fé do Sul das demais, e a adoção de uma série de ações que alavancaram o desenvolvimento socioeconômico do município, beneficiando diretamente a população e todos os setores de produção, levaram o prefeito Itamar Borges a granjear premiações importantes , como a de “Prefeito Empreendedor”, pelo Sebrae, e a de “Melhor Prefeito do Estado de São Paulo” e o “Melhor do Brasil”.
À frente da prefeitura, Itamar liderou as forças da cidade no rumo de uma educação melhor, da preservação do meio ambiente, de novas oportunidades de desenvolvimento. Mas Itamar não teria feito tanto, e tão bem, sem a preciosa colaboração de sua mulher, a sra. Gislaine. Itamar sempre soube que “uma andorinha sozinha não faz verão”. Por isso preocupou-se em formar boas equipes, com pessoas sérias e devotadas ao trabalho, que é justo homenagear na figura de Arlindo Sutto.
Todas essas realizações não podem cair no esquecimento, como geralmente acontece, inexoravelmente. Colocar tudo isso numa biografia é o meio mais eficaz de não apenas registrar, mas de divulgar, de forma exponencial e perene, a sua obra, relevando que todo prefeito que se dedicar de corpo e alma à sua cidade, de maneira honesta e criativa, administrando a escassez dos recursos municipais, pode chegar onde Itamar Borges chegou: um homem realizado aos 41 anos de idade, com todo o vigor que a maturidade lhe confere.
Ao completar seu terceiro mandato de prefeito, na flor da idade, cabe a Itamar alçar novos vôos, distribuindo essa experiência e esse saber, de modo a permitir que outros administradores possam se espelhar no seu sucesso. A biografia é esse fio condutor para multiplicar suas ideias e suas conquistas, fazendo de nossa região um cantinho especial para se viver no Brasil.
Aloysio Nunes Ferreira Filho, chefe da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo
A formação do homem
O que leva uma pessoa a se destacar dentre tantas? As origens, a criação, o meio, as pequenas e também as grandes histórias vividas? As experiências, os encontros e os desencontros? O sonho, a determinação, o trabalho, a crença de que se é capaz de fazer a história, de mudar a história?
Essas reflexões nos remetem a Machado de Assis, que, em seu brilhante Memórias Póstumas de Brás Cubas, diz que “o menino é pai do homem”. Ou seja, o homem de hoje já está presente no menino de ontem.
Assim é o Itamar Borges que hoje conhecemos: pai e marido, filho e amigo, cidadão e político, cuja trajetória, ainda em construção, mostra o menino que sonhou e acreditou que seria capaz de honrar as origens e tornar-se um homem que fez e faz a diferença em sua história e na história de Santa Fé do Sul. Itamar nasceu às 22h de 21 de dezembro de 1967, de parto normal, na Casa de Saúde de Santa Fé do Sul.
Sua família havia chegado poucos anos antes à cidade. Seus pais vieram em 1964 para trabalhar em atividades ligadas ao comércio de Santa Fé do Sul, cidade que já naquela época estava em pleno desenvolvimento. Na pia batismal da Igreja São João Batista, nos braços dos padrinhos João e Lucilia Nogueira, já falecidos, recebeu, no dia 23 de janeiro de 1968, o nome de Itamar Francisco Machado Borges.
Caçula de três filhos, Itamar tem duas irmãs , Wilda e Silvania, já nascidas quando a família mudou-se para Santa Fé do Sul, procedente de Nova Granada, onde morou durante algum tempo.
O pai de Itamar, Dorivaldo Machado Borges, nasceu no dia 13 de março de 1939, em Paulo de Faria, interior do Estado de São Paulo. Era filho de Francisco Machado Borges e Maria Jacinta de Jesus. Durante sua vida, trabalhou ativamente no comércio. Em Santa Fé do Sul foi proprietário do Hotel Comodoro (1964 a 1966), do Restaurante do Dorivaldo (1966 a 1972) e do Restaurante Cacareco (1972 a 1977).
Nesta jornada de 13 anos, Dorivaldo não se ocupou apenas com suas atividades profissionais. Foi além dedicando-se, também, aos interesses coletivos, atuando em entidades da cidade e exercendo plenamente a sua cidadania. Foi diretor da Associação Comercial, diretor do Sindicato Rural, curador da Santa Casa de Misericórdia e diretor de esportes do Santa Fé Futebol Clube. O bom exemplo aos filhos estava sendo dado.
Era pai exemplar, amoroso e ao mesmo tempo severo, à moda tradicional. Se havia necessidade de castigo, em razão das traquinagens dos filhos, este vinha a granel. As crianças tinham de formar fila para receber uma cintada, que era aplicada individualmente.
Uma mulher de fibra
Partiu desta vida muito cedo. Quando Itamar tinha dez anos, Dorivaldo faleceu, em 2 de fevereiro de 1977. A lacuna havia sido deixada, mas a semente já estava plantada. Apesar da perda, a família encontrou seu esteio na matriarca, dona Zilda Borges Cerqueira, batalhadora nata, que buscou forças e seguiu em frente para criar os três filhos pequenos.
Baiana de Pindaí, nasceu em 23 de julho de 1942 e morou durante alguns anos em Urandi, também na Bahia. Quando tinha oito anos, mudou-se com os pais, Sebastião José Siqueira (isso mesmo, dona Zilda teve a grafia do sobrenome escrita de forma diferente da do pai) e Dalila Borges de Matos, e os nove irmãos para a cidade paulista de Paulo de Faria. Pindaí é uma cidade do sul da Bahia, pertinho de Guanambi e Caculé.
Morando na Fazenda Marques, estudou somente até a 4ª série (4º ano do ensino fundamental). Sempre trabalhando e ajudando a família, a jovem Zilda ia se desenvolvendo. Como era de costume, a vida se dividia entre o trabalho, as obrigações religiosas e as festas típicas da zona rural. Foi em uma dessas festas que dona Zilda conheceu o jovem Dorivaldo, que morava na fazenda Catiguá, nas redondezas. Ali nascia a paixão que, após dois anos de namoro, foi coroada com a feliz união, em 30 de julho de 1960.
Dentre tantas lembranças, dona Zilda recorda-se de uma passagem emocionante que viveu durante os tempos de namoro, que seguia os moldes tradicionais, sempre sob a vigilância de um membro da família. Um dia toda a família foi à igreja e, durante o trajeto, ela e Dorivaldo se afastaram um pouco do grupo, escapando dos olhares atentos do pai dela. Com o coração batendo rápido, os namorados se deram as mãos e o primeiro beijo.
Das lembranças nem tanto confortáveis, dona Zilda fala da agonia vivida durante o movimento militar de 1964, período que deu início a uma ditadura que durou 21 anos. Com as duas filhas pequenas, ela temia as consequências da reviravolta político-institucional e, mais ainda, tinha medo de ficar viúva. Ao lado do marido, Dorivaldo, ainda tinha muitas realizações pela frente.
Dona Zilda orgulha-se da trajetória que construiu com o marido. Para criar os filhos com dignidade, chegava a trabalhar até 18 horas por dia. Fazia grande parte do trabalho braçal e pesado no hotel que ela e o marido administravam. Lavava toda a roupa de cama e de banho e ainda ajudava no bar da família, que depois se transformou em restaurante. No bar confeccionava uma média de 600 salgados, diariamente, e mais três caldeirões de carne moída para servir com pão. Os grandes consumidores eram os frequentadores da Casa da Lavoura, que era vizinha do local. Com o tempo, os viajantes começaram a chegar e pediam comida. O prato preferido era frango caipira. O volume de pedidos aumentou e foi inevitável transformar o bar no Restaurante do Dorivaldo.
Durante seis anos, de 1966 a 1972, a família se manteve com o fruto do trabalho no Restaurante do Dorivaldo. Depois desse período, Dorivaldo e dona Zilda compraram o Restaurante Cacareco. Para se estabelecer com esse negócio tiveram de enfrentar vários percalços, inclusive judiciais. Mas, sempre com garra, superaram as dificuldades. O Cacareco pertenceu à família até 1995.
O trabalho era muito e na maior parte do dia as crianças ficavam em casa, com empregadas. Mas era só atravessar a rua e elas podiam estar com os pais, já que a casa ficava bem próxima do restaurante.
Com o passar do tempo, as filhas foram assumindo os afazeres e os cuidados com o irmão enquanto a mãe trabalhava. Muitas vezes eram chamadas para ajudar no balcão do restaurante, nas horas de maior movimento. O menino Itamar, então com 12 anos, já percebia a necessidade de somar forças com a família. Sem titubear, nos períodos em que não estava na escola, assumia seu posto no balcão e no caixa.
A morte de Dorivaldo, muito precocemente, trouxe muita tristeza e também novas responsabilidades para toda a família. Dona Zilda, mais do que nunca, mostrou-se forte e destemida, pois tinha os filhos ainda para acabar de criar e sabia que devia lhes dar exemplo. Todos se uniram para dar continuidade à trajetória iniciada pelo patriarca. Os dois filhos mais novos tiveram de ser emancipados, para poder responder pelos negócios da família. Aos 16 anos, Itamar passou a ter uma nova data de nascimento, 21 de março de 1966, em decorrência da emancipação. Muito jovem, mas ciente de toda a sua responsabilidade como o “homem da família”, assumiu o posto de administrador do Restaurante Cacareco.
Durante 35 anos, dona Zilda cuidou pessoalmente da qualidade da comida servida no restaurante, sempre assessorada pelo filho. Foi difícil se aposentar Aliás, foi quase uma imposição do filho. Afinal, já passava da hora de ela finalmente poder gozar do descanso tão merecido.
Para que a mãe não sentisse os efeitos negativos de ter deixado o intenso ritmo de trabalho ao qual ela se dedicara durante a maior parte de sua vida, Itamar, filho sempre atento e dedicado, presenteou a mãe com um passeio, ou melhor, impôs a ela uma viagem de 26 dias Lelé Arantes . Cris Oliveira . Maura Loria por 11 estados brasileiros. Quando dona Zilda retornou do passeio, sentia-se muito bem, porém com o vazio das horas que agora já não preenchia com o trabalho. Então, com o temperamento de quem não se deixa abater ou lamentar, retornou às origens de sua vida de trabalhadora e passou a fazer salgados por encomendas. A despeito da preocupação dos filhos, durante mais cinco anos alegrou os paladares de muitos santafessulenses. Até que finalmente atendeu à insistência de Itamar, que chegou a prometer à mãe um salário para que ela deixasse de trabalhar e ter um pouco de descanso. Dona Zilda parou de trabalhar, mas jura que nunca cobrou o salário prometido.
Irmãs exemplares
Amor e respeito pelo outro. É assim que a família Borges se guia e mantém os laços familiares, que são incondicionais. Ainda que, durante a trajetória de vida de cada indivíduo, distâncias, temperamentos, profissões, escolhas e caminhos sejam diferentes, conhecer um pouco da história de cada membro da família, a partir do ponto de vista de cada um, ajuda a compreender a história de nosso personagem. Assim, passamos a apresentar as irmãs, tão queridas e tão importantes na vida de Itamar Borges.
Para as meninas Wilda e Silvania, a chegada do irmãozinho Itamar trouxe bastante alegria a todos. A primogênita, Wilda Machado Borges, não se lembra muito bem do nascimento do irmão. Já Silvania Machado Borges, a irmã do meio, diz lembrar perfeitamente do dia em que subiu em uma charrete e foi ver o irmão caçula, que havia acabado de nascer.
Wilda, diferentemente dos irmãos, não precisou ser emancipada. Já Silvania, como Itamar, foi emancipada por ocasião da morte do pai.
Segundo as irmãs, quando pequeno, Itamar não era de brincar com elas. Seus interesses estavam voltados para a turma de garotos com os quais jogava bola e fazia suas traquinagens. Também não era de brigas. Silvania, que era mais ranheta e foi a que mais apanhou da mãe assunto que rende até hoje nos encontros de família -, diz que Itamar nunca estava disposto a enfrentamentos, nem mesmo quando provocado. A “briguenta” da família era mesmo Silvania, que, ao ver seus irmãos serem provocados, vez ou outra usava seu tamanco ortopédico para chutar a canela dos desavisados.
Embora fosse o “homem da família”, Itamar nunca demonstrou ciúme em relação às irmãs, quando elas entraram na fase das paqueras e dos namoros, mesmo porque não tinham muito tempo para isso, já que todos trabalhavam arduamente no negócio da família. Se Itamar não tinha ciúmes, o mesmo não se pode dizer das irmãs, em especial de Silvania, que não esconde ter sentido ciúmes das paqueras e namoradas do irmão. Mas, sempre companheira, ajudava o irmão até nas escolhas dos presentes para elas.
Wilda sempre foi mais estudiosa. Silvania, mais agitada. Itamar, embora raramente fosse visto com cadernos e livros nas mãos, tinha sempre bons desempenhos na escola. O segredo, dizia ele, era prestar muita atenção às aulas.
Todos cresceram e seguiram seu destino. Wilda casou-se, teve três filhos: Caroline Borges Sevilha, de 11 anos, e o casal de gêmeos Albertino Emanuel Borges Sevilha e Emanuele Borges Sevilha, de 8 anos. Durante alguns anos, viveu em São Paulo e Ribeirão Preto e, por isso, não acompanhou o início da trajetória política do irmão. Somente quando voltou para Santa Fé, durante o período em que Itamar cumpria seu primeiro mandato de prefeito, Wilda se deu conta da transformação e do importante papel político e social do irmão.
Num primeiro momento ficou um tanto quanto assustada, pois todos se referiam a ela como “a irmã do prefeito”. Por um lado, isso lhe conferia certo status; por outro, mexia com sua identidade. Mas logo se acostumou com o fato; aliás, motivo de orgulho para todos na família, graças à postura ética e à dedicação de Itamar como prefeito de Santa Fé do Sul.
Assim, Wilda e todos os familiares sempre souberam separar o irmão do homem público. O assédio da população, com inúmeros pedidos e questionamentos, é inevitável, mas Wilda sempre orienta aos que a abordam para se dirigirem às secretarias, órgãos e equipes responsáveis para atender a todos em suas necessidades. Para os Borges, não há privilégios e regalias pelo fato de se ter um político na família. Segundo Wilda, o irmão exerce uma profissão como outra qualquer. Seja como comerciante, advogado, político ou administrador público, os valores e princípios devem sempre ser mantidos.
Wilda também não entra em discussões e polêmicas acerca da vida pública do irmão. Quando abordada sobre a administração do prefeito, procura se manter neutra, mas gosta de explicar os pontos administrativos e os trâmites legais para aqueles que, muitas vezes, fazem comentários equivocados, não necessariamente por maldade, mas por estarem mal informados.
Hoje, por conta do trabalho de cada um (Wilda é funcionária de carreira na prefeitura, por meio de concurso público, no setor de assistência social) e dos compromissos pessoais, os encontros familiares acontecem com menos frequência, o que não impede que os irmãos estejam sempre em contato, mesmo que seja por telefone.
Companheira, ela não gosta de agitos eleitorais, mas, quando necessário, sai em busca de votos para Itamar. Não só pelos laços sanguíneos, mas sim pela confiança no trabalho e nos serviços que ele presta à comunidade santafessulense, frutos da organização, disciplina, determinação e exigência, com ele mesmo e com as pessoas que o cercam, sem discriminar qualquer pessoa.
Mais espevitada, Silvania traz no sangue a agitação baiana, herdada da mãe. Mãe de Murilo Borges Gomes, de 12 anos, Silvania tem boas lembranças do menino e também muito orgulho do homem Itamar.
Já na infância, lembra Silvania, o espírito de liderança era visível em Itamar. Aos oito anos, pertencia a um time de futebol com os amigos, mas não era lá muito bom de bola, sendo-lhe imposta a posição de goleiro. Como era dono das camisas de futebol, cabia a Itamar a organização dos jogos, a escalação do time e, claro, os cuidados com os uniformes.
A organização também é uma característica permanente de Itamar. Silvania diz que todos os presentes, bilhetes, cartas e cartões que ganha ele faz questão de guardar. Mas não é de presentear muito, somente nas datas comemorativas, característica que se refletiu na vida pública, com o hábito de enviar cartões às pessoas nos aniversários.
Assim como Wilda, Silvania é muito abordada com pedidos diversos, mas sempre diz para as pessoas irem até a prefeitura para agendar horário e falar diretamente com o prefeito. Mas, diferentemente da irmã, não consegue se manter totalmente neutra quando o assunto é a administração do irmão. O sangue quente às vezes a coloca em situação delicada ao ouvir críticas destrutivas e infundadas. Certa vez recomendou a alguém que criticava o prefeito a se candidatar ao cargo ao invés de falar sem se informar sobre a realidade do município.
Menino travesso
Parceiros, companheiros, irmãos que torcem pelo sucesso um do outro. As irmãs orgulham-se do homem público no qual Itamar se tornou, e este se orgulha das mulheres, mães, amigas que são Wilda e Silvania. A fraternidade é passada para os filhos, para os amigos e para toda a população. Laços construídos com muito trabalho, sofrimento, união, dedicação e amor.
Traquinagens, travessuras, alegrias, algumas tristezas, perdas e ganhos. Tudo isso faz parte da infância, da adolescência, do crescimento e da formação de Itamar. Tudo isso fez dele o homem que hoje é: um líder, com princípios e valores que o levaram a construir uma trajetória de vida diferenciada e vencedora.
Criança como todas de sua época, na primeira infância teve um amadurecimento tardio. Mamou no peito de sua mãe até os dois anos de idade e só largou porque dona Zilda teve uma atitude drástica: passou pimenta no peito. Mas a chupeta ele manteve até os três anos. A babá que tomava conta das crianças, enquanto os pais trabalhavam no restaurante, não podia descuidar um minuto do garoto. Mal sabendo andar, na primeira oportunidade o pequeno Itamar fugia, descendo as escadas sentado.
Passado o período das primeiras descobertas, o que levou o menino a ser muito agitado, veio o momento da calmaria: Itamar tornou-se um garoto calmo, quieto, responsável, extremamente educado e bom aluno, mas sempre se divertindo muito. Frequentou o grupo escolar e fez catequese com o professor Geraldo Martinez.
Várias histórias da infância e adolescência de Itamar merecem ser contadas. Ou pelo pitoresco ou pelo engraçado, o fato é que esses episódios contribuíram para a formação do homem que hoje é dinâmico, determinado e incansável na luta por suas crenças e seus ideais.
Uma dessas histórias é de quando ele tinha 11 anos e chegou um circo a Santa Fé do Sul. Como toda criança, Itamar, encantado e curioso, não perdeu a oportunidade de se divertir com as atrações circenses. Mas um evento deixou lembranças nem tão divertidas como, em geral, um circo desperta em nosso imaginário: o leão, a grande atração do circo, deu uma bocada no braço de Itamar, que se aproximou mais do que devia do animal. Felizmente, o incidente não gerou maiores transtornos.
Para ajudar a contar mais histórias, ninguém melhor que o companheiro que participou de tantas delas, Márcio Carvalho Romano, amigo de infância. Atualmente Márcio é funcionário de carreira da prefeitura, onde ocupa o cargo de diretor da tesouraria e faz questão de ressaltar que, mesmo conhecendo Itamar desde a mais tenra idade, a amizade jamais interferiu nas questões profissionais.
É na infância que algumas habilidades se revelam. Os meninos que viveram nos anos 70 foram embalados pela grande vitória da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo do México. Tendo Pelé entre seus ídolos, queriam ser jogadores de futebol. Mas nem todos nasceram para isso. É o caso de Itamar. Bem que ele tentou, mas no meio-campo não tinha nem condições de jogar. Sobrou o gol! E não faltaram esforços do “técnico” Márcio, bem melhor de bola, que tentava ajudar o amigo, utilizando as palmeiras que havia na praça como traves de gol. Embora “treinasse” muito, nosso goleiro engolia alguns “frangos” e a bola, descontrolada, acabava batendo nos carros que estavam estacionados na frente do Cacareco. E lá vinha bronca de “seo” Dorivaldo, de quem os meninos tinham muito medo, pois ele era bastante severo, o que não impediu que o apelidassem de “seo Patamar”, ou seja, pai do Itamar.
Honra seja feita, o garoto Itamar tinha outras habilidades no universo do futebol. Dono do jogo de camisas do time, organizava os campeonatos de futebol, como manda o figurino, com direito a troféu de papelão, locutor e torcida, num “Maracanã caipira”. Ou me lhor, o “ginásio de esportes” imaginário, que ocupava um trecho da rua 13, com traves de tijolos.
Outra diversão era andar de bicicleta. Mas nem todos tinham uma. Itamar ganhou uma Monareta, na época o “supra-sumo” das bicicletas. E ele não a emprestava para ninguém. Coisa de menino. Mas isso mudou e a bicicleta, tão protegida, passou a ser usada mais por Márcio do que por Itamar, para espanto de todos. Graças a um dente quebrado. Isso mesmo, numa brincadeira de escorregar na espuma de sabão, quando os dois ajudavam dona Zilda a lavar a garagem, Itamar empurrou Márcio, que caiu e quebrou o dente. Liberar a bicicleta foi a forma que Itamar encontrou para compensar os “danos materiais” sofridos pelo amigo tão querido.
Algumas das travessuras que Itamar e Márcio viviam aprontando tinham um cenário peculiar: o depósito do Restaurante Cacareco, que ficava nos fundos da casa da família, na Rua 9. Reza a lenda que muitas vezes Itamar e Márcio foram surpreendidos por “seo” Dorivaldo, escondidos ali, comendo doces. Há controvérsias sobre essa história. Márcio, por exemplo, garante que eles iam ao local para matar o tempo e que, vez ou outra, apareciam ali de fato por conta dos alimentos armazenados. Na verdade, era no supermercado da esquina que eles “atacavam” as guloseimas, em especial bananas e iogurtes.
Mais um episódio da “dupla dinâmica” que vale a pena registrar foi dos mais perigosos. Influenciados pelos filmes de kung fu com Bruce Lee, eles tentaram representar uma das cenas que acharam muito interessante. Nela, o ator colocava o braço dentro de um tacho que estava no fogo e, ao retirá-lo, ele ficava coberto de chumbo. Márcio e Itamar, aventurando-se pelo terreno em que estava sendo construído o Banco do Brasil, acharam um tacho e resolveram repetir a cena do filme, com adaptações, apostando sobre quem seria o primeiro a colocar o braço para também ficar “chumbado”.
Foi nessa época que eles brigaram “seriamente” pela primeira vez. Mas a amizade falou mais forte. Embora tenham ficado alguns dias sem se falar, Márcio lembra que, aparentemente, foi o primeiro a dar um passo para retomar a amizade. Com a simplicidade e a pureza de criança, ele foi até a casa de Itamar e escreveu o seguinte texto na calçada: “Itamar, se você quiser voltar a amizade comigo, assine aqui embaixo”.
Pouco depois, lá estava Itamar visitando o amigo. Não por ter lido o “bilhete” — o que de fato não aconteceu —, mas porque sentia falta do companheiro e resolvera ir até lá para pôr um ponto final na briga.
Sempre juntos, os garotos continuaram suas experiências. E nem todas foram divertidas e alegres. Por exemplo, a morte de Rex, cachorro de Itamar. O bicho de estimação precisou ser castrado e acabou morrendo. Os meninos sofreram muito e choraram por terem perdido um amigo que estava sempre com eles. E fizeram questão de realizar um velório.
Mas o momento mais difícil foi mesmo a morte do “seo” Dorivaldo. Márcio se lembra bem do acontecimento, principalmente porque era véspera de Carnaval e os meninos sempre participavam dessa festa. Foi graças à fibra de dona Zilda que a família se manteve unida e superou a perda sofrida tão precocemente.
Surge um guerreiro
Itamar teve de assumir grandes responsabilidades muito cedo e amadureceu do dia para a noite. Como os filhos estudavam, na maior parte do tempo a mãe conduzia os negócios sozinha, nem sempre tendo o controle de tudo, e muitos oportunistas se aproveitavam disso. Itamar, já crescido, percebeu que as coisas estavam desandando e tomou as rédeas do negócio, tornando-se o braço direito da mãe. Acabou com o caderno de fiado, estabeleceu regras rígidas de controle e colocou tudo nos eixos. E ainda continuou os estudos. Hoje, dona Zilda tem uma situação estável graças a esse esforço dela e de Itamar.
Essa trajetória contribuiu para que ele se tornasse quem é. Muita coisa mudou: do menino faceiro que enfiava sorvete no bolso da camisa do “seo” José Romano, pai de Márcio, ao prefeito reeleito de Santa Fé do Sul, com uma energia fora do comum, líder nato. De goleiro “bola murcha” a administrador obstinado, que não admite erros, empreendedor, estrategista e visionário, que vai à luta e faz história. Do garoto tantas vezes assustado com os reveses da vida ao ser humano que, muitas vezes sem deixar transparecer os sentimentos, traz consigo a compaixão pelo próximo, o senso de coletividade e o desejo de fazer a diferença na vida de todos que o cercam.
Itamar nunca foi aquele tipo de estudante que passa horas com os livros nas mãos, mas era privilegiado pela boa memória e estava sempre atento durante as aulas, o que permitiu que ele se saísse bem nos estudos, sem nunca ser reprovado em nenhuma série, inclusive nos dois cursos universitários que fez.
Tanto o ensino fundamental quanto o médio foram concluídos na EEPSG Professor Itael de Matos. No primeiro grau, que concluiu em 1981, destacou-se em matemática, disciplina que era o terror da maioria da garotada, conquistando o conceito “B” em todas as séries. Com o amadurecimento do jovem Itamar, suas notas escolares melhoraram, e o aluno “conceito B” passou, no ensino médio, a obter conceito “A”. Entre as disciplinas prediletas, destacava-se Organização Social e Política do Brasil. Coincidência ou não, Itamar já prenunciava suas inclinações políticas e suas preocupações com a realidade do país.
Era muito comum, na época em que ainda não havia internet, computadores, mouses e teclados — apenas a boa e velha máquina de datilografar —, os jovens fazerem curso de datilografia. Assim, o jovem Itamar fez o curso, que exigia habilidades como atenção e velocidade, e tornou-se um exímio datilógrafo (se fosse hoje, um excelente digitador).
Como já foi dito, Itamar Borges fez dois cursos de nível superior. O primeiro, de licenciatura em Educação Física, na Faculdade de Educação Física da Alta Araraquarense, em Santa Fé do Sul, concluído em 20 de dezembro de 1989. Paralelamente, cursou a Faculdade de Direito de Araçatuba, obtendo o título de bacharel em 15 de agosto de 1989. Com os dois diplomas na mão, era chegada a hora de escutar a voz interior: Itamar seguiu seu caminho exercendo o Direito, dedicando-se a essa profissão até que a vida pública absorvesse todo o seu tempo.
Não só durante a vida acadêmica, mas também ao longo da carreira, e seguindo o pensamento do grande filósofo Sócrates — de que, quanto mais se sabe, mais se tem consciência de que há muito mais para aprender —, Itamar continuou estudando e se aperfeiçoando, participando de cursos e palestras que contribuíram para sua atuação como advogado e político. Itamar acredita que o homem nunca está pronto, isto é, sempre pode aprender mais, conhecer mais, para poder dar sua contribuição máxima à sociedade. Paralelamente aos cursos de graduação, Itamar participou de mais de 50 seminários, congressos, oficinas e palestras.
Responsabilidades precoces
Itamar Borges começou a trabalhar bem cedo. Aos 12 anos, já ajudava os pais no Restaurante Cacareco. Com a morte do pai, assumiu ainda mais responsabilidades.
Como para muitos jovens de sua época, trabalho e estudo tinham de ser conciliados, muitas vezes a duras penas. No caso de Itamar, que fez duas faculdades ao mesmo tempo, os esforços tiveram de ser redobrados. Ele se multiplicava para levar os estudos a contento, exercer o lado comerciante — do qual tirava o sustento — no restaurante da família, onde trabalhou até 1992, e ainda estagiar no escritório de advocacia de Osmair Picoli.
Depois de formado, passou a se dedicar mais ativamente à advocacia, principalmente no período em que ficou fora da administração municipal, de 1997 a 2000.
Exerceu ainda atividade docente em 1991, lecionando na Faculdade de Educação Física da Alta Araraquarense. A disciplina? Estudos de Problemas Brasileiros, versão contemporânea daquela dos tempos de colégio: Organização Social e Política do Brasil, pela qual o menino Itamar já havia se apaixonado.
Uma vez advogado, sempre advogado. Embora, há tantos anos, militando na política — por meio da qual pôde realizar os sonhos de uma cidade, de um estado e de um país melhores —, Itamar Borges não descarta a possibilidade de exercer a profissão à qual tanto se dedicou. Afinal, foi o caminho escolhido dentre outros que poderia ter trilhado, quem sabe, como comerciante ou professor de Educação Física.
Na formação como advogado, além dos docentes que tanto contribuíram para que Itamar abraçasse a profissão, há de se destacar a figura de Osmair Picoli, advogado com quem trabalhou durante alguns anos e que, de certa forma, foi seu mentor.
A ligação entre eles antecede qualquer possibilidade de Itamar vir a se tornar advogado. Ou seja, Picoli entrou na vida de Itamar quando este era ainda um menino de apenas três anos e aquele, um jovem de 18. Isso aconteceu quando Picoli foi trabalhar como auxiliar de um advogado da cidade, que cuidava da documentação de uma fazenda que “seo” Dorivaldo, pai de Itamar, havia comprado, mas acabou perdendo em decorrência de vários problemas com a papelada.
“O Itamar era um menino inteligente, alegre, comunicativo, cativante, e passamos a ter um ótimo relacionamento. Apesar da diferença de idade, criou-se uma simpatia recíproca e, enquanto o pai conversava com o advogado sobre assuntos profissionais, ele ficava conversando comigo na sala de recepção”, conta Picoli.
O primeiro contato profissional que tiveram foi por ocasião do falecimento de Dorivaldo. Picoli cuidou dos atos processuais do inventário. Itamar tinha nove anos e Picoli, 24. Esse contato levou o menino a se apegar ao advogado. Um pouco pela carência da figura paterna, outro tanto pelas afinidades naturais. Bastava passar pelas ruas e Picoli logo via Itamar vir ao seu encontro, tomando o assento de acompanhante em seu automóvel para passear com ele.
Dona Zilda continuou tocando o famoso Restaurante Cacareco. Com a morte do pai, a família Borges passou por dificuldades financeiras, mesmo com toda a garra da mãe, que conquistou ainda mais a admiração de todos na cidade. Para ajudar, Itamar, apesar da pouca idade, trabalhava como garçom. Era o “garçonzinho simpático” que, sorridente, atendia a freguesia. A exemplo da mãe, que recebia a todos, conhecidos ou não, com um beijo no rosto, Itamar adotou, desde muito jovem, o hábito de cumprimentar as pessoas com um beijo.
Mais uma vez, nessa época, o advogado precisou entrar em ação, pois o proprietário do edifício em que funcionava o restaurante tentou despejar os Borges. Foi uma demanda de anos para manter o Cacareco no imóvel.
A convivência fez com que os laços entre Itamar e Picoli se estreitassem. E o jovem resolveu ingressar na Faculdade de Direito e seguir os passos do amigo. Assim que entrou na faculdade, foi ao escritório de Picoli para comunicar o fato, acrescentando que, a partir daquele momento, passaria a fazer parte do escritório do amigo como advogado. “Logicamente, não houve qualquer resistência de minha parte”, relembra Picoli, divertindo-se com a determinação do jovem. Daí para a sociedade no escritório, após a formatura, foi um pulo.
Osmair Picoli diz que é muito fácil e prazeroso falar de Itamar. Para ele, trata-se de um político, advogado e amigo totalmente voltado para o lado do bem: humilde, capaz, competente e muito bem-sucedido, ressaltando:
“Acredito que Itamar é, hoje, um homem preparado politicamente para assumir a condição de deputado estadual ou mais. E nossa região só terá a ganhar. Dizem que ninguém é insubstituível, mas eu me pergunto se alguém substituirá a administração de Santa Fé do Sul feita por ele. A verdade é uma só: Itamar ama esta cidade e o seu povo como se fossem a extensão de sua família.”
Para Picoli, a simpatia e a facilidade de comunicação dão o tom da comunhão entre o Itamar advogado e o político. Todo advogado tem de ser político, na acepção da palavra, inspirando confiança e credibilidade ao cliente quando este necessita de seus serviços profissionais.
Além disso, Picoli descreve Itamar como um homem dedicado, centrado e zeloso em suas decisões, além de extremamente sincero, o que lhe confere credibilidade em todas as suas ações.
“Regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Itamar me substituía nas audiências, as quais terminavam com a visível demonstração de gratidão do cliente pela conduta profissional dele, que fazia colocações pertinentes e oportunas, contribuindo para a coleta de provas de grande valia à causa”, comenta Picoli.
Ele completa seu raciocínio: “Como político, é óbvio que Itamar tem o dom, isso é evidente. Trata-se de um político exemplar: quando fala ou promete algo, faz com que todos acreditem nele, pois cumpre, religiosamente, sua palavra — atitude rara entre a maioria dos políticos.”
Mesmo com o dia a dia agitado de ambos, Itamar e Picoli continuam muito próximos. Itamar já não é mais seu sócio, por conta do papel que vem desempenhando na política, mas sabe que terá sempre as portas abertas se quiser voltar às origens.
Conselheiro e segundo pai
Mentor, amigo, parceiro, conselheiro, pai de coração. Arlindo Sutto é outra pessoa que sempre esteve presente na vida de Itamar. Acompanhou os passos do “pequeno amigo”, apoiou-o na morte do pai, dedicou horas de conversa ao jovem que já se interessava pela política e pelas questões da cidade; aliás, foi seu grande incentivador. É, até hoje, o grande parceiro, presença obrigatória e permanente na vida política e pessoal do “prefeito”. Laços estreitos que lhe renderam o título de “paizão”, como é carinhosamente chamado por Itamar.
Desde cedo e por vários motivos, Itamar cultivou admiração, carinho e respeito por Arlindo Sutto, que já estava na política quando o futuro companheiro ensaiava os primeiros passos nesse caminho.
Filiados ao mesmo partido, a troca de ideias e as vivências políticas sempre foram muito intensas. Quando Itamar foi vereador, Arlindo era vice-prefeito de Santa Fé do Sul. No primeiro mandato como prefeito, Itamar confiou a Arlindo a Secretaria da Saúde. E, nas eleições de 2000, novamente candidato a prefeito, Itamar contou não só com o apoio, mas também com o prestígio e o respaldo político de que Arlindo desfrutava, tendo-o como vice-prefeito em sua chapa.
Eleitos, a cidade ganhou duplamente, pois Arlindo, diferentemente do que em geral ocorre, acompanhava e apoiava o prefeito em todos os seus atos, tendo participação ativa nas questões de governo. Por essa atuação, a população de Santa Fé do Sul não se esquece do nome do vice-prefeito da cidade.
No terceiro mandato, embora tenha sido convidado por Itamar para exercer cargo em uma secretaria do município, Arlindo Sutto preferiu manter-se como vice-prefeito.
O experiente político, como um pai que conhece o caráter do filho, vislumbrou o engajamento, a comunicabilidade, a liderança e a vontade política de Itamar. Viu o sonho do jovem de ser político se tornar realidade. Aliás, mais que um sonho, um projeto político sólido, que vem se construindo há anos. Arlindo, como todos que o cercam, deseja e espera ver a continuidade desse projeto, quem sabe tendo o amigo como representante da região na Assembleia Legislativa, como deputado estadual, ou no Congresso Nacional, seja como deputado federal ou senador. Ou, ainda, como secretário de Estado. A certeza, hoje, é a de estar sempre ao lado de Itamar, apoiando-o e orgulhando-se do que juntos realizaram e da amizade que construíram.
Dizem que há pessoas destinadas a seguir determinado caminho. Alguns creem nisso, outros não. Para algumas crenças, o destino já vem traçado — é o “maktub” árabe; para outros, a vida é uma sequência de acasos. O fato é que a vida reservou para Itamar e Gislaine Santanieli uma bela história de amor.
Itamar, ocupando o cargo de vereador, iniciou um trabalho político que lhe consumiu dois anos de mandato: implantar em Santa Fé do Sul a Delegacia de Defesa da Mulher. Mal sabia ele que a concretização desse projeto também lhe traria sua maior realização: conhecer aquela que se tornou a companheira de todas as horas, a mãe de suas filhas, a mulher de sua vida.
Assim, Gislaine Aparecida Santanieli, a delegada que chegou à cidade para assumir o cargo na Delegacia de Defesa da Mulher, entrou para a história de Itamar e para a história de Santa Fé do Sul.
Nascida e criada em Estrela d’Oeste, filha de Inês Lourenção e Albino Santanieli, Gislaine sonhava seguir carreira na polícia, tal como seus pais, que eram investigadores.
Cursou, assim como Itamar, Direito em Araçatuba. Mas ainda não era chegada a hora de os dois se encontrarem: embora fossem contemporâneos na faculdade, ele estava dois anos à frente dela.
Formada em Direito, e sempre com o sonho de tornar-se delegada, ingressou na segurança pública como escrivã, em 1988, aprovada em concurso público.
Determinada, prestou mais um concurso, tornou-se delegada de polícia e, em 1992, assumiu a delegacia de Jaboticabal. Realizada, mas longe da família, soube, por intermédio da mãe, que em Santa Fé do Sul havia uma vaga para a Delegacia de Defesa da Mulher. Para ficar mais perto dos seus, conseguiu transferência para esse posto. Nem em sonho poderia imaginar que o destino estava prestes a lhe pregar a melhor e maior peça de sua vida.
Maio de 1993: Itamar cumpria o primeiro mandato como prefeito, com dona Zilda ao seu lado como primeira-dama do município. Gislaine assumiu o cargo, ainda não empossada pelo prefeito, como era costume na cidade, pois ele cumpria uma agenda muito atribulada. Mas os dois se viram, à distância, na inauguração do 1º Distrito Policial de Santa Fé do Sul.
Ao avistá-lo de longe, Gislaine sentiu um incômodo, um desconforto que não soube nomear naquele momento, a ponto de não conseguir se aproximar de Itamar. Foi apenas no dia da posse dela que trocaram as primeiras palavras e, claro, a delegada recebeu do prefeito um lindo ramalhete de flores que quase alcançava o teto.
Ambos, naquela ocasião, mantinham relacionamento com outras pessoas. Mas o sentimento falou mais forte. No baile de aniversário da cidade, em 24 de junho de 1993, Itamar já havia rompido seu namoro. Nesse baile, no qual a delegada foi apresentada à sociedade santafessulense, ela foi o par constante do prefeito nas danças. O encantamento tomou conta de ambos.
Cuidaram de se desimpedir dos antigos compromissos e, cautelosos, começaram a namorar. Mas somente em setembro, novamente em um baile — o do Havaí —, assumiram publicamente o relacionamento, que já era conhecido por todos. Casaram-se dois anos depois, em 5 de maio de 1995, mês das noivas, como manda o figurino.
No primeiro mandato de Itamar como prefeito, Gislaine assumiu o Fundo Social de Solidariedade. Conciliava as ações do órgão com a carreira na polícia. Foi um período em que ela e Itamar, começando o casamento, tiveram de se unir ainda mais para conseguir conciliar suas carreiras, tão atribuladas, e viver em harmonia.
Poderiam ter escolhido uma vida mais calma, voltada totalmente à família, aos amigos e às profissões. Mas, em 2000, já vivenciando a experiência da paternidade com a primeira filha, depararam-se com mais um período eleitoral, no qual Itamar foi convidado a disputar novamente o cargo de prefeito.
Consciente da paixão do marido pela política e pela cidade, Gislaine prontamente o apoiou. Fez mais: licenciou-se da delegacia por alguns meses, arregaçou as mangas e foi à luta para conquistar o apoio das mulheres de Santa Fé do Sul para Itamar. A tarefa foi árdua, pois ela desconhecia os caminhos da política.
Trabalho de formiguinha, ao lado de dona Zilda, reunindo-se com eleitoras em sua casa ou realizando visitas por toda a cidade, levando as propostas de Itamar para o próximo mandato e uma lista de realizações do anterior, em busca incansável de votos. O resultado todos conhecem: vitória nas urnas.
Lá estava Gislaine conciliando as atividades de delegada com as de primeira-dama do município. Somente no terceiro mandato, após uma eleição da qual não pôde participar tão ativamente — pois a segunda filha acabara de nascer —, tomou a decisão de licenciar-se da delegacia para assumir integralmente as atividades que o cargo de primeira-dama exige.
Toda essa caminhada ao lado de Itamar, algumas vezes dura e cheia de espinhos, contribuiu para que ambos amadurecessem. Juntos aprenderam muito, juntos superaram obstáculos, juntos sabem que ainda têm um longo caminho pela frente.
As atitudes da vida pública de um homem são, com certeza, extensão de sua vida privada. Com Itamar Borges não poderia ser diferente. Sua dedicação ao município reflete a dedicação à esposa e às filhas, Gabriela e Maria Rafaela. Assim, embora a vida pública demande muito tempo e energia, Itamar está sempre atento para manter a união e a qualidade de vida da família. Todo o tempo disponível é dedicado às “suas mulheres”.
A filha mais velha, Gabriela, nasceu em 5 de fevereiro de 1998. A caçula, Maria Rafaela, em 25 de maio de 2004. Afetuoso e completamente apaixonado pelas filhas, raramente as repreende; apenas quando a travessura é muito grande.
Pai participativo, daqueles que trocam fraldas e dão banho, quando está na cidade faz questão de acordar as meninas pela manhã, preparar o leite e levá-las à escola. Também não abre mão dos momentos de lazer, ainda que sejam poucos, por conta da rotina extensa e exaustiva da vida política.
Se chega tarde em casa e come fora do horário da família, Itamar conta com “sócias”, que o rodeiam e fazem uma “boquinha” em seu prato, o que diverte muito as meninas.
A paternidade descortinou um mundo novo para Itamar, trazendo-lhe ainda mais garra e energia para realizar seus sonhos e manter a retidão de caráter. Afinal, ele sabe que é — e sempre será — a grande referência na vida das filhas.
Cercado por mulheres, Itamar pode se considerar um homem privilegiado. Mãe, duas irmãs, esposa, filhas, assessoras, parceiras políticas: elas estão por toda parte em sua vida pública e privada.
Por reconhecer a sensibilidade, a força, a competência e as potencialidades do universo feminino, Itamar sempre esteve atento às questões ligadas às mulheres.
Quando era vereador, defendeu arduamente a instalação da Delegacia de Defesa da Mulher em Santa Fé do Sul. À frente da prefeitura, desde o primeiro mandato, fez questão de que papéis de destaque fossem desempenhados também por mulheres. Para Itamar, o olhar feminino contribui para equilibrar as ações de governo, e ele não abre mão de tê-las à sua volta.
Futebol e carnaval
Várias pequenas histórias e peculiaridades contribuem para que se compreenda o homem, o pai, o filho, o amigo, o irmão, o advogado e o político Itamar Borges. Essas histórias revelam algumas de suas marcas registradas, que o tornam inconfundível.
Fanático por futebol, apesar de não ter sido bom jogador, é corintiano roxo — virtude para uns, defeito para outros —, do tipo que fica mal-humorado quando o Palmeiras ganha, mesmo que não seja contra o seu time. Mas, ainda assim, frequentemente se vê rodeado por palmeirenses e são-paulinos, levando na esportiva as provocações e piadas.
Outra paixão esportiva é o Santa Fé Futsal. Se há jogo, pode-se ter certeza de encontrar o torcedor ilustre prestigiando o time — a não ser que esteja viajando, a trabalho ou a passeio. Aliás, Itamar foi grande organizador de diversas excursões, o que lhe permitiu conhecer lugares e pessoas diferentes, enriquecendo-se ainda mais, tanto cultural quanto pessoalmente.
Não se pode deixar de mencionar, também, o lado agitador de Itamar quando o assunto é Carnaval. Quem não se lembra, em Santa Fé do Sul, do bloco carnavalesco “Soda na Caninha”, articulado por um animadíssimo folião chamado Itamar e sempre incentivado pelo amigo Papareli?
Quando o assunto é tecnologia, lá está nosso personagem, atento às novidades da área e fascinado com o mundo que se descortina diante do apertar de botões minúsculos, porém complexos. E isso se reflete em sua trajetória política, sobre a qual trataremos mais adiante.
Carinho com a população
Há muito ainda a se falar sobre as particularidades que fazem de Itamar quem ele é. Perfeccionista, persistente, carismático e disciplinado, em seu dicionário não existem as palavras “impossível” e “preguiça”. E há também certa dose de vaidade: não sai sem pentear os cabelos, as sobrancelhas e o bigode, e muito menos sem passar seu perfume predileto. Aliás, o perfume é uma das marcas peculiares de Itamar.
Uma de suas marcas registradas, conhecida por todos os santafessulenses, é o envio de cartões de aniversário e de datas comemorativas. Exercendo cargo político ou não, apenas como simples cidadão, Itamar Borges adquiriu esse hábito há muito tempo, e hoje todos já esperam o famoso cartão. A explicação para essa iniciativa é bem simples:
“Eu tenho uma origem muito simples. Meus pais vieram da roça, depois tiveram hotel, restaurante, muita luta. Isso fez com que nossa educação e formação fossem marcadas pela simplicidade e pela valorização das pessoas. E, quando passei a integrar a vida política, comecei a perceber que muitos mandatários e políticos se distanciavam das pessoas logo depois de serem eleitos, ou quando estavam sem mandato. Isso me despertou para fazer alguma coisa que solucionasse e suprisse essa distância. Então adotei o hábito dos cartões.
Na verdade, eu já tinha o costume de ligar para as pessoas mais próximas em datas comemorativas. Mas, quando você entra para a vida pública, esse leque de amizades vai se ampliando; e, quando se torna prefeito de uma cidade, passa a ter uma relação necessária com todos os cidadãos. Só que não dá para ligar para todos. Felizmente encontrei uma maneira de manter contato com as pessoas e cumprimentá-las, valorizando-as e acolhendo-as em algumas datas especiais.”
Itamar Borges possui um cadastro da população santafessulense, que vai sendo atualizado na medida do possível, para que todos recebam os cumprimentos. E não é apenas nos aniversários: todos os cidadãos recebem cartões no Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia Internacional da Mulher e Natal.
Itamar sabe que muitas pessoas recebem apenas o cartão que ele envia e que isso faz enorme diferença para elas. “Deve ser muito doloroso você fazer aniversário e não ser cumprimentado ou lembrado por ninguém”, justifica-se.
Além dos cartões, outra “mania” de Itamar demonstra a importância que ele dá às relações interpessoais com os cidadãos de sua cidade. Quem explica é o próprio Itamar:
“Por exemplo, é comum, no Dia de Finados, cada família lembrar-se do seu ente querido e ir ao cemitério. E muitos não tinham nenhuma família aqui ou não tinham condições de fazer nada. Passei, então, a colocar um botão de rosa e um cartão em cada túmulo para prestar uma homenagem a todas as famílias.
Eu entendo que isso é o mínimo que um cidadão que ocupa o mandato de prefeito ou exerce uma atividade de defender e lutar pelas causas de uma comunidade pode fazer: estar presente.”
Consciente de que as grandes conquistas são definidas nos detalhes, Itamar Borges mantém um banco de dados e imagens sobre tudo o que faz. Reportagens publicadas em jornais e revistas, comentários, elogios e críticas: tudo está arquivado, etiquetado e à mão para quando precisar. Fotografias impressas e digitalizadas, diplomas e certificados, cadastros de endereços, cópias de reportagens na televisão — tudo é cuidadosamente armazenado e catalogado.
Esse enorme senso de organização e pragmatismo ajudou a forjar o político Itamar Borges, que se elegeu vereador ao completar 21 anos de idade, sendo um dos mais jovens políticos brasileiros a assumir uma cadeira no Legislativo municipal naquela eleição. Aos 25 anos, foi eleito prefeito pela primeira vez; aos 33, retornou ao Executivo; e, aos 37, tornou-se o primeiro prefeito reeleito para mandato consecutivo na história da cidade.
Existem homens cujos espíritos parecem ter sido moldados no fogo das oficinas de Vulcano, com a marca indelével da perseverança, e Itamar Borges é um desses homens, com absoluta certeza. Está sempre de pé e às ordens para defender os interesses maiores de sua cidade e da população santafessulense.
A política já estava no sangue de Itamar, é o que dizem. O fato é que, se não no sangue, a vocação política desde cedo se anunciava graças a duas características do menino que, com o tempo, se acentuaram e lhe abriram as portas para o futuro que se descortinava: liderança e carisma.
Assim, antes de iniciar a vida pública como vereador — aliás, o mais jovem eleito, aos 21 anos, no pleito de 1988 —, Itamar já exercia sua liderança nos movimentos estudantis.
Quando fazia o colegial (atual ensino médio) e, depois, na faculdade, Itamar já se destacava entre seus pares. Se havia alguma atividade desportiva, cultural, cívica ou festiva em Santa Fé do Sul, lá estava o jovem à frente da organização desses acontecimentos.
Ter começado a trabalhar muito cedo no restaurante da família, ter como mãe uma mulher admirada por todos, ter vindo de uma família em que todos trabalhavam: tudo isso contribuiu para que Itamar tivesse uma percepção diferenciada da vida, marcada por responsabilidade e atitude positiva, fazendo com que todos à sua volta o olhassem com simpatia e admiração.
Seu poder aglutinador sempre foi incontestável. Nos tempos de colégio, foi presidente do Centro Cívico do Iepim, em 1982. Durante alguns anos organizou o animado bloco carnavalesco “Soda na Caninha”, que fez história no Carnaval da cidade.
Na Faculdade de Educação Física de Santa Fé do Sul foi vice-presidente do diretório acadêmico em 1987 e, no ano seguinte, presidente. Também presidiu a Comissão de Eventos Sociais e Culturais do diretório acadêmico da Faculdade de Direito de Araçatuba, em 1986/1987, e esteve engajado em várias outras atividades, como organizador dos 5º Jogos Universitários de Santa Fé do Sul, envolvendo 17 universidades, em 1987; membro-fundador, em 1988, do Movimento Atuante de Renovação (MAR), responsável pela realização do Festival de Teatro de Santa Fé do Sul e de outros eventos culturais; curador da Fundação de Educação e Cultura (Funec) de Santa Fé do Sul, de 1987 a 1988; e presidente da Comissão de Eventos Culturais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Santa Fé do Sul, em 1988.
Itamar também aventurou-se nas letras, classificando-se entre os primeiros colocados em concurso literário realizado pelo diretório acadêmico da Faculdade de Direito de Araçatuba, em 1987, e, esporadicamente, foi colaborador de diversos jornais estudantis.
Jovens determinados
Um dos acontecimentos mais marcantes para Santa Fé do Sul e para a formação política e ideológica de Itamar Borges foi o Movimento Atuante de Renovação (MAR), criado em 1987 por ele, pelo amigo Wagner Antonio Pereira Lopes, o Waguinho, e um grupo de jovens.
Marcante porque, a partir desse período, observaram-se mudanças significativas na cidade. O MAR foi a semente lançada para que Santa Fé tivesse destaque não apenas regional, mas também nacional. O movimento tornou-se uma espécie de marco divisor no cotidiano santafessulense.
Antes da fundação do MAR, o grupo de jovens liderado por Waguinho e Itamar já havia promovido uma semana de arte e cultura, com exposição de pinturas, música, dança, teatro e cinema, provocando uma efervescência cultural na cidade. Mas sentiam necessidade de algo mais e decidiram criar um movimento que pudesse oferecer uma contribuição mais substancial ao município.
Alguns desses jovens haviam deixado a cidade por um período para completar os estudos e estavam retornando à terra natal. Outros nela permaneceram. Em comum, muita energia e vontade de trabalhar e mudar o curso da história de Santa Fé do Sul.
Voltado, a princípio, à realização de eventos culturais, o MAR também cumpria seu papel político e social, possibilitando uma participação mais efetiva da juventude nos problemas da cidade. Afinal, havia surgido diante de um quadro político-administrativo com o qual os jovens santafessulenses não concordavam. Estavam insatisfeitos com o baixo investimento na cultura e também com a política local, passando a fazer oposição ao governo da época.
Vivia-se, então, o período da abertura política, após longos anos de ditadura militar. A juventude era bastante politizada, e alguns integrantes do MAR eram filiados ao MDB, hoje PMDB. Por intermédio da instituição, conseguiram realizar quase 400 filiações ao partido.
Ali começava a despertar o interesse de alguns daqueles jovens em ter voz mais ativa nas questões do município, por meio de cargos políticos. Dali surgiria a primeira candidatura de Itamar a uma vaga na Câmara de Vereadores. Com o apoio da juventude santafessulense, Itamar eleger-se-ia em 1988.
O anúncio do fechamento do Cine Santa Fé, no início de agosto de 1987, foi a deixa para que o grupo mostrasse a força que tinha, tanto nas discussões sobre os problemas comunitários quanto na promoção de eventos culturais. O cinema fazia parte do imaginário afetivo daqueles jovens, e seu fechamento maculava a memória de todos.
Um dos grandes momentos do MAR foi a realização de uma mostra de teatro, em julho de 1988, entre os dias 14 e 17, privilegiando a moderna dramaturgia brasileira. O objetivo era apresentar a Santa Fé um panorama dos textos que marcaram época no moderno teatro brasileiro, com destaque para Augusto Boal, um dos reformadores da plasticidade teatral; o Teatro de Arena; a inovadora linguagem teatral de Ariano Suassuna; e os pequenos-grandes dramas da sociedade em transformação tão bem explorados nas peças de Nelson Rodrigues.
Paralelamente à mostra teatral, vários shows de música popular brasileira movimentaram a cidade.
O MAR organizou, durante nove anos consecutivos, festivais de teatro e carnavais de rua, posteriormente apoiados também pela prefeitura.
Wagner Antonio Pereira Lopes, o Waguinho, frequentou desde cedo a casa de Itamar Borges. Este ainda era o “pirralho”, irmãozinho de Wilda, sua colega de escola. Mas somente na juventude, quando Waguinho retornou a Santa Fé do Sul, entre 1986 e 1987, depois de um período de estudos e trabalho em São Paulo e São José do Rio Preto, os laços entre os dois se estreitaram.
Casado e pai de dois filhos, Waguinho orgulha-se de dizer que foi o responsável pela filiação de Itamar Borges ao PMDB, nos tempos áureos do MAR. Juntos trilharam os caminhos da política e iniciaram uma parceria que se estende até os dias atuais.
Em 1988, ambos lançaram-se candidatos a vereador pelo PMDB, mas somente Itamar conseguiu se eleger. Durante esse período, Waguinho trabalhou no Departamento de Cultura. Em 1992, quando Itamar foi eleito prefeito pela primeira vez, Waguinho elegeu-se vereador.
Terminado o mandato, ficou afastado da administração por quatro anos, retornando ao cenário político novamente como vereador, quando Itamar voltou à prefeitura para seu segundo mandato, em 2000.
Nessa administração foi criada a Secretaria de Esportes, e Waguinho foi convidado pelo prefeito a ser o titular da nova pasta, tendo de se afastar da cadeira na Câmara. Nesse período, o futsal de Santa Fé do Sul foi criado para preencher a lacuna deixada pelo fim do futebol de campo.
Muito bem estruturado, o futsal cresceu rapidamente na cidade, levando a família santafessulense ao ginásio de esportes. Além da categoria principal, que revelou grandes atletas e atualmente possui projeção nacional, o futsal conta com categorias de base que vão do sub-9 ao sub-20.
No terceiro mandato de Itamar, embora tenha concorrido mais uma vez a uma cadeira na Câmara Municipal, Waguinho não se elegeu, mas continuou fazendo parte da administração do município, agora como diretor de futsal, dedicando-se integralmente ao time, recheado de memoráveis conquistas.
Outro grande parceiro, com efetiva participação na vida pública e pessoal de Itamar, é o advogado Ciclair Brentani Gomes, o Cica. Amigos desde a infância, Ciclair foi casado com a irmã de Itamar, Silvania, com quem teve um filho, Murilo. Divertidamente, Silvania diz que as afinidades entre os dois amigos são tamanhas que o Cica “deveria ter-se casado” com o irmão, e não com ela.
Itamar e Ciclair se conheceram quando ambos praticavam judô em uma academia da cidade. Anos mais tarde, tendo o Restaurante Cacareco como cenário, voltaram a se encontrar. Mas foi durante a Faculdade de Direito que descobriram as afinidades intelectuais e políticas.
Da criação do MAR à ascensão política de Itamar, Cica esteve ao seu lado como grande incentivador. Os laços estreitaram-se ainda mais a partir da eleição de Itamar para o cargo de vereador, cuja candidatura teve como um dos grandes incentivadores Alípio Alves Gomes, pai de Cica.
Também motivado pelas questões políticas, ao invés de tomar a frente exercendo sua cidadania em cargos públicos, Cica preferiu atuar nos bastidores. Coordenou a campanha de rádio de Itamar nas eleições de 1992, quando este concorreu ao primeiro mandato como prefeito. E, durante 20 anos, foi assessor político de Edinho Araújo, ex-prefeito de Santa Fé do Sul, deputado estadual e deputado federal.
Cica manteve-se ao lado de Edinho Araújo até que este se transferisse para São José do Rio Preto, onde foi eleito e reeleito prefeito.
Permanecendo em Santa Fé do Sul, Cica foi convidado por Itamar a atuar na Funec, onde está há oito anos, atualmente como procurador-chefe concursado. Passou também a advogar para Itamar em algumas questões importantes da administração e tornou-se presidente municipal do PMDB.
Mesmo com as atribulações de cada um e agendas extensas, os dois amigos não passam mais de uma semana sem se falar ou se encontrar. O ritmo da administração de Itamar faz acontecerem tantas coisas que fica difícil não estarem em contato. Juntos, continuam na empreitada para transformar Santa Fé do Sul em município de destaque no cenário político nacional.
Opção partidária consciente
Jovem, conhecido por todos, carismático, agitador cultural e líder inconteste: Itamar muito cedo despertou a atenção dos políticos da cidade. Quando completou 18 anos, alguns de seus amigos, como Waguinho e Cica, já eram filiados ao PMDB, e muitos partidos começaram a assediá-lo para filiação. Ter um jovem com esse poder de mobilização era vital para os partidos.
Itamar chegou a ficar dividido, sem saber exatamente que caminho tomar. Talvez por seus amigos mais próximos estarem no PMDB, acabou optando por esse partido. Outras influências também contribuíram para a decisão do jovem: seu pai sempre fora “Manda Brasa”, apelido popular do antigo MDB. A escolha do pai estava, inconscientemente, na escolha do filho.
Conscientemente, a imagem totalmente positiva de Edinho Araújo — ex-prefeito da cidade e deputado estadual, também pertencente ao PMDB — influenciou a decisão de Itamar Borges, que acabou ingressando nas fileiras emedebistas, que abrigavam, na época, grandes líderes da política nacional, como Ulysses Guimarães.
Nas eleições de 1988, lá estava Itamar tornando-se o vereador mais jovem e campeão de votos. Dois fatores contribuíram para esse feito: a liderança no bloco “Soda na Caninha”, que mobilizou a juventude atraindo também os votos dos pais, e o MAR, com sua capacidade de conscientizar os jovens e fazer oposição saudável ao governo da época.
Itamar, diferentemente de muitos políticos brasileiros, manteve-se no PMDB depois de passados mais de 20 anos. Assédios e convites nunca lhe faltaram, inclusive para criar novos partidos na cidade. Mas Itamar acreditava nas propostas do partido que o elegeu.
O PMDB governou o Estado de São Paulo quando ele foi vereador e durante os dois primeiros anos em que foi prefeito. Sua filiação ao PMDB jamais o impediu de conviver pacificamente com as demais agremiações partidárias nem de assegurar conquistas importantes para a sociedade santafessulense nos governos tucanos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, e junto aos governos dos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
Itamar entendia que sua filiação partidária sempre foi legítima. E, antes de tudo, vinha a defesa dos interesses da população que o elegeu. Por essas e outras, apesar de todos os convites, nunca teve interesse em mudar de partido.
Apontado por muitos, inclusive pelo próprio Itamar, como padrinho político e exemplo de carreira a ser seguido, Edinho Araújo orgulha-se de servir como referência para Itamar Borges.
Edinho frequentava o Restaurante Cacareco, conheceu “seo” Dorivaldo, tem grande apreço por dona Zilda e pelas “meninas” Wilda e Silvania. Itamar ainda era garoto quando Edinho foi prefeito de Santa Fé do Sul e acompanhou o difícil período enfrentado pela família Borges com a morte do patriarca.
Segundo Edinho Araújo, Itamar sempre se destacou entre os demais. No período em que foi deputado estadual, Edinho frequentemente encontrava Itamar na Assembleia Legislativa, acompanhando o prefeito Armando Rossafa. O jovem vereador sempre apresentava ideias, propostas e reivindicações que colocariam Santa Fé do Sul à frente de seu tempo, em posição de liderança. Eram conquistas que regionalizavam a cidade.
Dupla política “nativa”
Foi em 1992 que o deputado recebeu aquele jovem que desejava dar um passo político adiante. Itamar, que tinha atuação muito presente como vereador, legitimamente pleiteou a legenda para a candidatura a prefeito. Havia outros pretendentes, como Toninho Favaleça e o amigo Waguinho. Itamar reunia jovialidade, juventude e experiência no Legislativo. Já conhecia os caminhos para chegar às secretarias do governo do Estado. Seu mandato como vereador havia sido intenso, marcado pela participação ativa nas discussões dos problemas da cidade e por um excelente volume de proposituras. A disposição demonstrada por Itamar convenceu não apenas Edinho, mas também todo o partido, que decidiu apoiá-lo.
Na primeira vez em que Itamar se elegeu prefeito, Edinho ocupava cargos legislativos: no primeiro biênio (1993/1994), como deputado estadual; e no segundo biênio (1995/1996), como deputado federal. Itamar, na prefeitura, e Edinho, na Assembleia Legislativa, retomaram a questão da ponte rodoferroviária, que estava paralisada, e juntos não mediram esforços para trazer essa conquista para Santa Fé do Sul e região.
O Instituto de Pesquisas e Estudos de Base (Ipeb), instituição fundada e dirigida por Edinho, passou a contar com coordenação regional de Itamar Borges, promovendo debates sobre temas locais e regionais, posteriormente levados às instâncias do Legislativo e do Executivo.
Nas eleições de 1998, Edinho e Itamar formaram uma dobradinha na disputa pelos cargos de deputado federal e deputado estadual. Era uma tentativa de reeditar a antiga parceria de Edinho com outro expoente da política regional, Roberto Rollemberg, falecido no ano anterior. Edinho reelegeu-se deputado federal. Itamar obteve expressiva votação, mas não conseguiu chegar à Assembleia Legislativa. Ainda assim, a disputa eleitoral o tornou conhecido em toda a região, de modo que saiu da campanha sem o cargo de deputado estadual, porém com a certeza de que havia consolidado sua condição de líder regional, ampliando de forma exponencial sua presença política na região dos Grandes Lagos.
Em outro momento político importante de Itamar, Edinho Araújo teve participação ativa: o processo de recondução do jovem “discípulo” ao cargo de prefeito. Itamar enfrentou uma eleição difícil, mas consolidou sua trajetória ao ser novamente eleito prefeito de Santa Fé do Sul.
São palavras de Edinho Araújo:
“Santa Fé do Sul e a região devem muito ao Itamar pelo seu trabalho, por sua dedicação, por seu elevado espírito público. Tenho muita alegria e honra quando, às vezes, me atribuem a condição de ser o padrinho dele.”
Para Edinho Araújo, o maior mérito pelas vitórias de Itamar Borges pertence ao próprio Itamar, que possui brilho próprio e que, apesar da juventude, dedicou toda a sua vida adulta — e pelo menos metade de sua existência — ao exercício da atividade pública.
Padrinho e afilhado (Edinho não é apenas padrinho político de Itamar, mas também teve a honra de apadrinhá-lo em seu casamento) mantêm contato permanente. Mais uma vez, o político mais experiente volta os olhos para Santa Fé do Sul e orgulha-se de ver que sua terra natal, hoje estância turística, é uma cidade muito bem administrada, nas mãos daquele garoto de olhos vivazes que conhece há tanto tempo. Mais do que isso: orgulha-se de ver Santa Fé em franco desenvolvimento, com todos os equipamentos urbanos à disposição da população e qualidade de vida equivalente à de cidades de Primeiro Mundo.
Essa caminhada política teve início em agosto de 1988, quando o jovem Itamar Borges, de espírito idealizador e intrépido, deu seu primeiro grande passo na vida pública. O fato ocorreu durante a convenção municipal do PMDB, quando foi oficialmente lançado candidato a vereador. Adotando o slogan “Juventude e Dinamismo (com Armando e Arlindo)” e o número 15.666, Itamar iniciou aquela que seria a trajetória inicial de sua vitoriosa carreira política.
O material de campanha era simples, mas dizia muito sobre ele:
“Filho de Santa Fé do Sul; cursa o último ano da Faculdade de Direito; cursa o 2º ano da Faculdade de Educação Física; é membro do diretório acadêmico da Faculdade de Direito; é presidente do diretório acadêmico da Faculdade de Educação Física; promoveu os 5º Jogos Universitários de Santa Fé, com participação de 13 faculdades de 8 cidades; foi vice-presidente da comissão organizadora do concurso Miss Estudantil Regional; foi membro da comissão organizadora da 1ª Mostra de Teatro Amador; é diretor social do Santa Fé Futebol Clube; foi promotor dos 4º Jogos Interclasses da Faculdade de Educação Física.”
Em 15 de novembro de 1988, com expressivos 459 votos, Itamar Borges foi eleito o vereador mais jovem da história eleitoral da cidade. A chapa de seu partido, liderada por Armando Bartolo Rossafa Garcia e Arlindo Sutto, também venceu, com 5.410 votos. Itamar alcançou o equivalente a 8,48% do total de votos recebidos pelo candidato a prefeito. Tratava-se de uma votação bastante expressiva para um jovem de 21 anos que ingressava pela primeira vez nos caminhos da política.
A sessão solene de instalação da 9ª legislatura da Câmara Municipal de Santa Fé do Sul ocorreu no dia 1º de janeiro de 1989, sob a presidência do vereador Alípio Antunes Filho, então o candidato mais votado. Além dele e do próprio Itamar, foram eleitos para aquela legislatura: Antonio César Albergaria Whitaker, Aniceto Facione, Célia Ester Puglia, Braz Valdir Tomaz, Edgard Santim Buosi, José Adélcio Cicuto, José Bernardo Coelho Neto, José Ribeiro Guimarães Filho, Antonio Garcia Alves Sobrinho, João Soares Borges, João Maciel de Almeida, Maria Zélia Carvalho da Silva Corrêa e Onofre Guirelli.
Ainda no dia da posse, ocorreu a votação para a mesa diretora do biênio 1989/1990, com chapa única, composta por Edgard Santim Buosi para presidente; Itamar Francisco Machado Borges para vice-presidente; e Braz Valdir Tomaz e José Bernardo Coelho Neto para os cargos de 1º e 2º secretários. A chapa foi eleita, e Itamar iniciou sua trajetória na Câmara na condição de vice-presidente. Nada mal para um marinheiro de primeira viagem.
Desponta um realizador
A principal bandeira do vereador Itamar, o mais jovem representante do povo na Câmara Municipal, era atuar em favor da juventude que o ajudara a se eleger. Ainda estudante universitário, presidente do diretório acadêmico e responsável pelo ônibus que transportava os estudantes para escolas nas cidades vizinhas, participante do MAR, Itamar estava no Legislativo para defender propostas culturais e políticas, além dos anseios da juventude santafessulense.
Mas a atuação do vereador Itamar não se restringiu aos interesses dos jovens da cidade. Ele também abraçou as causas daqueles que não eram cidadãos santafessulenses por nascimento ou domicílio fixo, isto é, dos estudantes que estavam na cidade para cursar o ensino superior. Eram jovens que “estavam” cidadãos de Santa Fé do Sul. Ele sempre acreditou que esses universitários “estrangeiros” também contribuíam para o desenvolvimento do município e deveriam ser acolhidos pela população e pelo poder público. E trabalhou para que isso realmente acontecesse.
Como responsável pelo ônibus dos estudantes, o universitário — e agora vereador — já demonstrava grande capacidade administrativa. O ônibus, o motorista e o combustível eram fornecidos pela prefeitura, enquanto a manutenção era custeada pelos estudantes, por meio de mensalidades. A meta estabelecida por Itamar era que todos cuidassem muito bem do veículo para que, ao final do ano letivo, sobrasse dinheiro para comemorações ou até viagens de lazer. Durante quatro anos, sob sua presidência, os 40 estudantes realizaram viagens com a sobra da “caixinha”: em um ano visitaram Balneário Camboriú, em Santa Catarina; em outro, Guarapari, no Espírito Santo; além de Porto Seguro, na Bahia, e o Rio de Janeiro.
Outra questão que mereceu atenção do vereador — e posteriormente do prefeito Itamar durante seus três mandatos no Executivo — foi a importância de Santa Fé do Sul consolidar-se como cidade turística, aproveitando o potencial oferecido pela proximidade com o rio Paraná e seu represamento.
Visionário, Itamar enxergava no turismo uma oportunidade para impulsionar a economia local e promover o desenvolvimento regional. O lago artificial formado pela Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira era pouco explorado. Havia poucos ranchos de pesca e lazer instalados desde o início do represamento, mas a ocupação das margens permanecia estagnada. Ele entendia que faltavam investimentos em infraestrutura para fomentar o potencial turístico da área. Esse foi um dos embates políticos assumidos por Itamar ainda como vereador e intensificados após assumir a Prefeitura de Santa Fé do Sul. A cidade e a região agradecem.
Formado em Direito, ele conhecia as agruras vividas no dia a dia por advogados e funcionários da Justiça. Por isso, trazer a 2ª Vara para Santa Fé do Sul foi uma das primeiras causas defendidas por Itamar Borges. Em 18 de março de 1989, os jornais locais anunciavam que já estavam em poder do governador Orestes Quércia dois autógrafos da Assembleia Legislativa relativos a projetos de lei aprovados pelos deputados estaduais, criando cargos no Ministério Público e no Poder Judiciário. Esses cargos eram indispensáveis para a instalação das varas judiciais recentemente criadas, entre elas a 2ª Vara de Santa Fé do Sul.
Autorizada a 2ª Vara, surgiu um obstáculo que impedia sua instalação. Era necessário um investimento inicial da ordem de 25 mil cruzados novos para aquisição de equipamentos e adaptações no prédio do fórum. O Tribunal de Justiça informou que não dispunha dessa verba e que caberia a Santa Fé do Sul firmar convênios com os demais municípios da comarca para levantar recursos destinados a colocar a 2ª Vara em funcionamento.
Itamar interveio junto a seus pares na Câmara Municipal, liderando um movimento político para resolver o impasse. A verba foi liberada em junho, possibilitando que, em 30 de novembro de 1989, fosse oficialmente instalada a 2ª Vara, tendo como juiz Arion Silva Guimarães.
Ainda em junho de 1989, três requerimentos de autoria do vereador Itamar Borges, abrangendo questões distintas, foram protocolados na Câmara Municipal. O primeiro solicitava à cúpula da Polícia Civil e ao governo do Estado a criação da Delegacia Seccional de Polícia de Santa Fé do Sul; o segundo sugeria que, junto ao consórcio da pedreira, fosse instalada também uma usina de asfalto; e o terceiro propunha que a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer mantivesse e incentivasse os times amadores de vôlei, basquete e futebol de campo.
Atento às necessidades gerais da cidade, Itamar não se descuidou dos bairros e teve intensa participação em uma conquista de vital importância para a população do Jardim Mangará: a implantação da iluminação pública. Era inconcebível, no entendimento do jovem vereador, que um bairro da cidade, em pleno final do século XX, não pudesse contar com uma melhoria urbana tão importante quanto a iluminação pública. Ele arregaçou as mangas e entrou na luta política que culminou, no início de fevereiro de 1990, com a ligação das 82 luminárias que passaram a iluminar o Mangará. Tratava-se de um melhoramento aguardado havia muito tempo pelos moradores do bairro.
Dois anos depois, em abril de 1992, foi a vez de o Conjunto Habitacional Orestes Soares Borges de Oliveira receber iluminação pública, beneficiando diretamente as 262 famílias do bairro com lâmpadas a vapor de mercúrio. Vale ressaltar que a atuação do vereador Itamar Borges foi preponderante para garantir essa conquista, assim como a pavimentação asfáltica.
Pela segurança pública
Foi a partir de proposituras do vereador Itamar Borges na Câmara Municipal que Santa Fé do Sul conquistou três importantes repartições de segurança pública: a Delegacia Seccional de Polícia, a Delegacia de Defesa da Mulher e o 2º Distrito Policial. Isso evidencia um período de franca expansão do município e da região.
A Delegacia Seccional de Polícia de Santa Fé do Sul foi autorizada em 19 de dezembro de 1990, por meio do Decreto nº 32.720, assinado pelo governador Orestes Quércia e publicado no Diário Oficial do Estado. A seccional foi instalada em 17 de janeiro de 1991 e passou a ter sob sua subordinação, além da delegacia da própria cidade, as delegacias de Aparecida d’Oeste, Marinópolis, Rubinéia, Santa Clara d’Oeste, Santa Rita d’Oeste e Santana da Ponte Pensa.
Algumas prefeituras da região, como as de Três Fronteiras, Santa Clara d’Oeste e Rubinéia, uniram-se à prefeitura e ao comércio de Santa Fé do Sul para possibilitar o funcionamento da seccional. Coube a Santa Fé do Sul arcar com a estrutura física, a locação e a adaptação do prédio onde a delegacia seria instalada. O mobiliário foi doado por parceiros locais e regionais, enquanto a Secretaria de Segurança Pública do Estado forneceu seis veículos para a seccional. O primeiro delegado seccional foi Ademir Gasques Sanches.
A criação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), também uma antiga reivindicação do município, demandou dois árduos anos de trabalho do vereador Itamar Borges. Conhecedor dos abusos e da violência praticados contra as mulheres, principalmente no ambiente doméstico, Itamar assumiu como objetivo pessoal conquistar a instalação dessa repartição em Santa Fé do Sul.
Todo o expediente necessário à criação da Delegacia de Defesa da Mulher, incluindo a remessa da exposição de motivos e da minuta do decreto ao governador Luiz Antonio Fleury Filho, já se encontrava concluído em 3 de agosto de 1991. No início de novembro daquele ano, aguardava-se, a qualquer momento, o início das atividades da DDM.
Coube à delegada Maria Luzia Mariuci, mais conhecida como doutora Malu, a histórica missão de instalar a Delegacia de Defesa da Mulher de Santa Fé do Sul. A instalação definitiva ocorreu em 20 de dezembro de 1991, tendo como delegada titular a bacharel Dálice Aparecida Ceron.
Ainda durante o período em que Itamar ocupava uma cadeira na Câmara Municipal, Dálice foi transferida para São José do Rio Preto. Para sua vaga foi designada a delegada Valéria Bertazoni, que assumiu o cargo em 22 de abril de 1992. Ainda naquele ano, em janeiro, iniciou-se o movimento político — também com ativa participação do vereador Itamar Borges — para a criação de dois distritos policiais.
Além dos pareceres favoráveis de todas as instâncias administrativas da Secretaria de Segurança Pública, um processo protocolado na Delegacia Seccional de Polícia de Santa Fé do Sul continha a minuta do decreto que seria editado pelo governador Fleury Filho, extinguindo a delegacia do município e criando, em seu lugar, dois distritos policiais: o primeiro, onde já funcionava a delegacia existente; e o segundo, a ser instalado nas proximidades do conjunto Beira-Rio, para atender toda a zona norte da cidade.
A criação do 2º Distrito Policial pode ser entendida como consequência natural da expansão demográfica que a cidade começava a registrar em razão da construção da ponte rodoferroviária e também da filosofia de policiamento voltada à maior aproximação e integração com a comunidade.
O 2º Distrito Policial — atualmente denominado 1º Distrito — foi instalado em 23 de maio de 1992, em prédio e infraestrutura fornecidos pela prefeitura. Na época, contava com delegado, três escrivães, quatro investigadores, um agente motorista e veículo próprio.
Os vereadores têm, entre suas prerrogativas, homenagear cidadãos que, ao longo da vida, destacaram-se e colaboraram para o crescimento do município. Durante seu mandato, Itamar Borges apresentou à Câmara Municipal um projeto de lei para que o conjunto habitacional em construção nas proximidades do Jardim Mangará, composto por 497 casas populares, recebesse o nome de Bartolo Rossafa.
O homenageado, Bartolomeu Angel Rossafa Molina, falecido no ano anterior, era reconhecido por sua honradez, honestidade, valorização da família e amor por Santa Fé do Sul. Além disso, era pai do então prefeito Armando Rossafa Garcia. O projeto foi aprovado em 6 de março de 1992.
Itamar Borges foi o vereador mais jovem eleito para a Câmara Municipal de Santa Fé do Sul e um dos mais jovens do Brasil. Dotado de vontade férrea e enorme capacidade de trabalho, tomou gosto pela política. Tinha plena consciência de que, para alcançar voos mais altos, precisava ocupar os espaços que a política e o partido lhe permitiam.
A caminho da prefeitura
Quando as eleições municipais de 1992 se aproximavam, o jovem Itamar Borges tinha apenas dois caminhos a seguir: candidatar-se à reeleição para vereador ou ousar e colocar seu nome à disposição para disputar a prefeitura.
O primeiro caminho era seguro, pois ele havia realizado um grande trabalho como vereador e sabia que poderia ser reeleito com ampla margem de votos. Contudo, também compreendia que a reeleição poderia representar certa estagnação política e limitar suas perspectivas de crescimento futuro. Diante disso, restava apenas um caminho: encher-se de ousadia e pleitear a candidatura a prefeito.
A passagem de Itamar Borges pelo Poder Legislativo foi o alicerce de que necessitava para se tornar um dos maiores prefeitos da história da estância turística de Santa Fé do Sul. E essa trajetória bem-sucedida teve início na campanha eleitoral de 1992, quando ele mal havia completado 24 anos de idade.
O produtivo desempenho de Itamar na Câmara Municipal o levou, naturalmente, a ser indicado candidato a prefeito nas eleições de 1992. Diversos segmentos da comunidade o viam como o nome ideal para o cargo. As pesquisas também apontavam nessa direção.
Ainda em 1991, período em que atuava como vereador, uma primeira pesquisa revelou que o nome mais lembrado pela população era o de Itamar. Posteriormente, O Jornal, o mais tradicional veículo impresso de comunicação da cidade, divulgou, em 30 de maio de 1992, uma pesquisa espontânea realizada com 413 pessoas. Os resultados mostraram que 43,83% dos entrevistados ainda não sabiam em quem votar. O então vereador Itamar Borges apareceu com 21,55% das intenções de voto para prefeito, enquanto o ex-prefeito José Ricardo de Andrade, o Ricardinho, figurava em segundo lugar, com 11,62%.
Outra pesquisa, desta vez estimulada e apresentando os nomes de 11 pré-candidatos mais cotados, indicou Itamar com 40,92% das intenções de voto — 169 dos entrevistados —, mais que o dobro do percentual de Ricardinho, que aparecia com 19,61%.
Diante desse cenário, Itamar Borges transformou-se no mais forte pretendente à cadeira de prefeito de Santa Fé do Sul. Mesmo que quisesse, não havia como se esquivar ou se omitir. Aliás, omissão era um vocábulo que não existia — e continua não existindo — em seu dicionário político.
Apoiado pelas forças situacionistas, seu nome foi confirmado como candidato a prefeito na segunda quinzena de junho, encabeçando a coligação “União por Santa Fé”, integrada por PMDB, PDS, PFL e PRN. Para vice-prefeito, a coligação aprovou o nome de Antonio Mantovan, mais conhecido na cidade como Toninho da Globo.
Itamar Borges e Toninho da Globo foram eleitos com 6.051 votos. Em segundo lugar ficou o candidato Ricardinho, da coligação PSDB/PL, com 4.680 votos. José Eduardo Gobi Lima, candidato do PT, obteve 947 votos, enquanto Carlos Trevisan recebeu 145. Houve ainda 608 votos em branco e 451 votos nulos.
Itamar recebeu 46,97% dos votos válidos totais. Desconsiderados os votos brancos e nulos, alcançou 51,12% dos votos. Tornava-se, assim, o mais jovem prefeito eleito de Santa Fé do Sul, faltando poucos dias para completar 25 anos de idade. Era também um dos prefeitos mais jovens do Brasil. Jovem, solteiro e na plenitude da juventude, o filho de dona Zilda, do Restaurante Cacareco, transformava-se na principal autoridade política da cidade onde nasceu e cresceu.
Início de uma nova etapa
Já como prefeito eleito, antes mesmo de tomar posse, Itamar Borges esteve em São Paulo, na segunda quinzena de outubro, para visitar algumas secretarias estaduais e apresentar-se oficialmente às autoridades do governo. Itamar compreendia a importância de estabelecer contatos com os governos estadual e federal.
Ter sido vereador o ajudou muito no exercício do cargo de prefeito. Não que isso fosse um pré-requisito, mas as experiências e oportunidades vividas naquele cargo foram extremamente enriquecedoras e permitiram que conhecesse o município de maneira mais profunda, aproximando-se da realidade da população, de suas demandas e anseios em relação à cidade. Foi também nesse período que tomou consciência do papel que um prefeito desempenha em sua cidade e em toda a região na busca pelo desenvolvimento.
Ao assumir a prefeitura, diante de uma Câmara repleta de concidadãos, o jovem Itamar Borges fez ecoar seu discurso de posse:
“Ao assumir, nesta manhã de festas, o honroso cargo de prefeito de Santa Fé do Sul, minha terra natal, permitam-me que minhas primeiras palavras sejam de agradecimento. Inicialmente a Deus, que me tem guiado vida afora e me aquinhoado sobremaneira; depois, à minha querida mãe, exemplo de perseverança e firmeza na luta contra as adversidades que o mundo lhe reservou, a quem, confesso, devo o que sou; à minha família, sempre ao meu lado para amenizar as agruras com as quais me defrontei; a meus amigos, do mais humilde — mas nem por isso anônimo — ao mais poderoso, que sempre me incentivaram na opção política que decidi seguir; a meus correligionários do PMDB, partido ao qual me filiei tão logo me tornei eleitor, por admirar essa extraordinária personalidade de homem público que é o deputado Edinho Araújo, orgulho de Santa Fé e nosso líder; e a meus companheiros do PDS, do PFL e do PRN, que formaram a coligação que me deu a vitória nas urnas em outubro; ao povo de minha cidade, meus caríssimos concidadãos, que me proporcionaram as maiores alegrias de minha carreira política e de minha vida profissional; por fim, um agradecimento todo especial ao sempre prefeito Armando Rossafa Garcia.”
Quando assumiu a prefeitura, Itamar se viu diante de inúmeras prioridades. Havia muito a fazer para transformar Santa Fé do Sul na cidade idealizada por ele. Durante o primeiro ano de mandato, como ocorre com todos os prefeitos, precisou administrar a cidade com o orçamento elaborado por seu antecessor.
Itamar procurou montar sua equipe de trabalho com pessoas politicamente alinhadas ao seu projeto e que compartilhassem sua visão de futuro para o município. A inexperiência no cargo, a formação de uma nova equipe e a necessidade de trabalhar com um orçamento herdado não foram obstáculos para seu primeiro ano de gestão. Ele sabia que seria difícil, mas estava preparado para superar todas as barreiras políticas existentes.
Antes de completar três meses de administração, o prefeito Itamar Borges realizou sua primeira visita oficial a Brasília. Isso ocorreu em 15 de março de 1993, quando participou do 1º Encontro Nacional de Prefeitos. Aproveitou a oportunidade para visitar diversos ministérios e conhecer os programas e verbas que poderiam ser destinados ao município. Um dos principais objetivos era compreender os trâmites necessários para apresentação de projetos e obtenção de recursos. Esse aprendizado viria com o tempo, aliado à dedicação constante.
Essa primeira viagem, realizada ao lado do parceiro político, amigo e então improvisado assessor de imprensa Ciclair Brentani Gomes, surpreende pela simplicidade do deslocamento: o jovem prefeito de Santa Fé do Sul enfrentou horas de estrada e chegou a Brasília viajando de ônibus.
Respeito ao dinheiro público e simplicidade genuína acabaram gerando até mesmo uma situação curiosa junto ao escritório do governo do Estado. Gentilmente, um representante do escritório ofereceu um carro para levá-los ao aeroporto. Sem querer revelar que haviam chegado de ônibus, os dois precisaram recusar a oferta de maneira cuidadosa e diplomática.
Governo transparente
Ao completar os primeiros 100 dias de administração municipal, em 10 de abril, Itamar prestou contas à população sobre o que estava sendo realizado na cidade.Durante esse período, o projeto que criaria o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente estava em fase final. Com a criação desse conselho, seria formado, posteriormente, o Conselho Tutelar. A Creche Recanto Feliz passou por reformas. Os centros de convivência, núcleos onde funcionam as pré-escolas, receberam novo mobiliário; os alunos ganharam material escolar e os professores tiveram cursos de orientação pedagógica. Também houve distribuição gratuita de material escolar para alunos carentes das escolas estaduais e municipais, alunos da APAe, da Casa da Criança e da Guarda Mirim. Foram doados 9.500 cadernos, 4.000 lápis pretos, 2.500 canetas esferográficas e 800 caixas de lápis de cor.
A merenda escolar estava atendendo cerca de 2.500 alunos, com distribuição diária de 6 mil refeições. Além das redes municipal e estadual, também estavam recebendo merenda a Casa da Criança, o Lar dos Velhinhos, o Lar dos Idosos, o Lar dos Vicentinos, o Albergue Noturno, o Lar Anália Franco, a Guarda Mirim, entre outros.
O transporte de alunos da zona rural havia sido reformulado e atendia, então, cerca de 400 alunos, percorrendo diariamente 700 quilômetros.
Preocupado com os altos índices de infrações cometidas por menores, Itamar Borges idealizou o Projeto Renascer e o implantou no início de 1993, visando reintegrar à sociedade crianças em situação de risco e combater a evasão escolar. O primeiro passo foi convocar comerciantes e industriais a participarem da mobilização, dando sua contribuição mediante contratação de jovens para trabalharem em suas empresas. Paralelamente, foi feito amplo trabalho de atendimento a crianças. A prefeitura cedeu espaço do horto municipal e assim começou o que é hoje um programa modelo de recuperação e educação de crianças e adolescentes carentes.
Esse programa atua, basicamente, em quatro áreas específicas:
- Social – reintegrando as crianças a um convívio sadio com a sociedade e prestando assistência a suas famílias;
- Educação – combatendo a evasão escolar, oferecendo aulas de reforço e cursos específicos;
- Segurança – praticamente zerando o número de ocorrências policiais com menores;
- Agrícola – mostrando a essas crianças a importância de trabalhar com a terra e formando futuros técnicos agrícolas.
O programa é desenvolvido por meio de parceria entre prefeitura, Sindicato Rural, Senar e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Logo depois de lançado, o projeto abrigou uma pocilga para engorda de leitões, uma granja para produção de ovos e outra para criação de frangos, quatro estufas de horticultura e viveiro para pequenos reparos de mudas de flores e outro para produção de diversas mudas, como palmito pupunha, laranja, limão, uva, acerola, maracujá, manga, goiaba, entre outras frutas. Toda a produção, seja da agricultura ou da criação de pequenos animais, foi destinada a cestas básicas distribuídas entre as famílias das crianças e jovens inscritos no projeto.
Destinado a crianças e jovens dos 7 aos 17 anos, além de ensinar uma profissão, o Renascer oferece aulas de reforço escolar, canto, educação artística e educação física. “O papel deste grandioso projeto é desenvolver os lados físico e psicológico dessas crianças e jovens, ajudando-as a viver melhor e em paz com suas famílias e seus amigos”, esclarece Itamar.
Depois de 15 anos de funcionamento e milhares de crianças e jovens atendidos, o Renascer atualmente oferece várias oficinas, como bordado, capoeira, artesanato, viola, argila, coral, espanhol, horticultura, fruticultura, floricultura e pequenos animais.
Inovações administrativas
Uma das peculiaridades de Santa Fé do Sul é o fato de todos os servidores municipais usarem uniforme para trabalhar. A padronização e a uniformização surgiram de projeto do prefeito Itamar, visando à organização e à identificação do servidor. Se antes somente os que exerciam atividades braçais e os motoristas recebiam uniformes, a partir da primeira gestão de Itamar servidores dos setores de serviços, atendimento, educação e administração passaram também a usar uniformes. Do professor ao atendente, do coletor de lixo aos motoristas de ambulância e ônibus, todos os servidores, inclusive os do SAAE (autarquia) e da Funec, passaram a trabalhar vestindo uniformes.
A ideia de Itamar foi a de valorizar o servidor municipal, proporcionando-lhe maior organização e também economia, além de ser uma forma de a prefeitura demonstrar respeito a eles e aos cidadãos, que passaram a identificá-los mais facilmente. No início houve um pouco de resistência, mas o processo de conscientização dos servidores foi intensificado e atualmente todos estão acostumados e são favoráveis aos uniformes.
A prefeitura assume todas as despesas com uniformes. Além disso, os servidores de todos os setores envolvidos participaram da decisão sobre a cor do uniforme (a escolhida é um tom palha); o tecido é adequado à função desempenhada por cada setor.
Para dar agilidade à administração, Itamar encaminhou e a Câmara Municipal aprovou, em 28 de outubro de 1993, projeto de lei que transformou os departamentos municipais em secretarias. Foram criadas sete secretarias: de Administração, de Finanças, de Obras e Serviços Públicos, de Saúde, de Serviço Social, de Educação e Cultura e de Esporte e Turismo.
Assim, o planejamento das secretarias foi descentralizado. Cada secretário ouviu entidades ligadas à sua área, elaborou estudos técnicos e diagnósticos, com total autonomia para depois propor ao Executivo um plano de ação governamental.
A reestruturação organizacional aplicada no primeiro mandato de Itamar Borges envolveu a criação de órgãos de assessoramento, com estruturas administrativas próprias e organogramas, inclusive para o SAAE, a Funec e a Câmara. Foi criada a Assessoria de Planejamento e Comunicação e, depois, implantadas as secretarias de Turismo e de Agricultura.
Foi adotado o regime jurídico único e elaborados os estatutos dos funcionários públicos municipais e do magistério, com implantação de planos de cargos e salários e progressão funcional, implantação do sistema previdenciário municipal, realização de concursos públicos e formalização de regimento interno para cada secretaria, com descrição de cargos.
Desenvolvimento ecônomico
Ao assumir, pela primeira vez, a prefeitura, Itamar também voltou seus olhos para o desenvolvimento da cidade, criando distritos industriais para instalação de empresas, com toda a infraestrutura necessária.
Para cuidar dessa tarefa, foi modernizado o Programa de Desenvolvimento Integral da Comunidade (Prodeic), cujo principal objetivo é gerar empregos, cabendo-lhe a concessão de terrenos e de incentivos fiscais para empresas interessadas em se instalar na cidade.
A visão político-administrativa de Itamar mostrava que era preciso encontrar uma fórmula para atrair empresas, em especial indústrias, para Santa Fé do Sul. Até então, a cidade era a última referência no mapa paulista, praticamente o fim da linha da estrada de ferro e da rodovia Euclides da Cunha. Os investimentos do governo estadual em hidrovias, iniciados pelo governador André Franco Montoro, eram vistos como algo bastante atrativo para oferecer suporte aos planos de Itamar, que enxergava fortes elementos potenciais para alavancar a economia santafessulense por meio do turismo, do lazer e também da industrialização. Hidrovia, rodovia e ponte rodoferroviária eram a grande equação de Itamar Borges para transformar Santa Fé do Sul em um forte polo econômico regional. Enquanto a ponte rodoferroviária não chegava, era premente a necessidade de um parque industrial para a cidade.
O atual Distrito Industrial 1 foi o primeiro a ser criado. Atualmente, está com seus lotes totalmente preenchidos, asfaltados e iluminados. O Distrito Industrial 2, que teve a fábrica de macarrão Saborella como uma das primeiras empresas instaladas, no final da gestão de Itamar somava 14 empresas em funcionamento e nove em fase de implantação, gerando mais de 500 empregos.
O Distrito Industrial 3 foi criado no final da gestão, e duas empresas se instalaram no local. Nesse distrito foi construído o novo campus da Fundação de Educação e Cultura de Santa Fé do Sul (Funec). De 1993 a 1996, foram abertas 646 firmas no município.
Imposição de estilo
O primeiro ano de mandato de Itamar à frente da Prefeitura de Santa Fé do Sul foi bastante agitado. Logo nos primeiros dias, funcionários municipais e cidadãos santafessulenses conheceram o ritmo de trabalho do novo prefeito. Era um ritmo forte, apressado, mas bem pensado e organizado. Para Itamar, tempo perdido é tempo desperdiçado. Tudo precisa ser feito rapidamente e sem erros; tudo precisa estar o mais próximo possível da perfeição.
Era e continua sendo grande sua preocupação com a estética, sem perder a simplicidade, de forma que a cidade pudesse ficar bela e bem organizada, porém sem perder sua capacidade de recepção e hospitalidade, sem deixar de ser a “mãe nutridora” do cidadão. Para Itamar, o ideal é que o morador se sinta cada vez mais confortável e orgulhoso de sua cidade e que os visitantes se encantem e tenham vontade de nela morar.
Logo nos primeiros meses de administração, muitas obras foram iniciadas e outras tantas concluídas. Na segunda quinzena de maio de 1993, o posto de saúde do bairro Bela Vista começou a funcionar, contando com três médicos e uma cirurgiã-dentista. Em junho, as obras nas escolas dos bairros Morumbi e Mangará foram concluídas, e o Centro de Saúde foi contemplado com obras de ampliação: dois consultórios odontológicos, laboratórios de prótese, salas de enfermagem e salas de atendimento psicológico, fonoaudiológico e de assistência social.
Avanços na infraestrutura
Outubro chegou com várias inaugurações, como a da pista de cooper da Avenida Waldemar Lopes e de conjunto habitacional com 150 casas, que recebeu o nome de Coronel Araújo. Ainda em outubro, no dia 23, registrou-se o início das obras de saneamento básico da Vila Maria. Com a canalização do córrego São Francisco, que divide a Vila Maria e o bairro São Francisco, além de solucionar um antigo problema de saneamento, o local foi reservado para um parque ecológico. Outra obra importante foi o asfaltamento do bairro Orestes Borges.
Em dezembro de 1993 ocorreu a eleição para o Conselho Tutelar do Menor. O voto foi facultativo, e os eleitos foram empossados no dia 7: Maria Xavier, Gerolina Castro, Fernando Macedo, Azilde Keiko Une e Ana Paula da Silveira. O ano de 1993 foi marcado também por uma medida emergencial de desassoreamento do córrego da Cabeceira Comprida, no bairro da Estiva, visando aumentar sua vazão e evitar inundações nas propriedades vizinhas.
As ações e reformas promovidas no primeiro ano de mandato mostraram toda a vontade da administração em atender às necessidades da população. As ações do segundo ano deram prosseguimento ao plano e às metas estabelecidas pelo governo de Itamar Borges para atingir seus objetivos, como ampliar as áreas asfaltadas da cidade. Em fevereiro de 1994, deu-se o recomeço do asfaltamento dos bairros São Francisco, Vila Serraria e Vila Moreira.
Mas não parou por aí. É importante destacar que, durante os quatro anos do primeiro mandato de Itamar Borges, a prefeitura realizou mais de 300 mil metros quadrados de asfaltamento, o que corresponde a um quarteirão a cada cinco dias, uma marca jamais atingida anteriormente. Bairros inteiros foram asfaltados, como o São Francisco e os conjuntos habitacionais Orestes Borges de Oliveira, Coronel Araújo e Bartolo Rossafa.
A partir de 1994, com o início do ano letivo, as crianças da rede escolar de Santa Fé do Sul passaram a receber nova merenda, mais rica em proteínas e adequada ao clima quente da região. Na oportunidade, foi criado o Conselho Municipal de Merenda, para controlar, fiscalizar e decidir, possibilitando economia e, consequentemente, maior eficiência e rendimento dos alimentos. Além disso, a contratação de profissional de nutrição foi importante para a elaboração de cardápio diferenciado e balanceado. O cuidado passou a ser ainda maior com as crianças dos berçários, nas creches. A administração fechou o mandato com distribuição diária de 6 mil refeições, 4 mil pães produzidos pela padaria municipal, 600 litros de leite de soja produzidos pela “vaca mecânica”, 200 quilos de carne, 250 quilos de frango, 100 dúzias de ovos e 650 quilos de legumes.
Modernização do ensino
A educação foi um dos principais compromissos da administração de Itamar Borges. Aliás, uma questão de honra. Em 1993, já havia ocorrido a municipalização da pré-escola e a Prefeitura de Santa Fé do Sul assumiu com responsabilidade e seriedade mais esse compromisso. Para tanto, além de professores, foi contratada também uma coordenadora pedagógica.
Já em 1994, mais uma escola começou a funcionar no início de abril, no Jardim Mangará. Essa escola abriu as portas com quatro salas de aula, refeitório, pátio e administração.
Também nesse ano, pesquisa realizada entre as diferentes classes sociais mostrou que, nas mais carentes, a aprovação dos serviços na área da educação chegou a 87%.
A ordem na Secretaria da Educação era racionalizar a aplicação dos recursos disponíveis para que se atendesse, cada vez com mais eficiência, a grande estrutura do setor educacional. Com essa mentalidade, foram criados diversos programas e novos projetos para a melhoria do ensino na cidade.
Assim, tanto os alunos das Emeis quanto os das creches recebiam da prefeitura boné, camiseta e sacolinha. No caso dos alunos mais carentes, que são cerca de 60%, a prefeitura bancava integralmente o material escolar.
O transporte dos alunos passou a ser também de responsabilidade da Secretaria de Educação. A prefeitura terceirizou parte do serviço, realizado pela empresa São Francisco. Foram adquiridas uma perua Kombi, para transporte dos alunos do Cefam, e dois ônibus, para levar universitários a Votuporanga, Araçatuba e Jales. Passaram a ser transportados cerca de 800 alunos da zona rural e do ensino fundamental, médio e superior.
Os prédios antes utilizados também como centros de convivência passaram a ser de uso exclusivo das pré-escolas. Foram reformados, receberam novos materiais, brinquedos pedagógicos e aparelhos de cozinha. Assim, podiam receber melhor as crianças, em um ambiente apropriado.
No dia 13 de maio de 1994, o delegado seccional de polícia de Santa Fé do Sul, Ademir Gomes Sanches, e seus funcionários passaram a ocupar o novo prédio da repartição, com 360 metros quadrados de área construída e pavimentos térreo e superior.
Conquistas sucessivas
Em agosto de 1994, foi reativado o cinema em Santa Fé do Sul. O antigo Cine Santa Fé, grande opção de lazer, enfrentava séria crise nos últimos anos, o que acarretou o fechamento de suas portas. O prédio havia sido alugado para uma igreja evangélica. No entanto, a prefeitura, por meio de seu Departamento de Cultura, reverteu a situação. Reabriu o cinema e criou o Centro Integrado de Cultura (CIC). O local foi totalmente reformado e passou a exibir filmes a preços populares.
O exercício de 1994 contemplou ainda outras ações da gestão Itamar Borges, como a reurbanização dos trevos da Avenida Navarro de Andrade e da rodovia Santa Fé-Porto Itamarati. O trevo da Avenida Conselheiro Antônio Prado foi duplicado e, em 18 de junho, houve a inauguração da duplicação da via de acesso à rodovia SP-595, Santa Fé-Ilha Solteira.
Ainda em 1994, no dia 18 de julho, a cidade ganhou o pavilhão do comércio da Ficcap, onde os empresários passaram a expor seus produtos, agilizando os negócios. Outras inaugurações importantes foram realizadas no segundo semestre de 1994, como a nova UTI da Santa Casa e as agências do Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN) e da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), que abriram suas portas à população santafessulense.
Com a metade do caminho já percorrido e muito ainda por fazer, Itamar entrou no terceiro ano, em 1995, intensificando ainda mais o ritmo de atuação e com alguns acontecimentos marcantes, tanto na vida pública quanto na vida pessoal.
Para os mutuários da Cohab 13 de Maio, 1995 foi o ano em que receberam seus contratos. Isso ocorreu ainda no início do ano, mais precisamente na primeira quinzena de março. Com olhos voltados para o bem-estar das pessoas, Itamar procurou agilizar o processo de desfavelamento no município, substituindo por casas de alvenaria os barracos erguidos com madeira velha, lona ou simples casas de pau a pique, beneficiando os moradores da favela da rua 27, próxima ao córrego da Mula.
Também foram doados lotes para 360 famílias cadastradas pela Secretaria de Serviço Social. As famílias receberam plantas e documentos necessários para regularização das obras, com acompanhamento de assistente social.
Rede de proteção social
Desde o início de sua administração, o prefeito Itamar Borges elegeu crianças e pessoas carentes como prioridade. Para isso, a Secretaria de Serviço Social manteve inúmeros programas de auxílio à população, promovendo a integração e o bem-estar de todos os necessitados. Por meio desses programas, a prefeitura oferecia atendimento prioritário aos carentes, amenizando seus problemas, ao mesmo tempo em que investia em moradia, geração de empregos, atendimento a pessoas com deficiência, idosos e detentos. Além disso, desenvolvia projetos sociais que envolviam os próprios interessados, numa significativa parceria entre administração municipal e população.
Dentre os programas criados pela prefeitura em 1995, é importante mencionar a Central de Doações, um serviço criado com o objetivo de arrecadar donativos e distribuí-los a famílias de baixa renda. Com o slogan “Não jogue fora objetos usados – isto pode valer muito para quem tem pouco”, esse programa era uma parceria da comunidade com a prefeitura. A comunidade fazia a doação e a Secretaria de Serviço Social, que administrava o programa, se encarregava de distribuir o que era arrecadado.
As doações eram recebidas na sede da secretaria. Um assistente social fazia a triagem e definia as doações às pessoas carentes e suas famílias. Eram óculos, cestas básicas, medicamentos, roupas e outros artigos. Além disso, a secretaria também se incumbia de providenciar documentos, pagar exames médicos e contas de água e luz dos mais necessitados.
Outro programa gerenciado pela Secretaria de Serviço Social era o grupo de artesãos e doceiros, que realizava exposições para venda de produtos como artigos de pano, madeira, doces caseiros e outros.
Vale citar ainda a Campanha Contra o Frio, no início de julho de 1995, por meio da qual foram entregues mil cobertores à população carente.
A segunda quinzena de agosto de 1995 foi marcante para os pequenos estudantes de Santa Fé do Sul. Enfatizando a saúde bucal e visual, a Secretaria de Educação, em parceria com a Secretaria de Saúde, desenvolveu o programa Saúde do Escolar. Todas as escolas foram visitadas por uma equipe levando o escovódromo, aparelho usado para ensinar a higiene bucal corretamente.
Para colaborar ainda mais com a saúde bucal, em julho a prefeitura instalou gabinetes odontológicos em quatro escolas: EEPG do bairro Morumbi e EEPSGs Itael de Mattos, Marina de Oliveira e Thereza Siqueira Mendes.
A saúde visual também mereceu destaque nesse programa. Um grupo de alunos do Cefam foi treinado e aplicou testes de acuidade visual nas crianças. As que apresentaram problemas foram encaminhadas a oftalmologistas do Centro de Saúde.
O prefeito Itamar Borges escolheu o início de setembro de 1995 para lançar novos projetos. De uma só vez, foram anunciadas 16 obras a serem realizadas pelo governo municipal. “Com este verdadeiro pacote de obras, cumprimos grande parte de nossos compromissos com a população e também geramos mais empregos, em um momento difícil da economia brasileira”, ressaltou Itamar.
Na época, estavam em andamento recapeamento asfáltico e pavimentação de ruas, ampliação e conclusão da Creche 13 de Maio, conclusão do ginásio de esportes, miniusina de leite, sede da Associação Antialcoólica (inaugurada em 23 de novembro de 1996), Casa do Trabalhador Rural, creche do Conjunto Habitacional Coronel Araújo, novo paço municipal, associação dos pescadores, sistema 2 de captação de água, Conjunto Habitacional Alvorada 2, escritório e almoxarifado do SAAE, pavilhão do produtor, perenização da estrada 15 e canalização e captação de águas pluviais no Conjunto Habitacional Coronel Araújo.
Hora e vez das crianças
Para desenvolver e estimular a compreensão e a valorização da cidadania, dos direitos e dos deveres e conhecer o município, num processo de identificação e formação de novas lideranças juvenis, envolvendo toda a comunidade escolar na execução de ações que melhorem as condições de vida das crianças e adolescentes, o prefeito Itamar Borges criou, em 1995, o Governo Mirim.
Para concorrer a uma vaga, era exigido do aluno ter entre 10 e 15 anos e estar cursando até o penúltimo ano do ensino fundamental. Como não havia composição de chapas, os candidatos eram eleitos individualmente. Os eleitores eram alunos do ensino fundamental, regularmente matriculados e assíduos nas escolas.
A primeira eleição mirim de 1995 levou às urnas 2.228 estudantes do 1º grau, que escolheram seus representantes. O primeiro governo foi empossado no dia 19 de novembro de 1995. Para prefeito mirim foi eleito Manoel Tobal Garcia Júnior (estudante da EEPSG Marina de Oliveira), com 813 votos, e como vice-prefeito, Tiago César Donini, da escola Agnes Rondon Ribeiro.
Os vereadores mirins eleitos em 1995 foram: Rúbia Corrêa, Maria Carolina Sergi Gomes, Willian Xavier Alves, Paulo Henrique de Souza Nascimento, Johel Nozima Caetano, José Roberto de Oliveira, Thaísa Mara Brandini, Kely Ronichi Siviero, José Umberto Araújo Calazans, Henrique Aparecido Aguiar, Fabiano Aparecido Carvalho de Oliveira, Thaisa de Carvalho Migliano, Paulo Henrique Guirão, Lara Cristina Rodrigues de Souza e Queila Máira Castro Cavalheri.
Logo depois de empossados, no dia 21 de novembro, os representantes do primeiro Governo Mirim visitaram o Palácio dos Bandeirantes e a Assembleia Legislativa, em São Paulo. No dia 22, conheceram o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, em Brasília, onde participaram de audiência com o ministro extraordinário dos Esportes, Edson Arantes do Nascimento, o rei Pelé.
O programa Governo Mirim teve continuidade no município. As eleições mais recentes aconteceram em 2007, com os eleitos empossados no dia 22 de novembro. Nessa última eleição concorreram 35 candidatos: sete para prefeito, cinco para vice-prefeito e 23 para vereador. No total, 2.083 alunos votaram.
Os eleitos de 2007 foram: prefeito, Paulo Arthur Germano Rigamonte, com 589 votos; vice-prefeito, Gustavo Oliveira Bernardo, com 618 votos. Os vereadores eleitos foram Carla Fernanda Lemes Vilches, presidente da Câmara; Sandy Casarin Vilalva Tonholo, vice-presidente; Rodrigo Henrique Pedrini, 1º secretário; Rômulo Marcelo Bertaco, 2º secretário; Caroline Figueiredo, Tatiane Eiko Inoue, Alyson Thiago dos Santos Matias, Sâmara Teles Ferraresi e Imar Calixto da Rocha Júnior.
Peregrinação por melhoras
Esse último governo contribuiu, efetivamente, para algumas conquistas do município, segundo o prefeito Itamar Borges, graças à participação dos jovens durante viagens a São Paulo e a Brasília nos dias 26 e 28 de março de 2008.
Na capital paulista, o grupo visitou o Sebrae-SP. Depois esteve no Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia Legislativa, onde foi recebido pelo presidente da Casa, o deputado José Carlos Vaz de Lima. Na sequência, o grupo foi recebido pelo governador José Serra, no Palácio dos Bandeirantes. Para finalizar a agenda em São Paulo, visitaram a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, sendo recebidos pelo titular da pasta, Francisco Graziano Neto.
Em Brasília, a comitiva foi ao Palácio do Planalto, onde pôde conhecer três dos quatro pavimentos. Também esteve na Câmara dos Deputados e no Senado. O grupo visitou os ministérios dos Esportes, reunindo-se com o ministro Orlando Silva; das Cidades, onde foi recebido pelo secretário-executivo Rodrigo Figueiredo; e da Educação, com recepção pelo secretário-executivo José Henrique Paim Fernandes e pela secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva. A delegação visitou também a Catedral de Brasília e o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, ambos obras do arquiteto Oscar Niemeyer.
Durante a viagem, na Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o prefeito Itamar Borges assinou convênio para construção de usina de reciclagem de lixo, no valor de R$ 160 mil. Ao ministro dos Esportes foi solicitada a implantação do programa Segundo Tempo, prontamente atendida. O Ministério das Cidades acolheu pedido de liberação de R$ 500 mil para obras de infraestrutura urbana.
Os governantes mirins, atentos às necessidades do município e trabalhando para que fossem supridas, não titubearam em seu papel durante as visitas. A maioria das reivindicações apresentadas por eles foi imediatamente acatada. São conquistas do Governo Mirim, da administração Itamar Borges e de todos os santafessulenses.
O Governo Mirim, com certeza, rendeu bons frutos ao longo desses anos, cumprindo alguns de seus objetivos. Vale ressaltar que o primeiro prefeito mirim, Manoel Tobal, conhecido como Manezinho, foi eleito onze anos depois, em 2004, vereador de Santa Fé do Sul, pelo PPS, com 637 votos.
Gestão bem-sucedida
Na segunda quinzena de junho de 1995, o Projeto Renascer, por intermédio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ganhou uma pocilga para engorda de 60 leitões, seis matrizes e um reprodutor; e três granjas: uma para engorda de frangos (5.000/ano), outra para produção de ovos, com capacidade para mil galinhas, e a terceira para criação de mil frangas para reposição de galinhas poedeiras. Além disso, edificaram-se instalações para criação de coelhos, abatedouro de frangos e suínos, dois depósitos para ferramentas, adubo e ração e cinco tanques de piscicultura. Também foram montados dois galpões com quatro salas de aula, banheiros com 20 chuveiros e pátio.
Itamar Borges e sua equipe entraram em 1996 conscientes de que estavam iniciando o último ano de mandato. Mais do que fazer um balanço, era hora de concluir projetos e também, por que não, deixar caminhos e diretrizes para os próximos governantes. Eles também tinham consciência de que a cidade já não era a mesma de quatro anos atrás. Estava mais bonita, mais desenvolvida, mais próspera e seu povo, mais feliz.
Mudanças importantes haviam ocorrido. Um setor que pode ser destacado é o das creches, que deixaram de ser apenas locais de permanência de crianças enquanto as mães trabalhavam para se transformarem em instituições com fins didáticos e pedagógicos. Elas passaram a funcionar das 6h30 às 18h. Se a criança apresentasse algum problema de saúde, físico ou psicológico, era imediatamente encaminhada a especialistas, médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos ou neurologistas.
Novas creches foram implantadas e outras ampliadas durante a primeira gestão de Itamar Borges. A última a ser inaugurada no primeiro mandato foi a creche municipal do conjunto 13 de Maio, no início de fevereiro de 1996, com estrutura para abrigar 150 alunos. E, em 19 de setembro, foi reinaugurada a Creche Recanto Feliz.
Executivo de casa nova
A inauguração do novo paço municipal aconteceu no dia 20 de maio de 1996. O prédio, construído por Hélio de Oliveira, fundador da cidade, fora inaugurado em 1960 e, durante 33 anos, sediou, no piso inferior, a estação rodoviária e, no superior, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores. Com a construção e recente inauguração, em 1993, do Terminal Rodoviário Clóvis Oger, a antiga estação rodoviária havia sido desativada e o imóvel permaneceu ocioso até que, em agosto de 1995, Itamar Borges decidiu lhe dar a destinação sonhada: transformá-lo em sede do Poder Executivo, ou seja, o paço municipal.
Com a reforma, o imóvel, de 1.180,80 metros quadrados, passou a comportar sala dupla para exatoria, tesouraria e contabilidade; almoxarifado, sala da assessoria de imprensa, outra da assessoria do gabinete e o gabinete do prefeito, com sala de espera. Há ainda uma grande sala de reuniões; departamentos jurídico, administrativo, de pessoal e compras e departamento de copa e cozinha, com lavanderia. Também funcionam no local a Secretaria de Obras e Serviços Públicos, banca de informações e posto bancário.
O piso superior, também reformado, foi inaugurado no dia 2 de dezembro, dando lugar às novas dependências da Câmara. O espaço destinado ao Legislativo foi consideravelmente aumentado, com salas destinadas às bancadas dos partidos, secretaria e gabinete da presidência.
Incentivo aos esportes
Na primeira administração de Itamar Borges, o ginásio de esportes foi concluído e entregue à população no início de junho de 1996. A quadra recebeu piso de assoalho, com material de primeira qualidade. O prédio foi todo pintado e, na área externa, construíram-se um jardim e outra quadra poliesportiva.
Durante essa primeira gestão de Itamar, a Secretaria de Esportes trabalhou para assegurar à população acesso às várias atividades esportivas e de lazer. A prefeitura procurou reformar e concluir diversas áreas esportivas em toda a cidade, como a quadra poliesportiva da APAE e a quadra do Beira-Rio; construiu os parques de lazer do Morumbi e do São Francisco, os campos de malha e bocha do Santa Cruz e os campos de bocha e futebol do Bartolo Rossafa, além de restaurar os demais campos de malha e bocha existentes.
Para incentivar a prática esportiva entre menores, foram criadas escolinhas de esportes, atendendo em média 800 crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, que antes não tinham oportunidade de praticar atividades físicas por falta de alternativa e local. São cinco modalidades disponíveis: futebol de campo, futebol de salão, natação, vôlei e basquete. Além das escolinhas de esportes, outra medida para incentivar a prática esportiva e proporcionar mais uma opção de lazer à população foi a realização de competições de variadas modalidades, reunindo cerca de 2.500 pessoas a cada ano, promovendo a integração social da comunidade por meio dos esportes.
A construção de campos de futebol nos bairros procurou estender a todos o acesso a áreas esportivas. Foram construídos e arborizados campos nos bairros Bartolo Rossafa, distrito industrial 1, Parque Ana Lúcia, Santa Cruz, Vila Mariana, São Francisco e Jardim Morumbi.
Apoio ao produtor rural
O Pavilhão do Produtor foi inaugurado no dia 25 de outubro de 1996. Constituído de três barracões conjugados, com estrutura metálica e 660 metros de área coberta, está localizado na rua 23, entre as ruas 14 e 16, em espaço amplo com mais de três mil metros de área de circulação. Nesse mesmo dia começou a funcionar no local a feira noturna, todas as sextas-feiras, a partir das 18h. A feira dos domingos também acontece no mesmo local.
Durante sua primeira gestão, Itamar Borges fez questão de incentivar e aperfeiçoar as atividades rurais em Santa Fé do Sul. Para isso, a prefeitura adotou três metas: tecnologia, incentivo e diversificação. A Secretaria de Agricultura executou projetos de irrigação, recuperação de matas ciliares, análise de solo, curva de nível, inseminação artificial e adubação orgânica.
Um dos grandes projetos na área tecnológica está relacionado à microbacia hidrográfica da Cabeceira Comprida. No local foram realizados terraceamento, drenagem de várzea, barragens, açudes e perenização de estradas.
A Casa do Trabalhador Rural foi idealizada pelo prefeito Itamar Borges para fornecer café da manhã e almoço aos que labutam no campo. No dia 22 de outubro de 1996 iniciou-se a entrega de marmitex, denominado “almoço do trabalhador rural”. As refeições são distribuídas às 5h aos cadastrados. O objetivo é melhorar a renda final dos beneficiários. No local eles também recebem, desde junho de 1996, café da manhã.
Mais saber para o público
Na parte cultural, novo espaço foi inaugurado no dia 27 de novembro de 1996 para abrigar a biblioteca (no andar superior do Banco do Brasil), o Museu e o Empório do Turismo (estes dois estão funcionando na estação). O espaço conta com exposições permanentes de peças antigas e é aberto a artistas da cidade. Funciona ainda como centro de informações sobre o desenvolvimento turístico da região e mantém troca de informações através da internet.
Em março de 1993 foi aprovado, pela Câmara de Santa Fé do Sul, projeto de lei criando a Biblioteca Municipal Francisco Santana Carneiro, que abriu suas portas à comunidade no dia 27 de novembro de 1996, proporcionando acesso fácil à leitura e à cultura.
Um dos orgulhos do prefeito Itamar Borges é ter a certeza de que o Executivo contribui para o crescimento intelectual dos munícipes. “Sinto-me honrado por ter iniciado esse trabalho. Vimos como a população aderiu ao uso diário da biblioteca, e hoje o número de visitantes aumenta cada vez mais.”
Em 2002, a biblioteca foi remodelada e teve os espaços divididos em salas para estudo individual, salas de TV e vídeo, locais para palestras, espaços para dinâmica de grupo e área infantil adequada, com sofás, tapetes, almofadas coloridas e prateleiras novas. Todo o mobiliário foi reformado e instalaram-se mesas e cadeiras para o ambiente de estudo individual e cadeiras para a sala de vídeo. O espaço também ganhou cozinha e copa, reforma do piso, almoxarifado e assinaturas de revistas e jornais. A reforma possibilitou que os projetos da biblioteca fossem desenvolvidos em espaços adequados, com mais comodidade e praticidade aos usuários.
Em iniciativa inédita na região, em 2006 foi implantada a caixa-estante na delegacia de polícia e na cadeia. O objetivo é incentivar a leitura e o conhecimento e combater a ociosidade. Cerca de 150 obras compõem a caixa-estante. Todas as sextas-feiras, das 14h às 16h, um funcionário da biblioteca faz empréstimo e recepção de livros.
Um dos projetos da biblioteca é a Hora do Conto, atividade na qual são lidos e narrados contos ou histórias para grupos de crianças da educação infantil e do ensino fundamental, de dois a 13 anos. O objetivo é desenvolver sua capacidade e habilidade de expressão, estimular sua imaginação, sensibilidade e o desejo de ler e escrever. A Hora do Conto acontece às quartas-feiras, conforme agendamento das escolas.
Outro projeto é o Acessa Santa Fé, que visa à inclusão digital por meio da disponibilização de cinco computadores instalados e conectados à internet, utilizados pela população para pesquisas, envio de mensagens, trabalhos escolares, visita a sites, entre outros. Cada usuário pode permanecer conectado durante 30 minutos.
Implantada em 2005, a biblioteca volante, composta por 520 obras, percorre os bairros da cidade e visa atender toda a população do município com literatura infantil, infantojuvenil, didática, além de revistas e jornais. Funciona todas as terças e quintas-feiras, das 9h às 16h, nas praças ou nos centros de convivência dos bairros. Nesse mesmo ano também foi implantada a biblioteca viva no setor de pediatria da Santa Casa de Misericórdia, para humanizar o ambiente hospitalar e a assistência à criança hospitalizada ou atendida em ambulatório. A intenção é contribuir, por meio da leitura, para melhor relação entre pacientes e profissionais da área da saúde.
Atualmente, a biblioteca tem 4.570 pessoas inscritas, com movimento anual de 18 mil usuários em suas instalações para leitura, empréstimo, consultas e pesquisas. A biblioteca conta com 15 mil títulos catalogados, entre livros, revistas, periódicos e materiais de apoio, além de exemplares de livros em braile e MP3 e CDs da revista Veja, enviados pela Fundação Dorina Nowill para Cegos.
Prioridade para a saúde
Outro grande destaque da administração de Itamar Borges foi, sem dúvida, a saúde. O atendimento passou por uma grande revolução, e Itamar acompanhou de perto o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Saúde.
Houve ampliação dos serviços já existentes e foram criados outros, com reestruturação das unidades básicas de saúde (UBSs), permitindo atender com mais qualidade um número cada vez maior de pessoas. Realizou-se um grande trabalho nesse setor, com desenvolvimento de diversos projetos de saúde e atendimento à população.
A ampliação do Centro de Saúde 2 e a conclusão das obras e instalação dos equipamentos da UBS da Bela Vista foram os primeiros passos para tornar o serviço municipal de saúde mais acessível à população. Além disso, houve reorganização das salas e dos funcionários, o que aperfeiçoou o funcionamento do serviço.
A Secretaria da Saúde implantou o atendimento noturno para aqueles que não podem deixar seu trabalho para ir ao médico. Além das consultas, são realizadas pequenas cirurgias; também foram contratados clínico-geral e dentista exclusivamente para fazer o atendimento durante a noite.
Para os doentes que têm problemas de locomoção, a prefeitura colocou em funcionamento serviço de atendimento domiciliar. Uma ambulância com um atendente de enfermagem visita os pacientes em suas casas, fazendo curativos, colocando ou retirando sondas e prestando a assistência necessária.
O Consórcio Intermunicipal de Saúde da Alta Araraquarense (Cimsa) foi criado para gerenciar o pronto-socorro. O consórcio é formado por seis cidades da região. O atendimento é feito nas 24 horas do dia, com médico plantonista, enfermeiro-padrão e ambulância.
Mais obras e serviços
Muitas novidades da administração 1993/1996 vieram por meio do Conselho Municipal de Trânsito (Comutran). Foram criados estacionamentos para motos e bicicletas e toda a sinalização vertical da cidade foi recuperada. Mas a ação de maior expressão, em termos monetários, foi a informatização da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran). Com isso, as multas passaram a ser municipalizadas: Santa Fé passou a reter os valores arrecadados, investindo esses recursos na própria cidade.
A procura pelos cursos da Funec, que atraem estudantes de toda a região e também dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e de Minas Gerais, levou o prefeito Itamar Borges a idealizar um novo local para abrigar os alunos. Dessa forma, em julho de 1996, foram iniciadas as obras do campus universitário, com supervisão do engenheiro Francis Mainardi. As obras foram projetadas para conclusão em 1997, a fim de abrigar cursos de fisioterapia, educação física, enfermagem, pedagogia, ciências, letras e magistério.
Em terreno de 69 mil metros quadrados, o projeto previu a instalação do setor administrativo, laboratórios, salas de aula e anfiteatro com capacidade para 480 pessoas; duas quadras poliesportivas, campo de futebol e piscina na área externa. A estrutura do novo campus foi projetada para atender 5.700 alunos.
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), autarquia responsável pelo setor mais importante da infraestrutura da cidade, recebeu, durante os quatro anos de administração de Itamar, diversos investimentos significativos que levaram 99% da zona urbana a ser servida de água tratada e 98% a ter captação de esgoto.
Uma lagoa de captação, inaugurada em 1995, tem capacidade para armazenar cerca de 500 mil metros cúbicos de água, o que significa 35 dias de consumo normal, mesmo sem nenhuma reposição do manancial, garantindo o fornecimento para toda a cidade, inclusive no período de seca.
Também durante o primeiro governo, mais uma lagoa de tratamento de esgoto passou a funcionar, a da bacia do Jacu Queimado.
De olho no potencial turístico e de lazer da região, Itamar Borges não esmoreceu em momento algum no seu sonho de transformar a cidade em polo de atração. Para ele, Santa Fé do Sul estava (e está) localizada em região privilegiada, na divisa com Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, banhada pelas águas do rio Paraná. Ele via nisso uma grande oportunidade para a cidade e usou parte do seu tempo e do seu esforço para desenvolver essa nova atividade econômica.
Incremento ao turismo
Obstinado e determinado, ele criou o Departamento de Turismo, responsável por organizar eventos turístico-culturais que, em parceria com a iniciativa privada, deveriam incrementar a economia do município. Itamar lutou para que Santa Fé do Sul passasse a ser considerada pela Embratur como área de interesse para o desenvolvimento do turismo. Com isso, a prefeitura desenvolveu programa de doações de terrenos e isenções fiscais para atrair empresários do setor interessados em investir no município, que também contam com linhas de financiamento especiais do BNDES.
Em parceria com a prefeitura, foi criada a Diretoria de Hidrovias e Desenvolvimento Regional da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Foi lançado o Caderno de Fomento Turístico, contendo informações detalhadas sobre o potencial turístico e socioeconômico de Santa Fé do Sul e orientações para que os investidores privados pudessem direcionar seus investimentos e serviços. A iniciativa privada entrou no circuito apresentando diversos roteiros turísticos pela região, incluindo passeios de barco, visita rural e ecológica, atraindo grupos diversificados de turismo e estudos.
A grande experiência santafessulense foi o turismo de eventos, nova modalidade turística que atualmente é a que mais cresce no Brasil. Por exemplo, a Conferência Rotária, realizada em abril de 1996, atraiu mais de 1.500 pessoas.
A administração de Itamar Borges transformou a Feira Industrial, Comercial, Cultural e Agropecuária (Ficcap) em uma das maiores festas populares da região. A mostra ganhou novas proporções no que diz respeito à organização e inovação e é a única da região onde tudo é gratuito: a entrada, os shows, o rodeio e mesmo o transporte até o recinto.
A feira de pequenos animais, dirigida ao público infantil, foi uma das inovações da Ficcap. Na montaria foi lançada a prova do laço. Um novo restaurante foi construído no bosque dos eucaliptos e, também, vale ressaltar a qualidade dos shows contratados, que passaram a ser destaque durante a feira.
Na outra ponta, enquanto investia no turismo, o administrador Itamar Borges não se esqueceu dos menos favorecidos de sua cidade. No último ano de mandato promoveu a doação de 78 terrenos à população carente, nos bairros Beira-Rio e Vila União.
Quase no final da administração, em 27 de outubro, foram inaugurados mais três minicampos de futebol: um no parque ecológico e de lazer do Conjunto Habitacional Orestes Borges, um no Jardim Morumbi e outro no Conjunto Habitacional Coronel Araújo. E, no dia 16 de dezembro, foram inaugurados o centro comunitário e a pré-escola do bairro São Francisco.
Agilidade e eficiência
Ao longo de sua gestão, Itamar Borges adotou medidas para modernizar a máquina administrativa, dentre elas a informatização de todos os setores da prefeitura, garantindo o controle de arquivos, de patrimônio e de material; adoção de homebank, para facilitar o controle de fluxo de caixa diário, e do cartão magnético para pagamento de funcionários; celebração de convênios e parcerias com os setores público e privado, inclusive com sindicatos, cooperativas e Sebrae, para execução de obras importantes; organização de consórcios intermunicipais para agricultura e saúde; início da terceirização de serviços públicos, como transporte de alunos, transporte coletivo e coleta de lixo; criação de conselhos municipais para educação, alimentação escolar, habitação, agricultura, crianças e adolescentes, entre outros, para integração da comunidade com a ação governamental e investimentos em reciclagem.
Para avaliar o fim de seu primeiro mandato, Itamar assim se expressou:
“O projeto que idealizei para Santa Fé do Sul, quando aceitei o desafio de ser prefeito aos 25 anos de idade, graças a Deus está concluído. Foram quatro anos de trabalho ininterrupto, momentos de muita alegria e, às vezes, de enormes dificuldades, mas também de muita determinação. Meu propósito era o de preparar nossa cidade para assumir a condição de um novo centro de região e, voltando os olhos para o futuro, estruturá-la para poder se tornar a porta de entrada para o Centro-Oeste, para o Mercosul e para a Rota do Pacífico. Cumprida a missão, agora o momento é de agradecimentos pelo apoio e o incentivo que recebi de todos. Encerro este mandato, mas continuarei participando e colaborando sempre para que o desenvolvimento, a geração de empregos e a justiça social estejam presentes nos destinos de minha cidade”.
Ainda candidato a prefeito, Itamar já vislumbrava um futuro grandioso para Santa Fé. Uma de suas grandes preocupações era colocar a cidade em ordem e organizá-la, de modo a prepará-la para o grande crescimento que ele imaginava. Com muita vontade política, empenho e dedicação do Executivo e apoio da Câmara de Vereadores e da população, esse objetivo foi alcançado com sucesso.
O slogan “O futuro é a gente que faz” resume a luta na qual cada cidadão se empenhou para construir uma cidade melhor e com um futuro promissor para as novas gerações. Itamar terminou seu governo com a certeza de missão cumprida, deixando abertas as portas da prefeitura para o futuro.
Entre o primeiro e o segundo mandatos de prefeito, foram quatro anos fora da administração municipal. Mas Itamar Borges não saiu do cenário político da cidade e da região. Afinal, a paixão pela política estava, e está, no sangue e na história dele.
As experiências no Legislativo e no Executivo do município conduziram naturalmente Itamar Borges a pleitear outras instâncias políticas. Assim, em 1998, seu novo e grande desafio era alcançar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado.
Uma região privilegiada por possuir representantes de destaque, como Roberto Rollemberg, deputado federal, e Edinho Araújo, deputado estadual, não poderia ficar sem mais um filho a cuidar de seus interesses. Por ocasião da candidatura de Itamar, Rollemberg havia falecido, vítima de câncer, e Edinho se elegera deputado federal.
A lacuna estava aberta. Pela liderança exercida e pelas conquistas à frente da Prefeitura de Santa Fé do Sul, não só para a cidade, mas também para toda a região, o nome de Itamar era bem cotado para disputar vaga de deputado estadual.
Itamar foi a campo para conquistar legenda dentro do PMDB e fez dobradinha santafessulense com Edinho Araújo. Os dois únicos prefeitos de Santa Fé do Sul nascidos na cidade agora estavam lado a lado em disputa de âmbito estadual. Edinho candidato a deputado federal e Itamar a deputado estadual. Mais: ambos tinham o apoio de líderes da região e de outras partes do Estado.
A campanha eleitoral movimentou a imprensa e a opinião pública local e regional. Para o PMDB, a eleição de Itamar significava ter um político como a voz do noroeste paulista e da Alta Araraquarense. Disputando com o número 15.101, Itamar encarou com muita responsabilidade mais esse desafio.
Na plataforma da campanha, projetos voltados em defesa do potencial turístico, agrícola e comercial da região. Itamar defendia o princípio de que, com o mandato de deputado estadual, teria mais forças para conseguir benefícios e aprovar leis que melhorassem as condições de vida da população da região. Embora tivesse, como prefeito de Santa Fé do Sul, conquistado muitas obras em parceria com os líderes da região, sabia que ainda havia muito a fazer.
Durante a campanha, além de visitas a muitos municípios, um site na internet (www.sfsmelfinet.com.br/itamarborges) divulgava a candidatura e suas propostas. Além disso, o portal também mostrava as realizações empreendidas por Itamar em sua vida política e profissional.
Foram obtidos mais de 21 mil votos. Somente na cidade de Santa Fé do Sul Itamar somou 8.913 votos, o que equivale a 80% dos votos válidos. Mas esses votos não foram suficientes para sua eleição, embora muito significativos. Com eles Itamar pôde confirmar seu prestígio político no município, na comarca e na região.
Porém, naquela eleição, muitos foram os candidatos pela região. Além disso, dois outros candidatos com o nome Itamar, “um deles também Borges”, estavam na disputa, o que levou à perda de votos. Isso porque, para o nosso Itamar, o Machado Borges, só seriam válidos os votos que viessem com seu nome completo ou com seu número de inscrição. Assim, mais de mil votos foram impugnados e ao menos cinco mil, perdidos. Todavia, os votos impugnados pelo candidato também não chegariam a elegê-lo. De qualquer forma, o saldo dessa campanha foi extremamente positivo: Itamar Borges saiu fortalecido pelos votos e pela qualificação que adquiriu.
Conhecer outras realidades e necessidades, discutir soluções e propor ações para São Paulo levaram Itamar a continuar trabalhando pela região e pelo Estado, junto ao gabinete de Edinho Araújo, em Brasília e na capital paulista. Nesse período, Itamar foi diretor do Instituto de Pesquisas e Estudos de Base (Ipeb), criado por Edinho, passando a cuidar de todas as ações nas regiões de São José do Rio Preto e de Araçatuba.
De volta à prefeitura
Em decorrência da primeira gestão e também da campanha para deputado estadual de 1998, Itamar era o nome mais cotado para o Executivo nas eleições municipais de 2000. Mas, como em todo processo eleitoral, sua indicação pelo partido envolveu histórias, conversas e negociações.
Vieram as eleições de 2000 e Itamar defrontou-se com o prefeito Antonio Favaleça, que buscava sua reeleição pelo PSDB. Nos quatro anos em que esteve fora do cargo, Itamar e Favaleça se distanciaram e acabaram se tornando adversários políticos. Favaleça havia sido eleito prefeito com apoio de Itamar na legenda do PMDB. Ao se mudar para o PSDB, Favaleça antecipava uma disputa pela prefeitura.
As eleições tornaram-se acirradas e foi um período conturbado na história política de Santa Fé do Sul. Entretanto, Itamar Borges, tendo Arlindo Sutto como candidato a vice-prefeito, venceu o pleito pela coligação “União e Desenvolvimento”, integrada pelo PMDB, PPS, PTB e PSB. Ele obteve 7.555 votos (47,52%). Antonio Carlos Favaleça e seu vice, Idalino Longhi, pela coligação “Santa Fé no Caminho Certo”, formada pelo PSDB, PFL e PPB, somaram 6.539 votos (41,13%). Ainda concorrendo nessas eleições estavam José Ricardo de Andrade e Albertino Bandeira Duarte, do PL, que alcançaram 1.536 votos (9,66%), e José Eduardo Gobbi Lima e José Gonçalves Preto, do PT, com 267 votos (1,68%). Votos brancos foram 224 (1,36%) e nulos, 350 (2,12%). Dos 19.354 eleitores do município, compareceram às urnas 16.471 (85,10%).
Sem medo de desafios
Itamar Borges sabia que seu regresso à cadeira de prefeito representava responsabilidade muito maior com o cidadão santafessulense e que as dificuldades seriam igualmente abundantes. Decidiu esquecer, pelo bem da cidade, as divergências político-partidárias, arregaçando as mangas para trabalhar. O segundo mandato foi marcado por denúncias e acusações vãs, em claras tentativas de desestabilização do governo.
Em seus primeiros discursos após as eleições, Itamar fez questão de deixar claro que seu governo seria verdadeiramente participativo. Todos teriam direito a se manifestar, sugerir, propor e até mesmo criticar, pois os projetos seriam amplamente discutidos, para que fossem concretizados de maneira a satisfazer os mais legítimos anseios sociais.
Tomou posse, suportou com galhardia as críticas e as artimanhas da oposição política e lançou-se, de cabeça erguida, na busca da realização de sua grande meta: fazer um grande governo, um governo participativo, acima de tudo sério, honesto e transparente, que zelaria pelos interesses do município incondicionalmente.
Uma das primeiras ações do prefeito Itamar Borges, atendendo a uma reivindicação da comunidade, foi instalar na cidade, em 19 de fevereiro de 2001, o serviço de arrecadação do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), com a presença de seu gerente regional, José Carlos Dan. Essa conquista foi fundamental, pois facilitou a vida de todos aqueles que necessitavam, antes, ir a Jales, cidade vizinha, para requerer certidões, regularizar obras de construção civil, atualizar débitos e fazer matrículas de empresas e obras.
De mangas arregaçadas
Quando completou 100 dias de governo, Itamar Borges foi indagado pelo O Jornal sobre o que havia mudado nesse tempo, já que, ao tomar posse, ele havia anunciado um programa de impacto para aquele período. O prefeito disse que ainda não era possível apresentar grandes obras, mas que a cidade estava feliz, com ruas mais limpas, praças e jardins mais bem tratados. Só nesse espaço de tempo mais de 1.500 árvores foram plantadas e o asfaltamento no Corredor Almeida Prado estava prestes a ser concluído.
Ações para restaurar a tradição cultural da cidade, com promoção de shows, implantação de escola de teatro e organização do melhor Carnaval de rua já realizado na cidade, estavam em curso.
O evento “Verão do Sol” marcou o início de uma administração que estava se propondo a alavancar o turismo na cidade. Além disso, o Fundo Social de Solidariedade, em parceria com a Secretaria do Serviço Social e a Secretaria do Trabalho, promoveu cursos de formação de garçom e de camareira, visando capacitar profissionais para a área turística.
Projetos na área da educação foram implantados para proporcionar melhores condições aos alunos e seus familiares, começando pela distribuição gratuita de material didático e melhoria da merenda escolar.
Na Funec, mantenedora das Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul, foram construídas mais seis salas de aula, instalados laboratórios de informática e de odontologia e iniciado curso de administração.
O Projeto Renascer, implantado por Itamar em sua primeira administração, havia sido desativado, mas rapidamente voltou a funcionar. Novamente, 248 famílias passaram a contar com o apoio necessário do poder público para formação de seus filhos.
Ainda nos primeiros 100 dias de governo foram construídas 29 casas de alvenaria para substituir outras de pau-a-pique, restaurando a dignidade das famílias beneficiadas. O SAAE executou limpeza das galerias, construiu rede de água e assentou mais 250 metros de rede de esgoto para atender a população da rua 29. Um dos atos mais importantes desse primeiro período de gestão foi a criação e a instalação do Conselho da Mulher.
Maio de 2001 marcou a chegada da Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati) de Santa Fé do Sul. Para o prefeito Itamar Borges, com a Unati o município estava conquistando um grande avanço na educação. Valorizar a terceira idade havia sido uma das bandeiras de sua campanha. Afinal, esses cidadãos, que tanto investiram e continuam a colaborar com a cidade, segundo o prefeito, mereciam ações voltadas ao seu bem-estar. Proporcionar o retorno aos bancos escolares, na Funec, foi uma maneira de resgatar a “juventude”, a dignidade e a alegria dessas pessoas.
A Unati de Santa Fé do Sul recebe pessoas com 45 anos ou mais interessadas em adquirir ou ampliar seus conhecimentos, com acompanhamento de professores de nível universitário. Ao se inscrever, o aluno pode optar por acompanhar as disciplinas de um dos cursos de graduação ou técnico oferecidos pela Funec ou participar de módulos com duração de seis meses a um ano. Os cursos são livres e gratuitos. Para a aula inaugural foi convidado o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Aloysio Nunes Ferreira Filho, figura histórica do MDB/PMDB, agora militando no PSDB.
Geração de empregos
A geração de empregos e consequente desenvolvimento do município levaram a prefeitura a doar, no dia 17 de maio de 2001, sete terrenos para instalação de novas indústrias. De imediato foram gerados 45 empregos, número que rapidamente cresceu.
Além disso, balanço divulgado pelo presidente do Conselho do Desenvolvimento de Santa Fé do Sul, José Lincoln da Fonseca, apontou o bom resultado dos investimentos em novas empresas: entre 1º de janeiro e 31 de maio haviam sido abertas 27 empresas, que geraram 84 empregos. Além disso, 144 outras vagas foram abertas nas empresas já existentes.
Atuante, Itamar Borges fez parte da caravana de prefeitos que se deslocou a Brasília, na primeira quinzena de julho de 2001, para reivindicar uma reforma fiscal que privilegiasse os municípios. Aproveitando sua estada na capital federal, Itamar esteve com o ministro da Integração Nacional, Ramez Tebet, solicitando recursos para agilizar os serviços de canalização e interligação dos córregos Mangará e da Mula. Logo na primeira semana de agosto, as obras de canalização foram iniciadas.
O Museu Honório de Souza Carneiro e a Secretaria do Turismo ganharam nova sede no dia 29 de novembro de 2001. Foram transferidos para o prédio da antiga estação ferroviária, totalmente restaurado pela prefeitura, que passou a se responsabilizar pela manutenção daquele patrimônio histórico da cidade. Em instalações amplas, a instituição, que recebeu o nome do homem que foi o iniciador da museologia em Santa Fé do Sul, passou a contar com estrutura para colecionar e expor documentos de alto valor para a história do município.
Mais benefícios para todos
Outras conquistas se concretizaram no primeiro ano desse mandato. Assim que tomaram posse, ainda em janeiro, Itamar Borges e Arlindo Sutto estiveram em Brasília com os ministros Aloysio Nunes Ferreira Filho e José Serra, reivindicando liberação de recursos para a Santa Casa, que passava por graves problemas financeiros. Conseguiram mais de R$ 500 mil, o que possibilitou zerar as dívidas do hospital. Além disso, mais de R$ 600 mil, para compra de equipamentos hospitalares, foram repassados em agosto daquele ano.
Também em agosto, em audiência na capital paulista, o prefeito Itamar Borges teve confirmada autorização para instalação, na cidade, de grupamento do Corpo de Bombeiros, com três veículos e oito homens. Era uma aspiração antiga da população que agora estava atendida.
Vários programas voltados à saúde estiveram em pauta. Um deles, implantação de 100% do Médico de Família, levou Itamar Borges a reivindicar ao secretário estadual da Saúde, José da Silva Guedes, no final de abril de 2001, maior agilidade no processo de liberação de recursos do convênio Reforsus, no valor aproximado de R$ 900 mil, para aquisição de equipamentos destinados à Santa Casa de Santa Fé do Sul.
O Programa Saúde da Família, depois de quase um ano de negociações, finalmente foi implantado, no dia 4 de fevereiro de 2002, proporcionando atendimento a toda a população. Para abrigar o Centro de Saúde, que inicialmente iria atender esse programa, prédio na esquina das ruas 7 e 18, no centro, foi reformado e adaptado de acordo com as necessidades de unidade de saúde. Outro posto de atendimento, a unidade de saúde Centro 1, foi implantada na rua 5, em frente ao Lar dos Velhinhos São Vicente de Paulo. Na sequência foi inaugurada a reforma da unidade de saúde da Vila Mariana. Posteriormente foi concluída a reforma do Centro de Saúde e inaugurada nova unidade do Médico de Família, na rua 21, entre as ruas 16 e 18, proporcionando atendimento a 8.895 famílias.
Na área da educação, o programa Bolsa-Escola passou a beneficiar famílias carentes de Santa Fé do Sul. Cerca de mil crianças começaram a receber auxílio mensal de R$ 15. As famílias carentes também passaram a contar com o Renda Cidadã, programa que contribuiu para complementação da renda familiar, oferecendo aos cadastrados R$ 60 mensais.
Também voltado aos mais necessitados, o Bolsa-Alimentação passou a beneficiar 134 famílias. Esse programa fornece auxílio financeiro visando o atendimento a crianças de zero a cinco anos com desnutrição, gestantes com peso abaixo do mínimo e mães em período de amamentação e que se encontrem com problemas de nutrição.
Muitas inaugurações
No dia 17 de novembro de 2001 o então governador Geraldo Alckmin esteve em Santa Fé do Sul. Sua presença trouxe grandes contribuições para o município e foram anunciadas com muita satisfação: doação de ambulância para a saúde e micro-ônibus para a educação; auxílio financeiro para a Santa Casa; liberação de verbas para o asfaltamento do Jardim Ana Lúcia, construção do Centro de Convivência do Idoso, reforma da escola Itael de Matos, incluindo quadra coberta, e construção de escola municipal a ser permutada com o prédio do Cefam.
Porém, o anúncio mais aguardado foi a duplicação da rodovia Euclides da Cunha, no valor de R$ 23 milhões. O trecho, de 12 quilômetros, vai do viaduto de acesso à estrada Santa Fé–Santa Clara–ponte rodoferroviária até o trevo de Três Fronteiras.
O ato de inaugurar algo representa a concretização de projetos e de conquistas. Como esses foram muitos, o mês de junho de 2002, período em que acontecem as comemorações do aniversário da cidade, foi recheado de atos inaugurais. Ou melhor, de início do funcionamento de importantes órgãos e instituições: Centro de Atendimento de Despacho da Polícia Militar (CAD) e reforma do prédio da 4ª Companhia da Polícia Militar; Banco do Povo (que se tornou, a longo prazo, o mais eficiente do Estado), Balcão de Empregos, Posto de Atendimento do Trabalhador e Centro de Estudos Agropecuários Fábio Meirelles, no recinto da Ficcap.
Uma grande ação social marcou este mandato: a promoção de casamentos coletivos ou comunitários. O objetivo da prefeitura era legalizar e regularizar a situação e o estado civil de muitos casais que não tinham condições econômicas para isso. Com lei específica aprovada, a prefeitura, em parceria com a Secretaria de Ação Social, realizou, no dia 7 de dezembro de 2002, casamento coletivo, com direito a bolo e refrigerante, oficializando a união de quase 100 casais. Para a cerimônia, a Secretaria da Ação Social providenciou convites personalizados com os nomes dos casais e decoração. Os casamentos comunitários voltados à população carente passaram a ser realizados todos os anos.
Mesmo com tantos investimentos e realizações, a administração terminou 2002 com saldo positivo: R$ 2.287.472,91 em caixa, provenientes da prefeitura, do SAAE e da Funec, que estavam com suas contas em dia.
Seguindo à risca a Lei de Responsabilidade Fiscal, o prefeito Itamar Borges comprovou a máxima de que, apesar das dificuldades que a administração pública municipal enfrenta, é perfeitamente possível compatibilizar o desenvolvimento do município com o bem-estar da população.
Esse saldo positivo serviu para que a prefeitura tocasse alguns projetos, como o Pró-Valor, patrocinado por um fundo das três instituições e que visa a melhorar as condições de moradia da população de menor renda.
Estância turística
Fruto de muitos esforços e negociações políticas, uma das maiores conquistas do segundo mandato de Itamar Borges como prefeito foi a transformação de Santa Fé do Sul em estância turística.
A mudança do status da cidade, ocorrida em 25 de fevereiro de 2003, quando a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou projeto de lei de autoria do deputado José Carlos Vaz de Lima, ampliou o potencial turístico do município, possibilitando abertura para novos investimentos e captação de linhas de crédito para turismo, em especial de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A partir de 2004 o município passou a receber, anualmente, verba de R$ 800 mil para investir em eventos, marcos, espaços e infraestrutura turísticos. Em 2008 essa verba atingiu R$ 1,4 milhão.
Para fundamentar o projeto e justificar a transformação em estância turística, a Secretaria de Turismo, sob comando de Mara Amaral, preparou dossiê com histórico do município, localização, clima, principais eventos, qualidade da prestação de serviços, qualidade de vida e de infraestrutura. Também foram ressaltados pontos turísticos, como o parque ecoturístico das Águas Claras, a Mata dos Macacos, o viveiro de mudas e outros, comprovados como sendo de interesse turístico por inspeção da Secretaria Estadual de Turismo.
Dois meses depois da aprovação do respectivo projeto, em 3 de abril de 2003, o governador Geraldo Alckmin sancionou a lei que transformou a cidade em estância turística.
Para Itamar, a obtenção desse título pode ser considerada como histórico momento de refundação do município. O reconhecimento como estância turística é uma conquista comparada à fundação da cidade. A partir de então, Santa Fé do Sul passou a ter quatro grandes momentos históricos iguais em importância: o primeiro, evidentemente, o de sua fundação, em 1948; o segundo, a emancipação político-administrativa; o terceiro, quando foi elevada à categoria de comarca, em 1958; e o quarto, seu reconhecimento como estância turística.
Uma pesquisa revelou que a cidade havia se tornado símbolo regional, sendo apontada como o melhor local para se morar, montar um negócio e, principalmente, por ser bom exemplo de manifestação e gestão do poder público municipal.
Participação popular
Uma das propostas de Itamar Borges era ter os moradores como participantes ativos nas tomadas de decisões acerca de seus interesses. Assim, uma antiga reivindicação dos moradores e das lideranças da Vila Mariana, a abertura e passagem sob os trilhos da Ferroban, foi decidida, democraticamente, por meio de consulta popular realizada na primeira quinzena de março de 2003.
Com os votos favoráveis e a decisão tomada, o prefeito tratou de captar verbas para agilizar as obras, conseguindo R$ 190 mil junto ao ministro dos Transportes, Ânderson Adauto. A abertura da passagem trouxe benefícios à comunidade não só da Vila Mariana, mas também a toda a população santafessulense.
O sistema de Área Azul foi implantado em Santa Fé do Sul no dia 15 de abril de 2003. O horário de funcionamento é das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, e das 8h às 12h, aos sábados. A Fundassul responde pela contratação dos orientadores de trânsito e o dinheiro arrecadado é dividido entre manutenção do serviço e entidades assistenciais.
Unindo o útil ao agradável, uma parceria entre o cantor Daniel, o Fundo Social de Solidariedade e a Prefeitura de Santa Fé do Sul proporcionou um presente à população. O cantor, atleta nas horas vagas, esteve na cidade, na primeira quinzena de abril de 2003, trazendo seu time de futebol para um grande “Jogo do Bem”.
A população compareceu em massa. Parte dos ingressos foi vendida e parte trocada por alimentos. Um montante de R$ 31 mil, arrecadados com a venda de ingressos, foi doado à Santa Casa. E 11.000 kg de alimentos, advindos dos ingressos trocados, foram distribuídos entre entidades assistenciais.
Para atender às necessidades esportivas, culturais e sociais dos moradores do bairro Orestes Borges, um minicampo foi inaugurado pelo prefeito Itamar Borges na primeira quinzena de abril de 2003. Com essa conquista a comunidade pôde dar continuidade ao trabalho realizado pelas escolinhas municipais de esportes. Na ocasião foram organizados torneios de futebol society, futebol de areia e truco.
Dando continuidade ao projeto de integração da comunidade às práticas esportivas, o prefeito da estância turística de Santa Fé do Sul, Itamar Borges, inaugurou, no primeiro semestre de 2003, mais um campo de malha, desta vez no bairro Bartolo Rossafa, onde essa modalidade era bastante apreciada. Também o bairro Coronel Araújo ganhou espaço destinado aos esportes: um campo de areia na praça esportiva local. Era uma reivindicação dos moradores do bairro, atendida prontamente pela administração pública.
Consagração popular
O feriado estadual de 9 de julho de 2003 ficou marcado por muitas inaugurações na cidade. Estas, na realidade, estavam consagrando as obras que foram realizadas pelo governo participativo de Santa Fé do Sul para melhorar a qualidade de vida da população. Casa da Criança, Creche Bartolo/Mangará, pontos de iluminação, praças da Bíblia, Braulino Ribeiro de Aguiar e Benedito Silveira Leite, vários pontos de ônibus, pista de cooper e os trevos de Três Fronteiras e Rubinéia foram entregues à população.
A Casa da Criança era uma instituição privada que passava por dificuldades. Foi municipalizada e se integrou às creches, passando a atender 176 crianças em período integral, dando emprego direto a 32 pessoas. A Creche Bartolo/Mangará abriu as portas para atender 100 crianças de zero a quatro anos. Seu objetivo era prestar serviço à comunidade local, evitando que crianças do bairro tivessem de se deslocar para creches distantes.
Os pontos escuros dos bairros Jardim Ana Lúcia, São Francisco, Vila Pacheco, Morumbi, Jardim Alvorada, Centro, Jardim Primavera e Vila Rute receberam iluminação, proporcionando segurança aos moradores. E circular pela cidade ficou mais ágil e mais fácil com instalação de sete pontos de ônibus. A pista de cooper, com 1.115 metros de asfalto, foi mais uma obra que valorizou a cidade no quesito lazer: é um lugar exclusivo para quem quer fazer caminhadas sem correr risco de acidentes com automóveis, motos e bicicletas. No seu discurso, Itamar resumiu o sucesso daquele momento:
“Em um dia nós conseguimos ao mesmo tempo proporcionar desenvolvimento, bem-estar à população, atração e pontos turísticos novos para quem visita Santa Fé e uma melhor assistência social e educação, tanto no aspecto físico quanto na quantidade de vagas oferecidas aos moradores. Portanto, foram muitas as conquistas neste dia”.
Os santafessulenses tiveram uma noite de gala em 5 de setembro de 2003, data marcada pela inauguração do Centro Integrado de Cultura (CIC). O antigo prédio do Cine Santa Fé ganhou novas cores, 400 poltronas confortáveis e numeradas, poltronas especiais para obesos, substituição das partes hidráulica e elétrica, rampa de acesso para deficiente, bombonière remodelada, luzes de sinalização, calçada com tijolos coloridos e se transformou em cine-teatro com a construção de um palco e dois camarins com banheiro. Além dessas inovações, também o prédio que fica atrás do CIC foi reformado para sediar o Núcleo de Criação Teatral Girassol, que já funcionava nesse espaço.
Na solenidade de abertura, o prefeito Itamar Borges lembrou a importância da cultura na formação do cidadão e do resgate da história de Santa Fé do Sul.
Visando oferecer mudas para a comunidade e para os produtores rurais, as novas instalações do Viveiro de Mudas Alcides Fernandes foram inauguradas no dia 21 de setembro de 2003. Mudas ornamentais, de árvores nativas, de arborização, de hortaliças e olerícolas (legumes) passaram a ser produzidas ali e comercializadas a preço de custo.
Além disso, uma equipe técnica, formada por engenheiros agrônomos e veterinários, técnicos agrícolas e funcionários da Secretaria de Agricultura, foi colocada à disposição dos pequenos produtores rurais a fim de que estes pudessem ter acompanhamento e suporte, amparo, orientação e apoio para desenvolver sua produção.
O prefeito Itamar Borges inaugurou, em 6 de dezembro de 2003, no bairro Vila Mariana, a Praça Poliesportiva dos Direitos Humanos. Era uma reivindicação antiga dos moradores do bairro, passando a atender as necessidades esportivas, culturais e sociais deles. Itamar ressaltou que o esporte é uma ferramenta fundamental para afastar a violência e as drogas da comunidade, além de oferecer uma opção de lazer.
O pronto-socorro instalado em Santa Fé do Sul e mantido pelo Consórcio Intermunicipal da Alta Araraquarense (Cimsa), que compreende, além da estância turística, os municípios de Três Fronteiras, Santa Rita d’Oeste, Santa Clara d’Oeste, Nova Canaã Paulista e Rubinéia, teve sua reforma inaugurada no dia 11 de dezembro de 2003, com as presenças de autoridades dos seis municípios consorciados.
Geração de renda
Muitas modificações foram feitas para garantir atendimento de qualidade e bem-estar à população de Santa Fé do Sul e região. O governo do Estado destinou verba para aquisição de incubadora neonatal. O prédio recebeu pintura e sinalização, modificação nas instalações, troca de janelas, novo mobiliário e os equipamentos foram reformados. Foram instalados televisor, ventilador, quadro de avisos na sala de espera, computador e aparelho de fax, além de reforço no quadro clínico com a contratação de mais médicos.
O Espaço da Cidadania e o Centro de Convivência do Idoso foram inaugurados no segundo semestre de 2003 com a presença da presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado, Maria Luísa (Lu) Alckmin. O Espaço da Cidadania compreende o Centro de Geração de Renda, a sede do Fundo Social de Solidariedade e o Conselho Municipal da Mulher. O Centro de Geração de Renda se destaca pela padaria artesanal, doada pelo Fundo Social do Estado, que possibilita melhoria da vida da população carente através da produção e venda dos pães. Outros programas do Centro de Geração de Renda são a fábrica de doces, que se adequaram à realidade da estância turística por serem produtos alimentícios, e a fábrica de fraldas. O Centro de Convivência do Idoso é um espaço para atividades, programações e eventos de lazer, cultura e esportivos voltados à “melhor idade”.
No dia 24 de março de 2004 foi reinaugurada a quadra coberta da Escola Estadual Itael de Mattos. Palco de grandes competições e festas que movimentam o mundo estudantil, a quadra foi totalmente remodelada. Além da reinauguração, também foi entregue a reforma do prédio da escola.
Urbanização ampliada
No final de abril de 2004 a praça da Vila Mariana foi reinaugurada. E no dia 9 de maio os moradores do bairro Bartolo Rossafa receberam a iluminação da rua das Margaridas, com recapeamento asfáltico e reforma da Praça Antonio Paparelli. Maio também trouxe mais benefícios para a população santafessulense. No dia 22 foi inaugurado o campo de futebol do Corredor Almeida Prado. Mas a grande inauguração deste mês foi a da canalização do córrego do Mangará e do prolongamento da avenida Mangará, em 30 de maio de 2004. A canalização do Mangará beneficiou os moradores de seis bairros: Mangará, Flora Araújo, Bartolo Rossafa, Orestes Borges, Jardim Prata, Jardim Paulista e parte do centro. A obra tem 380 metros de extensão.
Em julho foi a vez dos moradores da região do córrego da Mula, que ganharam maior qualidade de urbanização com asfaltamento e interligação, além de saneamento do córrego.
Várias inaugurações movimentaram Santa Fé do Sul em 2004. Fruto de obras que vinham sendo realizadas desde o ano anterior ou mesmo desde o início do mandato. No prazo de uma semana, em abril, por exemplo, foram inaugurados a Incubadora Empresarial, no dia 15; a reforma da praça do bairro Santa Cruz, no dia 19; o novo prédio da Polícia Ambiental e a reforma do Projeto Renascer, ambos no dia 20; e a canalização do córrego da Apae, no dia 21. No dia seguinte ocorreu a cerimônia de entrega do cartão do idoso.
A maior obra inaugurada foi a canalização do córrego da Apae, na qual foram investidos mais de R$ 700 mil, numa parceria entre prefeitura, SAAE e convênios para sua execução. Essa obra veio beneficiar e valorizar aquela região da cidade, além de reforçar a segurança para casas mais próximas, que sofriam com a erosão e estavam correndo riscos. A canalização, de aproximadamente 500 metros, foi realizada em toda a área da Apae até o cruzamento com a avenida Paulo Nunes, nas proximidades do Centro Olímpico. O local também apresentava problemas de mau cheiro e proliferação de insetos. O saneamento do córrego da Apae foi feito por meio de células de concreto armado, com dois metros de comprimento e dois metros e meio de largura.
Guarda municipal: exemplo
A Prefeitura de Santa Fé do Sul, por meio da Secretaria de Segurança, Trânsito e Defesa Social, havia formado, no início de junho de 2003, a primeira turma da Guarda Municipal. A Guarda surgiu com a finalidade de proporcionar maior tranquilidade às famílias santafessulenses e aos turistas. Um total de 30 guardas (24 homens e 6 mulheres) foi treinado.
A qualidade do serviço prestado pela Guarda é elogiada pelos moradores. Os integrantes da Guarda estão nas ruas, praças e locais públicos da cidade e agem em conjunto com as polícias Civil, Militar, Rodoviária, Ambiental e Científica e Corpo de Bombeiros. Atualmente são 34 guardas treinados, aptos a cuidar da segurança dos bens do município, do bem-estar e da integridade moral e física do cidadão.
A atuação da Guarda é sempre preventiva. Nas escolas, acompanha, auxilia e orienta os alunos e a população. Diante de atitudes suspeitas, aciona a polícia. Em conjunto com a polícia, atua na prevenção de drogas, presta serviços de primeiros socorros e realiza resgate nos casos de acidentes. Também atua na proteção e vigilância do patrimônio público, além de trabalhar como agentes de difusão e informação aos turistas.
Para proporcionar atendimento adequado à população, a Guarda conta com quatro equipes de resgate. O carro é devidamente dotado de macas, pranchas, cilindros de oxigênio, motosserra, colares cervicais, equipamentos para remoção de pessoas em interiores de veículos, colete imobilizador dorsal, desfibrilador externo automático para casos de parada cardiorrespiratória – que, se utilizado em tempo hábil, possibilita até 90% de chance de sobrevivência da vítima – e todo o material necessário ao atendimento emergencial a uma ou mais vítimas de acidentes ou casos súbitos, proporcionando suporte básico de vida.
O resultado do excelente trabalho desenvolvido pela Guarda Municipal foi reconhecido no final de 2006, na Assembleia Legislativa, com homenagem prestada pela Associação das Guardas Municipais do Brasil. O supervisor de Santa Fé, Douglas Marcel da Silva, foi condecorado, recebendo a láurea de “guarda municipal do ano”, da corporação do município. A Guarda também recebeu uma medalha.
Prêmio de reconhecimento
No dia 20 de abril de 2004, a Câmara Municipal realizou sessão solene para prestar homenagem ao prefeito Itamar Borges pela conquista do título de segundo melhor prefeito empreendedor do País, concedido pelo Sebrae. Ele recebeu também o “Selo Prefeito Empreendedor Mário Covas”.
No dia 12 de abril, Itamar Borges foi a São Paulo para, no Palácio dos Bandeirantes, receber o prêmio das mãos do governador Geraldo Alckmin. Estiveram presentes também o presidente da Assembleia Legislativa, Sidney Beraldo, o presidente do Conselho Deliberativo e o superintendente do Sebrae em São Paulo, Alencar Burti e José Luiz Ricca, e a prefeita Marta Suplicy. O primeiro prêmio, em 2004, coube a São José dos Campos, cidade localizada a 100 quilômetros de São Paulo e berço da indústria aeroviária nacional. Itamar Borges sabia que conquistar o primeiro lugar para Santa Fé do Sul era apenas uma questão de tempo e de trabalho, muito trabalho. Para isso precisava se reeleger, porque 2004 era o último ano do seu segundo mandato.
Itamar tinha perfeita consciência de que havia feito um grande governo em Santa Fé do Sul e aquele prêmio do Sebrae era um reconhecimento estadual, o que aumentava bastante seu credenciamento para buscar a reeleição e se tornar o primeiro prefeito reeleito de Santa Fé do Sul. Ele tinha 37 anos e ostentava um currículo político de causar inveja a muitos veteranos da política nacional. Tudo conquistado à custa de suas próprias qualificações, de muito trabalho e dedicação integral às causas do povo de Santa Fé do Sul. Com este espírito arrojado, lançou-se na aventura do terceiro mandato.
Itamar Borges, o melhor prefeito do Brasil
A pesquisa realizada em meados de 2004 dava como certa a vitória de Itamar Borges na busca da reeleição, com 70% das intenções de voto dos eleitores de Santa Fé do Sul. O resultado apontava que os santafessulenses estavam predispostos a manter o prefeito no cargo, satisfeitos com os resultados de sua administração.
A campanha, que parecia fácil, com excelentes pesquisas de intenção de voto a favor de Itamar, não intimidou as frentes oposicionistas, dentre elas o PSDB. Aquele que deveria ser seu principal adversário, o ex-prefeito Antonio Carlos Favaleça, desistiu, e o PSDB indicou outro candidato, o vereador Ortêncio Vieira Ramos. Havia rumores de que a indicação de Ortêncio seria uma estratégia do PSDB para não ficar sem candidato naquele pleito.
Até quinze dias antes das eleições, Itamar mantinha os 70% de intenção de voto e o adversário, 15%. Segundo pesquisa divulgada pelo jornal O Regional no dia 24 de setembro, Itamar aparecia com 60,06% das intenções de voto e Ortêncio, com 21,75%.
Mas os imprevistos e o imponderável acontecem. Na reta de chegada, faltou água na cidade e foi necessário bombeá-la de outro córrego, o da Mula. Essa foi a deixa para a oposição atacar Itamar Borges. Factoides se formaram: alguns diziam que a água tinha esgoto, ou melhor, que a prefeitura estava mandando água com esgoto, sem tratamento, para as casas. Outros, ligados à área da saúde, diziam que a água era contaminada. E, longe de conhecer a verdade e crendo nos factoides, os eleitores começaram a mudar sua opinião em relação a votar em Itamar.
Para agravar a situação, a imprensa apresentou uma montagem em cima de uma entrevista dada pelo superintendente do SAAE, onde ele dizia que a água era captada em um ponto, mas somente dois quilômetros abaixo desse ponto o esgoto era despejado. A edição, um tanto quanto tendenciosa, dava a entender que o superintendente confirmava a presença de esgoto na água, mas que este era tratado. A exploração desse episódio contribuiu para que Itamar perdesse 5 mil a 6 mil votos em dez dias.
Mesmo assim, saiu vitorioso, tornando-se o primeiro prefeito a governar Santa Fé do Sul pela terceira vez. Vale ressaltar que esse pleito contou com apenas dois candidatos: Itamar Borges, tendo como vice Arlindo Sutto, pela coligação “Santa Fé não pode parar”, composta pelo PMDB, PPS, PT, PSB, PV, PTB, PL e PDT, e Ortêncio Vieira Ramos, com o vice Heitor Ribeiro Neto, pelo PSDB, coligado com o PFL e PP. Itamar obteve 8.476 votos e Ortêncio, 8.189. Houve 282 votos brancos e 586 nulos. De um total de 21.316 eleitores, compareceram às urnas 17.533.
Em buca da excelência
Vencer a reeleição com votação apertada, apenas 3,5% a mais que seu adversário, mostrou a Itamar que era preciso buscar a excelência em termos de administração, trabalhar mais e melhor. Uma de suas metas, no terceiro mandato, era fazer uma gestão tão eficiente que garantisse à cidade conquistas que a projetassem em empreendedorismo no Brasil. Ele tinha pleno conhecimento de que isso era muito bom para a imagem da cidade, atraindo para ela os holofotes da grande imprensa e dos grandes empresários e instituições nacionais.
Para disputar o primeiro lugar eram necessários planejamento, ação, esforço e participação ativa de todos os setores da sociedade. Era indispensável que a população entendesse que a conquista não era dele, do cidadão Itamar Borges, mas dos santafessulenses, pois todos ganhariam: indústria, comércio, prestadores de serviço e trabalhadores.
Foram sete ações apresentadas para concorrer ao prêmio: Proagrosul, Prodeic, Banco da Terra, Banco do Povo, Projeto Renascer, Centro de Capacitação e Geração de Renda e Bolsa-Desemprego. O destaque ficou por conta da ampliação da Incubadora Empresarial, que ganhou novo prédio e manteve o antigo para indústrias pesadas; este, na época, também havia sido ampliado e um terceiro estava em fase de criação. Além disso, o projeto de Incubadora Individual estava sendo desenvolvido e Santa Fé do Sul foi o único município da região a conquistar o Galpão de Agronegócio. Favoráveis à conquista do prêmio estavam os seguintes números: 203 novas empresas instaladas, com crescimento de cerca de 20%; mais de 1.500 empregos gerados; e mais de 470 profissionais liberais e autônomos atuando no município.
É importante destacar que o evento do Sebrae é feito a cada dois anos, com os processos de inscrição e avaliação acontecendo em anos ímpares e as premiações, nos pares. É aberto a todos os municípios, que podem ou não ser habilitados e selecionados. As avaliações são para cidades com mais ou menos de 200 mil habitantes. Os critérios de pontuação são: abrangência sistêmica (15 pontos), impacto relativo na economia local (15 pontos), relação custo/benefício (15 pontos), continuidade/extensão (15 pontos), participação e governança local (15 pontos), qualidade técnica (15 pontos) e criatividade/inovação (10 pontos).
Total máximo: 100 pontos. As categorias de premiação são: vencedor em cada região do país; vencedor em desburocratização e desoneração tributária para micro e pequenas empresas; vencedor em acesso ao crédito para micro e pequenas empresas; vencedor em compras governamentais de micro e pequenas empresas; vencedor em utilização de royalties e compensações financeiras para o desenvolvimento municipal; e vencedor em formalização de micro e pequenas empresas. Um mesmo município pode ser vencedor em mais de uma categoria.
Nos anos seguintes, já no terceiro mandato, em decorrência da aposta da administração de Santa Fé do Sul nas micro e pequenas empresas como fontes de oportunidades a seus habitantes e da prioridade ao desenvolvimento de programas geradores de emprego e renda, Itamar Borges conquistou novamente o prêmio conferido pelo Sebrae. Desta vez trazendo para a cidade o primeiro lugar como Prefeito Empreendedor do Estado de São Paulo na categoria “Cidades com menos de 200 mil habitantes” (2005/2006).
Para Itamar, o empreendedorismo só acontece através das parcerias. Aquela que tornou possível a realização de tantos projetos de sucesso e consequente conquista de prêmios é a do município com o Sebrae, grande orientador e incentivador dos programas que possibilitam a criação de micro e pequenas empresas.
Entre os responsáveis pelo reconhecimento obtido estão o Programa de Incentivo Agropecuário de Santa Fé do Sul (Proagrosul), Programa de Piscicultura, Programa Banco do Povo Paulista, Programa Banco da Terra, Centro de Geração de Renda, Comitê Municipal de Desenvolvimento de Turismo (Comdetur), Programa de Desenvolvimento Integral da Comunidade (Prodeic), Projeto Renascer, Plano Diretor Ambiental, Planejamento Estratégico, Programa Jovem no Trabalho e Programa Jovens Empreendedores, que garantiram a Santa Fé do Sul o prêmio. Cada um desses projetos incentiva, de diferentes formas, a instalação de micro e pequenas empresas. O que todos têm em comum são as maneiras de facilitar e apoiar o micro e o pequeno empresário.
Na época, o resultado do trabalho poderia ser visto nos três distritos industriais, onde estão instaladas 81 empresas, que geram 800 empregos diretos e 94 indiretos, além da instalação de uma incubadora de empresas com 11 residentes responsáveis por 30 postos de trabalho, que funciona em parceria com o Sebrae-SP.
Ganhar o primeiro lugar no Estado de São Paulo credenciou Itamar Borges a disputar o prêmio em âmbito nacional. Determinado e consciente, sabedor de que havia investido tempo e empenho para isso, Itamar Borges viu seus esforços e de toda sua equipe, coadunados com os esforços da sociedade produtiva de Santa Fé do Sul, serem reconhecidos, conquistando o primeiro lugar no Brasil como Prefeito Empreendedor da Região Sudeste (2005/2006), conferido pelo Sebrae nacional.
O melhor empreendedorismo do Brasil
Em cerimônia realizada junto à 9ª Marcha dos Prefeitos, que reuniu mais de três mil administradores públicos na capital federal, Itamar Borges recebeu o prêmio que consagrou Santa Fé do Sul como a melhor cidade da Região Sudeste do Brasil, graças a ações empreendedoras que geram emprego, renda e novas perspectivas ao jovem, programas de inclusão social, projetos que valorizam o pequeno produtor rural e programas de incentivo fiscal e tributário ao comércio, indústria e turismo.
Os cidadãos santafessulenses receberam a notícia da premiação com muito orgulho, e uma grande festa foi organizada para o retorno do prefeito com o prêmio, com direito a carreata e solenidade improvisada em frente à prefeitura. Itamar fez questão de ressaltar que os programas e projetos desenvolvidos e aplicados em Santa Fé do Sul eram resultado de um trabalho coletivo, do qual participam comunidade, entidades representativas e prefeitura.
Em 2008, a estância turística de Santa Fé do Sul foi premiada mais uma vez por suas ações empreendedoras, ganhando novamente o primeiro lugar como Prefeito Empreendedor do Estado de São Paulo. De novo, Itamar foi a Brasília para receber o título de Melhor Prefeito Empreendedor do Brasil. Ele foi premiado no destaque temático como dirigente da cidade paulista que melhor propiciou a desburocratização e desoneração tributária.
O principal projeto da cidade foi o que possibilita a abertura de empresa em apenas um dia. “Optamos por desonerar o micro e o pequeno empresário e implantamos normas para desburocratizar a formalização e o funcionamento das micro e pequenas empresas”, disse Itamar Borges. Lembrou que a criação do Espaço do Empreendedor, instalado em 2005, foi fundamental para efetivação do processo. O funcionamento desse espaço tem como premissa orientar e desburocratizar o dia a dia das empresas, além de mostrar os benefícios legais oferecidos ao segmento. Com o apoio da legislação municipal e da lei geral, já regulamentada em Santa Fé do Sul, o Espaço do Empreendedor transformou-se em verdadeira “central de desburocratização”. A abertura de um negócio na cidade, que antes consumia cerca de três meses, tornou-se mera formalidade, diz o prefeito, ao assegurar que “o processo agora se completa no mesmo dia”.
O pioneirismo levou a prefeitura a desenvolver ações de redução de tributos municipais para todas as empresas via plano de incentivo à geração de empregos e subvenção para empresas que contratam jovens. Desde 2001 foram aprovados decretos e leis com tais propósitos. O Programa de Desenvolvimento da Agroindústria, o Fundo Municipal de Apoio ao Desenvolvimento Econômico, o Programa de Geração de Renda e Incentivo ao Associativismo, o Programa de Incentivo à Microempresa, em parceria com as escolas de fomento ao empreendedorismo e o programa Jovens Empreendedores, pautaram essas ações.
Entre as medidas empreendedoras relacionadas à categoria desburocratização e desoneração tributária, conquistada pelo município, destacam-se as práticas de isenção de taxa de licença; isenção do ISS; benefício de até R$ 2 mil (descontos nos tributos municipais para adaptação de fachadas); redução da taxa de licença e ISS; implantação do IPTU Verde – desconto no IPTU para empresas que promovam ações de preservação ambiental; implantação do IPTU Revitalização – desconto no IPTU para empresas que promovam construções, reformas e revitalização de seus estabelecimentos; redução da alíquota mínima do ISS para 2%; redução de tributos municipais para todas as empresas pelo Plano de Incentivo à Geração de Empregos; subvenção para empresas que contratarem jovens estagiários (Programa Jovem no Trabalho); e Banco do Povo.
Logo depois de ganhar dois prêmios como Prefeito Empreendedor, em 2006, Itamar Borges concedeu entrevista à revista Interativa, publicada no mês de junho. Algumas questões, pela sua intensidade, são transcritas abaixo:
Interativa: O que a política representa em sua vida?
Itamar: Na minha vida é um desafio. Para nós, brasileiros, representa tudo, pois tudo gira em torno da política, a economia depende dela. Os preços, a saúde, a educação, enfim, tudo está subordinado à política. Após minha formação acadêmica, fui convidado a participar da política e aceitei esse desafio, pois é uma forma de atuar e contribuir para a melhoria da vida das pessoas.
Interativa: O senhor esperava um dia ganhar o prêmio de melhor prefeito da Região Sudeste?
Itamar: Nunca passou pela minha cabeça. Sempre quis ser prefeito para ajudar a população da minha cidade, mas nunca com o objetivo de ganhar prêmio de melhor prefeito. O que sempre foco é a qualidade de vida da população e os serviços públicos prestados. O prêmio foi uma consequência e muito gratificante para mim, pois é resultado do empenho, da luta, da determinação e, principalmente, das parcerias com a Câmara Municipal, entidades, Associação Comercial, líderes religiosos, associação de bairros, parcerias com os governos estadual e federal e também com o Sebrae, que estimula e propõe melhorias de serviços e implantação de ações importantes na cidade.
Interativa: Quais as prioridades do governo Itamar?
Itamar: Temos atuado em todas as áreas. No governo anterior assumi como desafio dotar a cidade de toda a infraestrutura para proporcionar melhor qualidade de vida e desenvolvimento possível para a população. Acredito que uma cidade só é boa para o visitante se for boa para quem nela mora. Busquei melhorias nos aspectos urbanísticos e paisagísticos e de comunicação da cidade. Com isso o município foi ganhando a cara de estância turística. Isso contribui de forma direta e indireta, refletindo no comércio e nas residências. Temos avanços no desenvolvimento econômico. Um deles foi a questão do empreendedorismo, do incentivo à pequena empresa, de valorizar o pequeno negócio. Até porque 98% das empresas do Brasil são micro e pequenas e 70% dos empregos estão nelas. Na área da saúde temos um projeto Casa. Há serviços que não são do município, e sim do Estado ou do governo federal. Mas, se o município não ajudar, acaba tendo problemas. Estou investindo R$ 2,5 milhões na Santa Casa de Misericórdia. Só na reforma do prédio, cerca de R$ 1,5 milhão para poder equipá-la e melhorar as condições de atendimento. Outra prioridade do governo é o projeto de piscicultura. Fizemos um consórcio com sete municípios da comarca para viabilizar um programa de criação de peixes em tanques-rede e tanques escavados. Conseguimos R$ 500 mil do Ministério da Pesca e estamos comprando 120 tanques-rede experimentais. Os municípios vão, juntos, lançar esse programa para que os pequenos produtores rurais possam ter essa alternativa de renda. Já estão vindo empresas de criação de alevinos (filhotes de peixe) para se instalar em Santa Fé, e com o tempo poderão fornecer peixes ao Brasil inteiro.
Interativa: Que receita o senhor daria aos prefeitos da região para obter, um dia, esse importante título?
Itamar: Os prefeitos da região fazem parte desse prêmio. Cidade nenhuma caminha sozinha. Se Santa Fé conseguiu este mérito, tem a colaboração de toda a região. A receita é fazer o máximo de parcerias e ter o máximo de participação e envolvimento com a comunidade, entidades, clubes de serviços, pois só assim alcançarão melhores resultados.
Interativa: Quais são suas aspirações políticas, depois de consagrado prefeito empreendedor?
Itamar: No momento sou prefeito, quero cumprir meu mandato. O futuro a Deus pertence (risos).
Uma série de boatos movimentou Santa Fé do Sul e região durante quase todo o ano de 2007. O tema era uma possível mudança de Itamar Borges para Fernandópolis ou Jales, onde se candidataria ao cargo de prefeito nas eleições de 2008. Mas ele sempre fez questão de dizer que não deixaria a estância turística até cumprir integralmente seu terceiro mandato de prefeito.
A Folha de Fernandópolis publicou, em 7 de abril de 2007, uma nota dando conta de que dois empresários da cidade haviam encomendado pesquisa para saber quais seriam os possíveis nomes apontados pela população para a sucessão municipal. A surpresa se deu com o aparecimento do nome de Itamar Borges nessa consulta.
Na edição eletrônica (internet) do jornal O Cidadão, também de Fernandópolis, foi publicada, no início de julho, que Itamar Borges poderia ser candidato a prefeito do município em 2008, com apoio dos deputados José Carlos Vaz de Lima (PSDB) e Antônio Carlos de Campos Machado (PTB). E que isso levaria Itamar a migrar para o PTB. Porém, Itamar Borges continuava negando essa possibilidade.
Não demorou muito e essas suposições e especulações chegaram à cidade de Jales. No dia 29 de julho, o jornal A Tribuna publicou uma reportagem sobre a sucessão municipal. Segundo o texto, uma sondagem eleitoral feita em Jales dias antes teria sido encomendada por Itamar Borges visando exclusivamente as eleições para deputado estadual em 2010 e não a sucessão do prefeito Humberto Parini (PT), como havia sido publicado pelo próprio jornal. A informação de que Itamar vinha pedindo enquetes sobre seu nome em cidades da região teria partido do diretório do PMDB santafessulense.
Para acabar com as especulações, no dia 24 de julho de 2007 Itamar encaminhou a seguinte nota ao jornal de Jales:
“Tendo em vista a sucessão de comentários em colunas políticas e noticiários gerais divulgados nas últimas semanas pela imprensa de Jales sobre intenção de me candidatar a prefeito municipal no próximo ano, venho a público esclarecer o seguinte:
1 – Por não terem partido de mim e nem de pessoas a mim ligadas, as especulações sobre eventual candidatura muito me honram, pois no mínimo mostram o carinho que os jalesenses têm por mim;
2 – Porém, no momento, sou candidato apenas a concluir meu mandato de prefeito de Santa Fé do Sul da melhor maneira possível, honrando os votos que me foram atribuídos em 2000 e confirmados em 2004, coroando o projeto de um grupo político vitorioso na urna e nos resultados para a população;
3 – Gosto muito de Jales, tive mais de 10% dos votos como candidato a deputado estadual em 1998, tenho pelos jalesenses todo o respeito, procuro me relacionar muito bem com aqueles que possuem ranchos na orla da estância turística de Santa Fé do Sul, mas não está no meu horizonte próximo fixar residência e/ou disputar cargos em Jales;
4 – Tenho a classe política de Jales na mais alta conta e acredito que os homens públicos de Jales, com ou sem mandato, têm competência suficiente para encarar os desafios que se impõem a um município que é um autêntico celeiro de vocações no campo político-administrativo;
5 – Sei, porém, que um homem público não é dono de seu próprio destino. Se um dia for chamado para alguma missão fora de Santa Fé do Sul, a população de meu município, que me fez vereador uma vez e prefeito três vezes, será a primeira a saber.
Na esperança de que esta nota oficial sirva para colocar termo às especulações, transmito ao povo de Jales meus sinceros respeitos.”
Santa Fé do Sul é, atualmente, uma cidade inserida no futuro, colocando a qualidade de vida em primeiro lugar. Uma das marcas usadas pela administração é a de “cidade 100%”, porque disponibiliza 100% de água tratada, esgoto tratado, asfalto, habitação, vagas em escolas municipais, vagas em creches, limpeza e conservação de ruas e avenidas, solução na coleta de lixo, incentivo e apoio ao empreendedor, incentivo e apoio ao artesanato local, apoio ao turismo e médico da família.
Ao se analisar a administração municipal, pode-se notar facilmente algumas das questões que foram priorizadas pela administração pública nos últimos oito anos. São elas:
(Incentivo ao agronegócio, recursos naturais, educação para a vida, resgate das origens, esporte para todos, incentivos ao empreendedorismo, qualidade de vida e prevenção, gestão empreendedora, planejamento participativo, investimentos no desenvolvimento, ações solidárias, responsabilidade social, segurança pública, gestão pública, turismo e lazer — mantidos conforme original, apenas com ajustes de acentuação e grafia quando necessário.)
Ao ser eleito melhor prefeito empreendedor do Brasil, Itamar Borges foi convidado a participar de visita técnica à Itália, para conhecer algumas cidades que se tornaram modelo de desenvolvimento após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Sob coordenação de Silvério Crestana, do Sebrae-SP, a missão visitou as cidades de Milão, Stresa, Pesaro, Macerata, Jesi, Recanati, Civitanova, Ancona, Urbino, Loreto, Fabriano, Ivrea, Traversella e Roma entre os dias 11 e 21 de maio de 2007.
A viagem, organizada pelo Sebrae, teve, entre outros pontos importantes, o objetivo de mostrar aos prefeitos contemplados com a missão técnica:
“Conhecer e agregar experiências de sucesso aos projetos vencedores de cada edição do prêmio e que contribuam para o fortalecimento da cultura empreendedora e melhoria do ambiente municipal para as micro e pequenas empresas.
A troca de conhecimentos e de experiências tem demonstrado ser uma importante ferramenta de aprimoramento e de salto qualitativo para o desenvolvimento dos municípios.
“A missão também buscou gerar oportunidades de negócios entre Brasil e Itália por meio das administrações municipais. Os prefeitos brasileiros apresentaram seus municípios e criaram canais de relacionamento institucional visando a promoção de produtos e serviços desses municípios.”
Mas nem só de prêmios vive um administrador público bem-sucedido, e Itamar Borges sabia que não podia ficar repousando em berço esplêndido. Governar uma cidade, seja ela uma megalópole como São Paulo ou uma pequena e bucólica cidade como a vizinha Três Fronteiras, era tão difícil quanto administrar Santa Fé do Sul com seus 30 mil habitantes.
Com a administração planejada na ponta do lápis, Itamar Borges adentrou seu terceiro mandato com a mesma garra do menino que assumiu, ao lado da mãe e das irmãs, a direção do Restaurante Cacareco após a morte do pai, e com o mesmo entusiasmo que o moveu na Câmara Municipal e nos dois mandatos de prefeito.
Além das preocupações com a economia e o turismo, com geração de renda e emprego para melhorar a vida do trabalhador de Santa Fé do Sul, ele abriu ainda mais o leque administrativo na tentativa de atender todos os setores, levando em conta que uma cidade é um organismo vivo, que tem vida própria e requer atenção diária. Um descuido e a cidade adoece. Por isso a ação de governar é, quanto mais preventiva, melhor.
Uma das medidas preventivas foi a reforma da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Juventude. O prédio foi reformulado e ampliado para atender as necessidades da equipe. No local passaram a trabalhar as equipes da Educação, da diretoria do ensino fundamental e infantil, da coordenação do EJA, além dos diretores de Cultura, Esporte e Juventude. Os investimentos na melhoria da infraestrutura para abrigar as secretarias foram fundamentais para o desenvolvimento de um bom trabalho voltado à população.
Difusão de conhecimento
Tendo como meta desenvolver a aptidão para ler e escrever, enriquecer o vocabulário, estimular a imaginação, a criatividade e aguçar a sensibilidade, foi inaugurada, em 5 de novembro de 2005, a biblioteca volante, composta por 500 obras, 300 catalogadas e 200 periódicos (jornais, revistas, gibis). O acervo possui diversos gêneros literários: infantil, infanto-juvenil, didáticos para 1º e 2º graus, livros de autoajuda, de culinária, dicionários, enciclopédias, entre outros. Além das obras, a biblioteca volante apresenta teatro de fantoches com histórias de clássicos da literatura infantil.
A biblioteca volante é um projeto desenvolvido pela administração com o objetivo de levar cultura aos bairros e incentivar a população à leitura. Praticar a leitura é fundamental para adquirir conhecimento e formar cidadãos críticos.
A Sala do Empreendedor foi inaugurada no dia 24 de novembro de 2005, no paço municipal. De acordo com Itamar, o compromisso da prefeitura é conceder a inscrição municipal a novas empresas no prazo máximo de três dias úteis, desde que toda a documentação esteja em ordem. Aos empreendedores é disponibilizado manual que informa todos os documentos exigidos e procedimentos adotados por órgãos da prefeitura e estaduais (Cetesb e Corpo de Bombeiros).
Outra medida criada para auxiliar o empreendedor foi o Programa de Incentivo à Microempresa. Por meio dele, o microempresário recebe alvará provisório de funcionamento pelo prazo de 90 dias. Nesse período também recebe desconto de 50% da taxa de licença, de fiscalização e funcionamento. Com isso, caso desista do negócio, o empreendedor poderá fechar a empresa sem ter problemas e prejuízos.
Parceria com o Sebrae
A estância turística de Santa Fé do Sul integra a rede de apoio aos pequenos negócios. O prefeito Itamar Borges e o superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca, inauguraram, no primeiro semestre de 2006, o Posto de Atendimento ao Empreendedor (PAE), que, além de ajudar no desenvolvimento dos pequenos negócios, também oferece serviços e produtos do Sebrae, como cursos, treinamentos e orientação empresarial. A implantação foi possível graças à parceria entre prefeitura, Associação Comercial e Empresarial, Funec, Agência de Desenvolvimento Econômico e SAAE.
Itamar ressaltou a importância da instalação do PAE para o desenvolvimento da cidade e o fortalecimento do pequeno negócio:
“Noventa e oito por cento dos empregos no Brasil estão nas micro e pequenas empresas. Portanto, é nelas que temos de investir. Santa Fé tem sido a cidade que mais cresce em número de empresas, em número de empregos proporcionalmente ao número de habitantes, e isso é resultado de um trabalho integrado. O PAE veio para reforçar o apoio ao empreendedor”.
Fortalecendo a vocação turística que sempre defendeu, Itamar Borges transformou a noite de 31 de julho de 2006 numa grande festa de desenhos, formas, luzes e água para marcar a inauguração do Monumento ao Esporte da estância turística de Santa Fé do Sul, localizado na avenida Paulo Nunes, em frente ao Centro Olímpico. É uma obra de arte que leva a assinatura do artista plástico Adélio Sarro.
Itamar Borges justificou que o monumento é uma homenagem a todos os desportistas e equipes de Santa Fé: “Esporte é saúde, união, amizade, congraçamento”. O prefeito também lembrou o saudoso professor Moacir Carlos de Almeida, que muito contribuiu com o esporte, e agradeceu a todos os incentivadores, racheiros, times, clubes e atletas de Santa Fé.
Adélio Sarro se define como um artista autodidata. Não foi formado em ateliês ou gabinetes. Com mais de 30 anos de carreira, ele é um artista que expõe em museus e grandes cidades, sempre valorizando seu tema predileto, que é o povo. Sarro é responsável pela maioria dos monumentos erguidos em Santa Fé do Sul.
Segurança pública
A unidade do Corpo de Bombeiros da estância turística de Santa Fé do Sul foi inaugurada no dia 19 de agosto de 2006 com pompa e apresentação da banda do Corpo de Bombeiros, que tocou o Hino Nacional, e toda a corporação entoando a Canção dos Bombeiros. Conseguir a instalação da unidade foi uma luta árdua, uma reivindicação que vinha desde 1960. Além de proporcionar segurança, a presença do Corpo de Bombeiros contribuiu para a diminuição dos valores dos seguros de carros e casas da cidade.
A corporação também é responsável pelo atendimento à população dos municípios de Rubinéia, Santa Clara d’Oeste, Santa Rita d’Oeste, Nova Canaã Paulista, Três Fronteiras e Santana da Ponte Pensa.
Para que a vinda da unidade fosse possível, a Prefeitura de Santa Fé do Sul doou o terreno, construiu o prédio e também doou um veículo pequeno e um barco de salvamento. O governo estadual disponibilizou 13 homens, um veículo grande de combate a incêndio (motobomba), um barco de salvamento e um carro de resgate equipado com oxímetro, que mede o nível de oxigênio do sangue e fornece informações sobre pulsação, e um desfibrilador automático externo (DEA), ambos fundamentais na realização de salvamentos urgentes.
Levar à população mais agilidade na prestação jurisdicional foi o objetivo da Unidade Avançada de Atendimento Judiciário (UAAJ), extensão do Juizado Especial Cível, inaugurada no dia 25 de agosto de 2006, com a presença do presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Celso Luiz Limongi. Instalada no campus 1 da Funec, funciona por meio de convênio firmado entre o tribunal e a fundação. Santa Fé do Sul foi a primeira comarca do Estado a ter unidade como essa. Esse pioneirismo na conquista da UAAJ trouxe grandes benefícios para a comarca de Santa Fé, cuja população ganhou muito com a melhoria do atendimento na esfera judicial.
Quando a administração municipal da estância turística de Santa Fé do Sul inaugurou, em agosto de 2006, a pavimentação asfáltica da estrada vicinal Manoel de Matos, de acesso a Águas Claras, e também entregou melhorias no parque ecoturístico das Águas Claras, não pensava que o local poderia se tornar uma das sete maravilhas da região.
Os benefícios das obras foram o aumento da segurança e maior conforto no lazer dos munícipes e turistas. As obras incluem pavimentação asfáltica de 2,4 quilômetros, sinalização de solo e de placas, trevo de acesso, lombadas e plantio de grama. No parque foram feitas benfeitorias como pintura geral, construção de mureta para evitar erosão, adequação de portão, construção de drenagem pluvial, além de colocação de areia na orla.
Defesa do meio ambiente
O reconhecimento do cuidado com o local veio em outubro de 2007, quando uma campanha feita pelo jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto, escolheu as sete maravilhas da Araraquarense. O parque das Águas Claras foi apontado como uma das 33 maravilhas regionais por comissão composta por historiadores e formadores de opinião como Nilce Lodi, Agostinho Brandi, Cecília Demian, Heloísa Abud e Lelé Arantes. Dentre as 33 maravilhas, Águas Claras foi a terceira mais votada, obtendo 8.480 votos.
Em área de 22.506 metros quadrados, o parque conta com praia, quadra de areia, quiosques com churrasqueira, área para eventos, sanitários, duchas estilizadas e mata nativa com trilha ecológica. Com excelente infraestrutura e localizado às margens do lago de Ilha Solteira, a sete quilômetros de Santa Fé do Sul, próximo de um loteamento de ranchos, o parque das Águas Claras recebe, em média, 1.500 pessoas por fim de semana e, em meses de alta temporada, chega a 5 mil pessoas por dia.
A preocupação com o meio ambiente é constante. Por isso, a prefeitura instalou, em diversos pontos do parque, lixeiras e placas com mensagens educativas sobre a importância da preservação ambiental. Além disso, um caseiro mora no parque para cuidar da limpeza do local. A entrada e utilização são gratuitas.
Trazendo a marca do pioneirismo, o prefeito Itamar Borges inaugurou, em setembro de 2006, a primeira academia ao ar livre da América Latina, na Praça Braulino Aguiar. A academia tem 19 equipamentos de ginástica e musculação, disponíveis gratuitamente. Alunos da Funec, dos cursos de Educação Física, Fisioterapia e Enfermagem, são responsáveis pelo monitoramento e acompanhamento dos exercícios. Implantada por meio de parceria entre a Physicus Equipamentos Esportivos e a prefeitura, a academia amplia o acesso de toda a população à prática de exercícios físicos.
Ainda em setembro de 2006, no dia 15, Itamar Borges recebeu a visita do ministro-chefe da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap) da Presidência da República, Altemir Gregolin. Foi para a inauguração de uma das três unidades demonstrativas de piscicultura em tanques-rede, implantada via parceria entre Seap, Agência de Desenvolvimento Econômico de Santa Fé do Sul (Adesf) e Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável da Piscicultura (Cimdespi).
O objetivo das unidades é fazer treinamento, capacitação de mão de obra e domínio da tecnologia da produção de peixe em tanques-rede. Em 18 meses, período de duração do convênio, 420 pessoas, entre pescadores, proprietários ribeirinhos e outros interessados, foram treinadas. A capacitação é realizada por meio de parcerias entre o Cimdespi, entidades como Senar, Sebrae, Ministério do Trabalho e Emprego, universidades e instituições de pesquisa.
O ministro Altemir Gregolin ressaltou que a região de Santa Fé do Sul é muito importante para o governo federal por ser rica em recursos hídricos. Segundo ele:
“… esse projeto tem um papel estratégico porque vai preparar os pescadores para produção em tanque-rede. Temos um estudo que demonstra que cada hectare de produção em tanque-rede gera três a quatro empregos diretos, e isso vai movimentar toda a economia da região.”
Para concretização do projeto, o governo federal investiu R$ 421,2 mil e a Adesf, R$ 105,8 mil. Para o prefeito Itamar, que sempre apostou na riqueza hídrica da região, a presença do ministro Gregolin e a inauguração do projeto foram:
“… um ato histórico para nossa cidade. A piscicultura tem um mercado fantástico no Brasil e no mundo. Esse consórcio vem dar um impulso para oferecermos à nossa população e à região essa alternativa de geração de emprego e renda”.
No setor do ensino superior, Itamar Borges inaugurou, em 25 de setembro de 2005, o campus 3 da Funec, construído para abrigar os 634 alunos do curso de Educação Física, que têm à disposição 11 salas de aula, das quais oito são em estilo auditório, além de biblioteca, laboratório de anatomia, academia e quadra poliesportiva. O prédio tem também salas para coordenação, professores, tesouraria, almoxarifado, copa, recepção e estacionamento com 13 mil metros quadrados.
Atualmente são quatro campi universitários, abraçando e sendo abraçados por Santa Fé do Sul. O movimento gerado pelo ensino universitário é intenso, trazendo para a cidade um círculo alegre, bonito e pujante.
Na outra ponta, os produtores rurais da estância turística de Santa Fé do Sul receberam, em 4 de outubro de 2006, três novos benefícios da prefeitura. Foram inaugurados pátio para máquinas da patrulha agrícola, depósito de calcário e nova sede da Associação dos Produtores Rurais Dr. Hélio de Oliveira.
O pátio e o depósito de calcário foram construídos com recursos próprios do município. Com o pátio, as máquinas da patrulha ficam protegidas da exposição ao sol e à chuva. O depósito é utilizado para armazenar o calcário adquirido conjuntamente pelos produtores por intermédio da associação, dentro do Programa de Incentivo à Atividade Agropecuária Santafessulense (Proagrosul).
A nova sede da associação dos produtores rurais, instalada no Galpão do Agronegócio, também foi construída com recursos próprios do município. No local há novo escritório para a entidade, onde os produtores podem fazer reserva de máquinas, aquisição de insumos por meio de compras conjuntas e também troca de informações. A prefeitura cedeu espaço de 2.600 metros quadrados em benefício do produtor rural.
Valorizando o potencial turístico
Dando prosseguimento à tarefa de remodelar a cidade para encantar os turistas e torná-la mais bela para os moradores, Itamar inaugurou o Monumento aos Colonizadores e Imigrantes no dia 23 de outubro de 2006. O monumento é uma homenagem aos desbravadores dos sertões e marcou a passagem do município para o status de estância turística, a 29ª do Estado.
O monumento, mais uma obra do artista plástico Adélio Sarro, está localizado na avenida Navarro de Andrade, no encontro com a avenida Waldemar Lopes Ferraz, próximo da estação rodoviária. É feito de concreto policromado e estrutura metálica com acabamento de resina acrílica, que possibilita a impermeabilização. Com duas colunas no formato das letras iniciais da cidade e dois conjuntos de pessoas que representam os imigrantes, a obra tem movimento de água que cai das letras “S” e “F”, que funcionam como uma fonte. Devidamente tratada, a água retorna para um reservatório instalado embaixo da construção, onde é bombeada, estabelecendo-se assim um ciclo de ida e vinda.
A remodelação da Praça Stélio Machado Loureiro foi mais um benefício concedido a Santa Fé do Sul por ser estância turística. Com recursos do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade), órgão da Secretaria Estadual de Turismo, a praça ganhou características rústicas e elementos arquitetônicos e foi inaugurada no dia 22 de novembro de 2006. Essa praça faz parte da história de muitos santafessulenses e é um dos pontos turísticos que as pessoas procuram para desfrutar momentos de lazer.
A praça teve sua origem em 1956, quando o prefeito Antonio Pacheco denominou o espaço, na época apenas uma quadra, de Stélio Machado Loureiro, que foi jornalista, poeta e fervoroso defensor do municipalismo brasileiro, tendo sido idealizador e fundador da Associação Paulista de Municípios (APM). Em 19 de dezembro de 1955, com 36 anos de idade, Stélio estava num barco que virou no rio Paraná e foi tragado pelas águas. Ele estava indo assistir a uma missa campal, em ação de graças, no local onde mais tarde seria instalada a usina hidrelétrica de Urubupungá. O corpo de Loureiro jamais foi encontrado, mas seu nome está perpetuado em ruas e praças de várias cidades paulistas.
Somente em 1978 foi construída a praça, e desde então não havia ocorrido nenhuma reforma geral. Houve substituição do piso existente por piso intertravado – ecologicamente correto –, construção de pórtico de entrada, construção de pérgolas de madeira, reforma dos sanitários e vestuários, instalação de mesas com bancos fixos, ampliação e reforma da iluminação geral, espaço para eventos, colocação de lixeiras, construção de parque infantil coberto com tenda, pintura da quadra e substituição do paisagismo.
Para valorizar ainda mais o potencial turístico, integrando a beleza natural e valorizando a história e a cultura da estância turística de Santa Fé do Sul, vários marcos e monumentos foram criados. Na noite de 27 de novembro de 2006 foi inaugurado um monumento alusivo à pesca, ao trabalho, ao lazer e à mulher, feito pelo artista plástico Adélio Sarro. Também foram construídos dois pórticos, no trevo de acesso à rodovia dos Barrageiros e no início da avenida Conselheiro Antonio Prado, no bairro São Francisco. Os pórticos foram criados pelo arquiteto e urbanista José Carlos de Lima Bueno, de São José do Rio Preto.
O monumento foi confeccionado em concreto policromado e estrutura metálica e com acabamento em resina acrílica para impermeabilização. Ele é composto por dois blocos de esculturas: um simboliza a pesca, o trabalho e o lazer; outro representa a mulher na sociedade e está sobre duas colunas da mesma altura, que mostram a igualdade entre o homem e a mulher. As colunas estão sobre duas plataformas em formato de vitória-régia, que simbolizam as águas.
Dezembro trouxe para a cidade a remodelação de mais uma praça, a Praça Salles Filho, e a inauguração de mais um monumento alusivo aos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Também criado pelo artista plástico Adélio Sarro, o monumento homenageia e retrata o encontro dos rios Grande e Paranaíba, que forma o marco zero do rio Paraná – divisa entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. São três blocos de esculturas variadas representando as atividades culturais, turísticas e econômicas de cada Estado. Também há três colunas de onde cai a água que simboliza os rios. Há, também, a figura de um turista olhando para o monumento, criada para homenagear todos que visitam Santa Fé.
Já a Praça Salles Filho recebeu novo paisagismo e complementação com elementos arquitetônicos, reforma dos sanitários com adaptação para deficientes físicos, palco para eventos, pórticos de entrada, reformulação do piso e colocação de postes de arandelas – estilo “antiga São Paulo”.
O encantado Natal dos sonhos
Para as comemorações do Natal de 2006 foi elaborado e executado o Sonho de Natal, compreendendo iluminação e decoração. Trata-se de projeto de educação ambiental dirigido pelo Fundo Social de Solidariedade. Em uma ação inovadora no Estado, Santa Fé do Sul implantou esse projeto, que, por meio de criatividade e bom gosto, educou e trabalhou a consciência ecológica junto às escolas e comunidade, com baixo custo, além de dar um clima de Natal ainda mais festivo para os santafessulenses e turistas.
O projeto consistiu da arrecadação de garrafas PETs com participação de 16 escolas municipais, uma estadual, três particulares e a Funec. Durante sete meses foram arrecadadas 300 mil garrafas, transformadas em peças decorativas típicas do Natal depois de passarem por processos de limpeza, corte, moldura e pintura, desenvolvido por uma equipe de funcionários e voluntários.
Todo esse trabalho resultou na criação de 110 velas, 330 bolas grandes, 500 bolas pequenas, 10 mil flores, dez estrelas grandes, 24 sinos, 52 cometas, duas guirlandas gigantes, duas árvores de Natal de 7 metros e 11 metros, três trios de bonecos de neve, 100 luminárias decoradas e três decorações especiais para os portais. Essas peças foram instaladas ao longo da avenida Navarro de Andrade; na avenida Conselheiro Antônio Prado, da rua 2 à rua 24; nas praças Stélio Machado Loureiro, da igreja matriz e Salles Filho e nas ruas que compreendem o comércio. As peças foram pintadas nas cores verde, dourado, vermelho e branco e iluminadas.
Sonho de Natal é um projeto que cresce a cada ano e atrai a atenção dos turistas de toda a região, alguns vindos da capital e de estados vizinhos. Em 2008 o número de garrafas PETs utilizadas na decoração alcançou 1 milhão. O projeto beneficia diretamente o meio ambiente, o turismo, a economia e a população, que pode desfrutar de um dos mais belos lugares do Brasil para comemorar o Natal. Os enfeites do Sonho de Natal são desmontados apenas no dia 6 de janeiro. Itamar Borges acredita que em pouco tempo a cidade estará recebendo o triplo de visitantes atuais.
Ainda no campo do turismo, no dia 18 de dezembro de 2006 teve início o projeto “Mata dos Macacos – A vida está aqui”. Trata-se de um patrimônio natural da estância turística. A empresa responsável pela mata é a Controle Operacional de Serviço (COS). O espaço foi reformado e adequado para o habitat dos animais. Além dos macacos das espécies prego e sagui, tradicionais na mata, o local também abriga outros animais, como gambá, avestruz, ema, javali, pônei, miniboi, cateto, pavão, faisão, entre outros.
Mais qualidade na saúde
Na área da saúde, contando com as presenças do secretário-chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho, e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Carlos Vaz de Lima, o prefeito Itamar Borges inaugurou, no dia 26 de maio de 2007, o Centro de Diagnósticos e o pronto-socorro. Os dois locais têm expressiva importância para toda a região e significam um salto de qualidade no atendimento à saúde do município.
Na abertura do evento Itamar falou sobre a justa homenagem prestada ao secretário da Casa Civil: “A população de Santa Fé presta esta homenagem ao Aloysio Nunes porque ele foi pioneiro em lutar pelas causas dessa região, para deixarmos de ser o fundão para ser a porta de entrada do Estado. Essa homenagem é o nosso reconhecimento pela constante luta de Aloysio Nunes em prol do nosso crescimento e desenvolvimento”.
O Centro de Diagnósticos faz exames especializados. O prédio foi adequado e é composto por recepção, consultório, banheiros, salas para exames de raios X, ultrassom, endoscopia, mamografia e laudos.
Essas melhorias beneficiam não só a população de Santa Fé, mas também a região. O pronto-socorro é mantido pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde da Alta Araraquarense (Cimsa), que compreende, além de Santa Fé do Sul, os municípios de Santa Rita d’Oeste, Três Fronteiras, Santa Clara d’Oeste, Nova Canaã Paulista e Rubinéia.
A Clínica da Mulher foi inaugurada no dia 6 de junho de 2007 com a presença da presidente do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural, Mônica Serra. Mulheres de todas as idades passaram a contar com profissionais capacitados e serviços desenvolvidos especialmente para o cuidado integral à saúde delas, principalmente gestantes.
O espaço é composto por três consultórios equipados, sala de recepção e espera e sala de preparo de pacientes. Todas as orientações e triagens que já eram realizadas pela prefeitura em relação à saúde da mulher, como planejamento familiar e grupo de climatério, foram transferidas para a clínica.
No último ano do terceiro mandato de Itamar Borges os moradores de Santa Fé do Sul foram brindados com a Policlínica Municipal. Inaugurado em 18 de março de 2008, o local oferece serviços de vacinação, pediatria, fonoaudiologia e psicologia infantil. São quatro consultórios, duas salas para vacinação, banheiros e saguão de espera.
Na ocasião também foi lançado o projeto Doutores da Alegria. Diariamente uma equipe de seis integrantes, jovens atores, visita a policlínica, a Santa Casa, as unidades de saúde da família, além de participar das campanhas de vacinação contra paralisia infantil. O objetivo é contribuir com o tratamento dos pacientes, tendo em vista alguns estudos segundo os quais a alegria favorece a recuperação da saúde.
Na educação, uma parceria firmada entre a Prefeitura de Santa Fé do Sul e o Governo do Estado de São Paulo garantiu a reforma e ampliação da Escola Estadual Professor Itael de Mattos (EEPIM), que foi entregue no dia 28 de maio de 2007.
O Ginásio de Esportes Professor Moacir Carlos de Almeida, da EEPIM, teve recuperação e demarcação do piso, restauração do telhado e nova iluminação. A quadra externa ganhou cobertura, iluminação, pintura e demarcação do piso. Um sistema de para-raios foi implantado e, no pátio, os sanitários foram reformados e ampliados, com revisões hidráulica e elétrica do prédio.
Religião nas escolas
A partir de 22 de junho de 2007 o ensino religioso passou a fazer parte da grade curricular do ensino fundamental nas escolas de Santa Fé do Sul. O objetivo dessa inserção é incutir nos alunos valores fundamentais, como família, ética, respeito, amor e solidariedade, temas cuja discussão é fundamental para a formação do cidadão.
O material para essa disciplina, produzido pela Editora Opet, foi elaborado a partir de reuniões com líderes religiosos, que, com a Secretaria de Educação, discutiram, analisaram e sugeriram os temas para as aulas. O ensino religioso não visa levar os alunos a serem adeptos a uma religião, mas sim discutir o fenômeno religioso, sua importância no desenvolvimento social e pessoal, na criação de normas e princípios para as atitudes, além de despertar os valores de cada um na busca de uma formação integral.
Para que as aulas fossem ministradas adequadamente, os professores participaram de três etapas de capacitação. Na primeira trabalhou-se a motivação e a conscientização dos professores; na segunda etapa foram criados grupos de estudos por escolas, aulas e fóruns; e na terceira foi realizada a análise final.
Desenvolver ações e projetos que geram emprego e renda sempre foi uma das prioridades de Itamar Borges. Em 6 de julho de 2007, no Galpão do Agronegócio, ele inaugurou a fábrica de doces da Cooperativa Agroindustrial de Santa Fé (Coopersol). O espaço oferece aos cooperados melhor infraestrutura para produção de doces, com cozinha industrial, sala de estoque de produto pronto, sala de preparo e depósito de matéria-prima, depósito de embalagem e escritório. O Fundo Social de Solidariedade de Santa Fé, presidido por Gislaine Borges, além de apoiar e incentivar a cooperativa, também oferece cursos de capacitação e aprimoramento para as cooperadas. Para aproveitar a cultura frutífera da região, as cooperadas trabalham na produção de compotas, frutas desidratadas, geleias, pães, doces, pimenta e tomate seco. Esses produtos levam a marca Sabor da Estância e são comercializados na cidade e região. Os produtos também são expostos em feiras e eventos em todo o País. A renda é revertida à cooperativa.
A Coopersol é formada por cozinheiras capacitadas pelo Centro de Geração de Renda, do Fundo Social de Solidariedade, e por pequenos produtores rurais. A união dos produtores e das cozinheiras, a partir da criação da cooperativa, foi uma forma de suprir as necessidades de ambos. Isso porque as cozinheiras precisavam de frutas de qualidade a preços menores e os produtores rurais tinham de vender seus produtos.
Crescimento ordenado
Para promover o crescimento e o desenvolvimento, além de beneficiar toda a população da estância turística de Santa Fé do Sul, Itamar Borges lançou, no dia 7 de agosto de 2007, o “Plano Mãos-à-Obra”. Por meio desse plano, até o final de 2008 obras, serviços e ações inovadoras devem ser realizados. Mais que um programa de expansão do crescimento de Santa Fé do Sul, o “Mãos à Obra” é um novo conceito de investimento em infraestrutura que, aliado a medidas econômicas, vai estimular os setores e, ao mesmo tempo, levar benefícios sociais para todo o município, de forma rápida e impactante.
No campo da habitação, o dia 23 de dezembro de 2007 se tornou inesquecível para 100 famílias santafessulenses. Uma multidão lotou o Ginásio Municipal Antônio Ramon do Amaral, onde funcionários da Caixa Econômica Federal e o prefeito Itamar Borges sortearam 100 casas populares e 32 terrenos, ambos pelo programa habitacional “Realizando Sonhos”.
Foram sorteadas duas casas para portadores de necessidades especiais; cinco casas para pessoas acima de 60 anos; 25 casas para funcionários públicos; e 68 casas para os demais inscritos. Em todas as categorias houve sorteio do mesmo número de suplentes. O sorteio dos 32 terrenos seguiu a mesma regra.
As avenidas Navarro de Andrade e Conselheiro Antônio Prado receberam 120 novas luminárias e lâmpadas no primeiro semestre de 2008. A troca foi realizada pela Elektro para proporcionar maior luminosidade nessas vias. Os custos da iluminação pública são de responsabilidade da prefeitura, cabendo à Elektro a manutenção do serviço.
A mudança, que garante também aumento da segurança e da qualidade de vida, pode ser vista na avenida Navarro de Andrade, entre as ruas 1 e 17, e na Conselheiro Antônio Prado, entre as ruas 8 e 18. O benefício também atingiu a rua 14, entre a avenida Conselheiro Antônio Prado e a rua 11; rua 12, entre a 7 e a mesma avenida; na rua 7, entre a 12 e a 14; e na rua 9, no trecho entre a avenida Navarro de Andrade e a rua 14. Além da segurança, a iluminação reforça o conceito turístico que a cidade adotou.
Mais uma obra do artista Adélio Sarro passou a fazer parte do visual da cidade. O pórtico Caminho das Águas foi inaugurado em 7 de abril de 2008 para homenagear todas as belezas da cidade: a população santafessulense, os turistas e as belezas naturais. Localizado no pontilhão que liga os bairros Eldorado e Vila Mariana e passa sobre os trilhos, é o quinto monumento de Santa Fé do Sul e, como o nome diz, o único caminho que leva os moradores, os pescadores, os turistas e os visitantes para a orla, dando acesso aos ranchos, ao parque ecoturístico das Águas Claras e a vários pontos de lazer que a estância oferece.
As colunas são feitas de concreto e as figuras em baixo relevo representam os turistas, os pescadores, a fauna, a flora e todas as belezas que podem ser encontradas na orla ou durante o percurso. O arco superior é de aço e as cores do arco-íris simbolizam o encontro das águas com o sol. De ambos os lados e também na parte superior há esculturas em fibra de vidro representando a pesca, o turismo e a proximidade com a natureza.
Com o intuito de melhorar a estrutura dos campos de esportes, o prefeito da estância turística de Santa Fé do Sul entregou mais uma melhoria. No dia 13 de abril de 2008 foi inaugurado o novo piso do campo de bocha do Centro Olímpico, que era de terra e passou a ser sintético. O prefeito Itamar reforçou que esta melhoria beneficia os atletas da cidade e região devido aos campeonatos regionais sediados por Santa Fé do Sul.
Especialidades médicas
O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) abriu suas portas em Santa Fé do Sul em julho de 2008.
Trata-se de unidade de saúde com modernos equipamentos, onde o paciente pode ter consultas e exames no mesmo dia e, se houver necessidade, ser encaminhado para tratamento especializado imediatamente. Para Itamar, a instalação do AME em Santa Fé do Sul foi uma das maiores conquistas políticas da região dos últimos anos. O AME da cidade é o segundo instalado no Estado.
No AME 17 especialidades médicas estão disponíveis para atendimento à população: alergologia, cardiologia, cirurgia geral, cirurgia vascular, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, obstetrícia de alto risco, oftalmologia, neurologia, ortopedia, otorrinolaringologia, pneumologia, psiquiatria, reumatologia, urologia.
A expectativa é realizar, inicialmente, 8 mil consultas mensais. O atendimento prestado no AME é destinado somente a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que devem ser encaminhados ao ambulatório pelas unidades de saúde da família. O AME oferece ainda atendimento em fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e nutrição. A previsão é de, inicialmente, 400 atendimentos mensais para essas especialidades. Pacientes de Rubinéia, Três Fronteiras, Santa Clara d’Oeste, Santa Rita d’Oeste e Nova Canaã Paulista também serão atendidos no local.
Selo de responsabilidade
Foi durante a 11ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o maior evento municipalista da América Latina, cujo objetivo é refletir sobre questões que influenciam o cotidiano dos municípios e sua população, ocorrida entre 15 e 17 de abril, que Santa Fé do Sul recebeu o Selo de Município Responsável Fiscal e Social. O prêmio foi conferido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) por ter a cidade gestão fiscal equilibrada e responsável e programas sociais diferenciados e destinados à inclusão da população de escassos recursos financeiros. Aliás, Santa Fé do Sul é destaque no Brasil por projetos sociais, e atualmente é considerada uma das cidades brasileiras com mais e melhores ações nesse segmento.
Itamar Borges recebeu o prêmio, em nome do povo santafessulense, perante um público de 4 mil prefeitos de todo o Brasil. Ao retornar a seus municípios, eles levaram a melhor impressão de Santa Fé do Sul. Muitos se dispuseram a conhecer a cidade e seus projetos, cada vez mais arrojados.
Ainda em abril Itamar inaugurou serviços em mais dois centros de convivência: no Orestes Borges, onde foram feitas reforma geral (pintura, telhado, banheiros), parquinho de diversão para as crianças, quatro bancos de pedra, reforma do campo de futebol e da quadra de areia, troca do alambrado da parte do fundo (ampliando o espaço), calçamento, estufa com horta de plantas medicinais, além da doação de duas prateleiras de ferro; no Santa Cruz, nova pintura e dois jogos de mesas com quatro cadeiras trouxeram melhorias para o centro de convivência.
Programas habitacionais
Em 17 de abril Itamar Borges assegurou mais uma conquista importante para a cidade. Reuniu-se, em São José do Rio Preto, com o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Ademir Losekann, o gerente regional, José Antônio Basílio, e o gerente de filial, Flávio Proni, assinando contrato do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para investir na construção de casas populares.
O valor é de R$ 2 milhões: R$ 1,9 milhão do FGTS e R$ 100 mil, de contrapartida, da Prefeitura de Santa Fé do Sul. Com a assinatura do contrato foi aberta licitação para, na sequência, ter início a construção de 100 moradias para famílias de baixa renda que já haviam sido sorteadas, em dezembro de 2007, por meio do programa habitacional “Realizando Sonhos”, no loteamento Residencial Brasília, próximo do bairro Vila Mariana.
Mais 106 famílias da estância turística de Santa Fé do Sul foram beneficiadas em 2008 com a casa própria. Em 2 de maio, junto com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), o prefeito Itamar Borges lançou a construção de 106 unidades, que irão ocupar o final da alameda Rio Verde – continuação da rua 23, ao lado do bairro Beira-Rio. As casas foram sorteadas no dia 5 de dezembro de 2008, quando o prefeito Itamar Borges aproveitou para anunciar a construção de mais 300 casas em parceria com a CDHU. A construção das novas casas foi negociada diretamente com o presidente da CDHU, Lair Krähenbühl.
Seguindo o novo padrão de construção da CDHU, as casas terão forração em laje, revestimento com piso e azulejo, cobertura para área de serviço, abrigo para botijão de gás, aquecedor solar, muro divisório, paisagismo, entre outros. Metade do conjunto habitacional será de 55,87 metros quadrados, com três dormitórios, e o restante terá 43,18 metros quadrados, com dois quartos.
O prefeito Itamar lembrou que esta obra é mais um marco no trabalho feito em prol da habitação, registrando que:
“A casa própria é o sonho de muitos brasileiros e nós temos a alegria de oferecer esta oportunidade para as famílias santafessulenses. Quero lembrar que nunca, na história de Santa Fé e na história de outras cidades, se fez tanto na área da habitação como temos feito nos últimos tempos.”
Após garantir a instalação do AME, Itamar Borges voltou seus olhos para o Programa de Saúde da Família (PSF), dotando as unidades de infraestrutura de excelência. No dia 23 de abril de 2008 ele inaugurou as novas instalações do PSF 3 e 4. O PSF Centro 3 fica na rua 18, 1232, e o Centro 4 na rua 19, 1253. Os dois totalmente reformados, adequados e com amplo espaço para acolher com excelência toda a população que utiliza esses postos.
Dias depois, em 4 de maio, o recinto de leilões foi inaugurado para atender a reivindicações de pecuaristas, leiloeiros e expositores. O local tem cobertura metálica, capacidade para mais de 300 pessoas, sanitários, bar e cozinha. Antes os leilões eram realizados em tendas improvisadas. O novo espaço também está à disposição das comissões de leilões realizados por entidades beneficentes, como o Hospital do Câncer de Barretos, Santa Casa, Apae, igrejas e tantas outras, que poderão otimizar a arrecadação e melhorar a vida e a saúde de muitas pessoas.
Itamar Borges, exercendo o papel de líder político regional, esteve reunido com seis outros prefeitos do Estado, no dia 8 de maio, no Sebrae-SP, para discutir políticas públicas de apoio às micro e pequenas empresas dos municípios. O objetivo era coletar informações para aperfeiçoamento do Guia do Candidato Empreendedor, buscando a inclusão de propostas de fortalecimento das pequenas empresas nos planos de governo dos candidatos às eleições municipais de 2008.
O gerente de políticas públicas do Sebrae-SP, Silvério Crestana, disse que a parceria com os prefeitos é fundamental para fomentar o empreendedorismo em todo o Estado. “Além de bons planejadores, os prefeitos são bons executores, ou seja, fazem acontecer. Este caráter empreendedor, que vem norteando as ações municipais, é a base do Sebrae-SP.”
Os demais prefeitos que participaram foram Eduardo Cury, de São José dos Campos; Emídio de Souza, de Osasco; Oscar Gozi, de Tarumã; Toshio Toyota, de Novo Horizonte; e Emanuel Mariano, de Barretos, além de Ida Franzoso de Souza, ex-prefeita de Pedrinhas Paulista. O Guia do Candidato Empreendedor é uma produção do Sebrae-SP e foi colocado à disposição de candidatos a prefeito e vereador de todo o País.
Esporte vitorioso
No setor esportivo, pela sexta vez consecutiva, a equipe de futsal da estância turística de Santa Fé do Sul sagrou-se campeã da Copa TV Tem, superando o time de São José do Rio Preto. Mesmo com o resultado de 1×0 para os adversários, que jogavam em casa, a partida, realizada no dia 30 de maio de 2008, no Centro Regional de Eventos Manoel Antunes, devido à goleada que a equipe comandada pelo técnico Ney Pereira havia aplicado dentro de casa, vencendo os rio-pretenses por 4×1, garantiu o título para Santa Fé do Sul.
O time também teve a defesa menos vazada, com apenas 17 gols sofridos. No ataque, que marcou 55 gols na competição, o destaque foi o artilheiro Renan Pereira Bastos, que fez dez gols. Foram 11 jogos com sete vitórias, dois empates e duas derrotas. Para o prefeito e torcedor Itamar Borges, este sexto título teve sabor ainda mais especial pelo alto nível da competição.
Equipe – goleiros: Maurício Modesto Carvalho Netto, Jacky Gomes Caixeta e Wellington Firmino Oliveira (Ton); fixos: Anderson Torres Saraiva, Rafael Horm Peixoto e Washington Luiz Ribeiro (Nenê); alas: Juliano Soares Queiroz, Sidnei Maurício Fernandes (Sid), Marcenio Ribeiro da Silva, Willian Afonso Batista e Victor Dias da Costa (Vitinho); e pivôs: Renan Pereira Bastos e Carlos Augusto dos Santos da Silva (Kaká).
Comissão técnica – treinador: Ney Pereira; preparador físico: Barth Felix Sorrilha; fisioterapeuta: Enrique Cinel Agostineli; representante: Wagner Lopes; massagista: Carlos Roberto Quartieri; e atendente: Flávio Rogério de Oliveira.
Outra área pública de lazer foi remodelada e urbanizada. Desta vez a Praça dos Pioneiros, cujo novo visual foi inaugurado em maio de 2008. Localizada em frente à Santa Casa, ganhou 12 colunas ornamentais, além de reforma de 21 bancos. As lixeiras foram substituídas e o plantio de grama e outras plantas complementou o paisagismo.
Homenagem à terra do sol nascente
Para homenagear a comunidade de origem japonesa, que há um século está presente no Brasil e há 60 anos em Santa Fé do Sul, a prefeitura da estância turística preparou uma série de comemorações durante junho, culminando com a inauguração da Praça Sol Nascente.
Dentre as atividades e festividades organizadas, já no segundo dia do mês as escolas municipais realizaram brincadeiras, cantos, sessões de histórias, mitos e lendas japonesas. Os alunos aprenderam a arte do origami, do mangá, anime, taiko.
No dia 14, na Praça Salles Filho, aconteceu encontro de taikos – tambores japoneses – envolvendo seis cidades (Santa Fé do Sul, Jales, Pereira Barreto, Votuporanga, Ilha Solteira e São José do Rio Preto). A praça foi decorada com motivos alusivos ao Japão. Houve torneio de gateball e no Espaço do Artesão foi realizada uma exposição de bonsai.
No dia 18 de junho, data da chegada do navio Kasato Maru, que trouxe os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil, a Prefeitura de Santa Fé do Sul homenageou a comunidade com a inauguração da Praça do Sol Nascente.
Na cerimônia o presidente do Clube Nipo-Brasileiro de Santa Fé do Sul, Edson Eidi Watanabe, recordou a chegada dos japoneses ao Brasil e agradeceu a homenagem dizendo que:
“O primeiro navio chegou a Santos trazendo 781 imigrantes japoneses, 165 famílias, há cem anos. Hoje 23 imigrantes que moram em Santa Fé do Sul serão homenageados. Estou orgulhoso por representar a colônia nipônica hoje e muito agradecido por esta homenagem prestada ao nosso povo”.
Foram entregues 23 diplomas de mérito aos imigrantes japoneses que vivem na cidade. No ato do descerramento da placa inaugural também foram acesas as luzes da avenida Mangará. Após a solenidade, o grupo de taiko se apresentou aos presentes.
A Praça do Sol Nascente tem características, paisagismo e elementos arquitetônicos típicos do Japão. O local dispõe de calçamento, paisagismo, quiosque, jardim de pedras, iluminação especial, lago artificial, pórtico e elementos de decoração no estilo japonês. Além de homenagear os imigrantes e descendentes, a praça é mais um espaço de lazer para os moradores dos bairros Beira-Rio, Treze de Maio, Flora Araújo e proximidades, e também mais um ponto turístico da cidade.
Para completar as comemorações do centenário da imigração japonesa, representantes de Santa Fé do Sul recepcionaram, no dia 21, na capital paulista, o príncipe do Japão, Naruhito. Na comitiva da cidade estavam o presidente do Clube Nipo-Brasileiro de Santa Fé do Sul, Edson Eidi Watanabe, o coordenador de taiko, Massayuti Tomanari, membros da diretoria e 14 componentes do grupo de taiko. Élio Miler representou o prefeito Itamar Borges.
Internet para todos
No dia 23 de junho, véspera do aniversário da cidade, o prefeito Itamar Borges deu mais um presente à população. Foram ligados os primeiros de 600 pontos de acesso gratuito à rede mundial de computadores através do programa Internet para Todos. Esse foi mais um passo para a inclusão digital de moradores das áreas urbana e rural, pequenas empresas e entidades sem fins lucrativos.
Além de atender os contemplados pelo programa, a prefeitura ainda disponibiliza diversos pontos na cidade, como a Praça Salles Filho e a estação rodoviária, por exemplo, para acesso remoto via computadores portáteis. O Internet para Todos soma-se ao programa Acessa Santa Fé, implantado há quatro anos, que disponibiliza computadores localizados na biblioteca municipal para acesso de graça à internet. Em breve a prefeitura triplicará o número de computadores do Acessa Santa Fé com abertura de uma sala do programa no terminal rodoviário. Além disso, outros computadores com acesso gratuito à internet estarão disponíveis no centro de convenções que está sendo construído no estacionamento do câmpus 3 da Funec. Atualmente estão sendo atendidas mais de 1.000 inscrições na internet gratuita.
Melhor prefeito do Brasil
Mas a grande vitória da administração do prefeito Itamar Borges em 2008 veio da área da educação, comandada com eficiência por Ana Keyla Abud Chiérice. A estância turística de Santa Fé do Sul conquistou as quatro primeiras posições do ranking nacional, entre as escolas de 1ª à 4ª série, e o primeiro lugar na classificação regional, entre as escolas 5ª à 8ª série, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
O índice combina o desempenho dos alunos dos sistemas estaduais e municipais (públicos) na Prova Brasil, um teste de leitura e matemática para turmas de 1ª à 4ª série do ensino fundamental com o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), em provas aplicadas a cada dois anos. A média nacional do Ideb oscila entre 3,5 e 4,2 pontos, mas a Escola Municipal Elizabeth Maria Cavaretto de Almeida obteve 8,6 pontos, a melhor média do Brasil e mais que o dobro da média nacional.
Sua vizinha, a Escola Cirley Volpe Lopes, obteve a segunda colocação nacional, com 7,9 pontos. A rede de ensino do município obteve a terceira e a quarta posição por intermédio das escolas Rosimares Camargo Benitez, com 7,7 pontos, e Benedito de Lima, com 7,6 pontos. Todas incluídas, portanto, entre as dez melhores escolas públicas do País.
Já entre as escolas de 5ª à 8ª série, a Escola Thereza Siqueira Mendes, também da cidade, classificou-se em primeiro lugar na região com a média 6,0.
São aspectos diferenciados que levaram Santa Fé do Sul a conquistar esse destaque nacional. A educação sempre foi tratada como prioridade pelo prefeito Itamar Borges. Buscar diferenciais, implantar programas específicos voltados ao ensino-aprendizado, desenvolver projetos de interdisciplinaridade e fazer investimentos direcionados para garantir a qualidade real do ensino foram ações da administração que levaram o município a obter esses excelentes resultados.
O município conta com 16 escolas municipais, que oferecem atendimento na educação infantil e no ensino fundamental – ciclos 1 e 2 (1º ao 9º ano). O processo começou há alguns anos, quando a administração optou pela municipalização do ensino fundamental.
Para comemorar a conquista, no dia 23 de junho um ato público na Praça Salles Filho uniu escolas, diretores, professores, funcionários, alunos e pais. Todos orgulhosos pelos altos índices da educação oferecida aos cidadãos santafessulenses.
As notas alcançadas pelas escolas de Santa Fé do Sul são reflexos dos diferenciais trazidos para a educação. Depois da municipalização, a prefeitura implantou projetos e programas que fizeram de Santa Fé do Sul exemplo de educação municipal, como o sistema apostilado, feito pela Opet com colaboração da equipe de educação municipal; o Projeto Integrado – com aulas de empreendedorismo, turismo, educação de trânsito, educação ambiental e leitura; o Projeto Reforço, com auxílio aos alunos no período inverso ao das aulas regulares, para sanar dúvidas e dificuldades de aprendizado, além da Escola de Período Integral.
Crianças com necessidades especiais são atendidas, desde 2006, pelo programa Educando na Adversidade, nas salas de aula regulares e, no período inverso, com atendimento na sala de recursos, acompanhadas por especialista na área.
Aulas de ensino religioso foram implantadas na grade curricular, além de aulas extracurriculares, como canto e coral, flauta, judô, caratê, xadrez, capoeira e informática. Os laboratórios de informática são utilizados pelos alunos durante o dia e à noite por seus pais e pela comunidade. Em 2008 a rede municipal de educação aderiu ao Projeto Lego, que visa desenvolver habilidades e competências nos estudantes, preparando-os para a vida e para uma nova realidade profissional. Além disso, duas escolas do ensino fundamental estão sendo equipadas com lousa digital e laptops.
Todos os anos a prefeitura entrega uniformes, além de agasalhos para o inverno, mochilas e material pedagógico para todos os alunos da educação municipal. Outro destaque é a qualidade da merenda. Para a educação social e um convívio harmonioso, Santa Fé do Sul também implantou em sua rede de ensino o projeto Aniversariantes do Mês. Ele permite ao aluno comemorar o seu aniversário com os amigos da escola e os familiares. A festa é feita uma vez por mês com bolo, refrigerantes e bexigas. Tanto Itamar Borges quanto a secretária Ana Keyla acreditam que a felicidade é responsável pelo aproveitamento fenomenal dos alunos.
Em 2008 os alunos do 2º ano das escolas municipais da estância turística de Santa Fé do Sul participaram da Provinha Brasil, desenvolvida pelo Ministério da Educação. A primeira foi realizada em abril e a segunda em novembro. Em abril os alunos santafessulenses atingiram os níveis 4 e 5, os mais altos da Provinha Brasil. Em novembro os alunos atingiram o nível 5, ou seja, a nota máxima, numa escala de desempenho que vai de 1 a 5.
História contada em livro
Santa Fé do Sul é uma cidade relativamente jovem. No dia 24 de junho de 2008 ela completou 60 anos de fundação, e Itamar Borges fez dessa efeméride um grande marco na história da cidade. Vários eventos foram realizados, com destaque especial para o lançamento do primeiro livro da história do município, que ocorreu em 15 de dezembro. “Santa Fé do Sul – 60 Anos de História” foi escrito pelo historiador Eduardo Alves de Lima e pelo jornalista Isaías Ramos, impresso em papel couchê, em quatro cores, e com acabamento de luxo (capa dura) e uma edição primorosa, com supervisão direta de Sônia Cicuto e do próprio Itamar Borges, que acompanhou cada página, linha a linha.
O aniversário de 60 anos começou a ser comemorado no mês anterior. Em 31 de maio a Secretaria de Turismo foi palco de uma manhã histórica com o lançamento do selo e carimbo dos Correios em homenagem aos 60 anos da cidade, além de iniciar uma exposição fotográfica que revela seis décadas de história em 60 cliques.
A exposição fotográfica, que se tornou itinerante em Santa Fé do Sul e região, traz um pouco dos melhores e mais importantes momentos da cidade. Denominada “Exposição 60 Momentos”, é composta por fotografias selecionadas para contar a história desde os primórdios até os dias atuais.
O selo e o carimbo dos Correios fizeram parte das comemorações dos 60 anos de Santa Fé e ajudam a contar e marcar as seis décadas de história, cultura e turismo do município. Além de presentear a cidade e os munícipes, o selo e o carimbo levaram o nome da estância turística de Santa Fé do Sul a várias regiões do Brasil. Além do lançamento, houve exposição de selos e apresentação do coral dos Correios.
Durante todo o mês de junho, além do selo, os remetentes também tiveram à disposição um carimbo comemorativo. Uma réplica do carimbo foi entregue ao prefeito Itamar Borges e o original enviado ao Museu dos Correios, no Rio de Janeiro.
Para quem deseja conhecer melhor a história de Santa Fé do Sul, a dica é visitar o Museu Histórico da cidade, que fica junto à Secretaria de Turismo, na estação de trem. Com um amplo acervo, composto por diversos objetos antigos, o museu proporciona uma viagem aos 60 anos da cidade. José de Castro Marques, o Zé Garçom, foi homenageado pelos anos em que contribuiu para construção do museu e resgate da história de Santa Fé do Sul.
Na manhã do dia 24 foi inaugurado o monumento Marco Zero, alusivo aos 60 anos de Santa Fé. Localizado no cruzamento das avenidas Navarro de Andrade e Conselheiro Antônio Prado, o monumento mudou a paisagem do local. Com 17 metros de altura, ele retrata a história da cidade, desde sua fundação até os dias atuais, revelando um pouco do progresso e das conquistas dos cidadãos santafessulenses.
O monumento foi feito pelo artista plástico Adélio Sarro, reconhecido mundialmente por suas obras de arte, e criador de outros quatro monumentos e um pórtico existentes na cidade. Trata-se de um obelisco (monumento comemorativo constituído de um pilar de pedra em forma quadrangular alongada e sutil, que se afunila ligeiramente em direção à sua parte mais alta, terminando com um ponto piramidal) que envolve o que já existia no local, preservando-o, já que foi o primeiro obelisco da cidade.
Na sequência teve início o desfile. Foram apresentados em blocos à população temas que retrataram as belezas, as conquistas e os 60 anos de história de Santa Fé do Sul. Os blocos trabalharam temas como segurança, turismo, educação, saúde, agricultura, ecologia, social, preservação do meio ambiente, esporte, juventude, cultura, comércio e limpeza pública.
A fanfarra da Apae homenageou a cidade tocando “Parabéns a Você”. Outro momento de emoção foi a apresentação da Banda Marcial Cristo Redentor, de Três Lagoas, que executou músicas conhecidas do público. A Banda Marcial Municipal de Santa Clara d’Oeste também tocou no desfile. O coral de flautas formado por alunos da educação municipal homenageou o centenário da imigração japonesa. O desfile foi encerrado pelo Corpo de Bombeiros. Com a Praça Salles Filho lotada, a festa continuou. Com fogos, bolo e show com a banda Fruto Proibido, Santa Fé do Sul fechou a noite de seu aniversário em alto estilo. A festa dos 60 anos marcou época.
O espírito inovador de Itamar Borges o levou a criar e colocar em funcionamento a creche noturna, para atender as mães que precisam estudar ou que trabalham no período noturno. A creche foi instalada na Escola Municipal de Período Integral (Empi) Professora Aparecida de Sant’Anna, antiga Escola Recanto Feliz. Ela atende crianças de seis meses a quatro anos de idade. Além do aprendizado, a creche ainda garante a alimentação e a higiene delas. Além da implantação da creche noturna, a Empi recebeu melhorias e ampliação, representando um grande salto de qualidade no atendimento às crianças e facilitando as tarefas da equipe de trabalho.
As novas instalações da farmácia municipal e as remodelações da unidade de saúde Centro 1 foram inauguradas no dia 15 de julho de 2008. A assistência farmacêutica tem por objetivo fornecer medicamentos padronizados à população, de modo a contemplar o tratamento medicamentoso ambulatorial de diferentes doenças. Diariamente são distribuídos medicamentos para verminoses, infecções, inflamações, pressão alta, diabetes, doenças cardíacas, analgésicos, antitérmicos, pomadas e xaropes.
O prefeito Itamar Borges lembrou que não existe no Estado melhor sistema de saúde que o de Santa Fé do Sul:
“O trabalho realizado na saúde de nosso município tem servido de exemplo e de modelo. Todos os medicamentos de responsabilidade do município estão 100% à disposição e, na medida do possível, procuramos, também, sanar a deficiência do Estado. E o nosso município tem 100% de PSF (Programa de Saúde da Família).”
Além da instalação da farmácia, outras melhorias foram feitas na unidade, como troca de piso, instalação de toldos, adequação das salas internas, reorganização e ampliação das salas do setor de ambulância.
Tem mais. Verificando a situação quase desumana das pessoas que se locomovem para buscar atendimento em hospitais da região, como o Hospital do Câncer, em Barretos, e Hospital de Base, em São José do Rio Preto, o prefeito Itamar Borges implantou duas casas de apoio naquelas cidades, para amparar os cidadãos santafessulenses.
Em Barretos funciona a Casa de Apoio Eduardo Caetano Gabriel (Duca), na avenida José Bampa 1071, Jardim Soares. Em Rio Preto a Casa de Apoio Idalino Longhi (Bidas) fica na rua Antônio de Godoy, 5258, na Vila São José. As duas casas estão perto dos hospitais e oferecem café, lanche e refeição para os cidadãos que buscam atendimento médico. Se precisarem pernoitar, as casas também têm quartos e banheiros.
“É o mínimo que podemos oferecer aos nossos cidadãos que precisam de recursos médicos naquelas cidades”, explica Itamar, lembrando que a pessoa doente geralmente está fragilizada, com dor, sofrendo, e “não é justo que ela tenha de aguardar atendimento ou a condução debaixo de uma árvore ou no meio da rua”. Dignidade é o que as casas de apoio oferecem aos santafessulenses. Essa iniciativa de Itamar Borges tem sensibilizado outros prefeitos, que começam a tratar seus concidadãos com mais respeito.
No dia 8 de julho a Prefeitura de Santa Fé do Sul empossou 109 funcionários contemplados no plano de carreiras de 2008. Superada a fase de recursos, esses funcionários tiveram concretizada a oportunidade de ascensão profissional. É mais um benefício que a prefeitura oferece aos servidores do município e tem como critérios o tempo de serviço, cursos de capacitação, exposição de trabalhos e pós-graduação.
Dois dias depois Itamar Borges inaugurou a Credicitrus, a maior cooperativa de crédito rural do País. Ela oferece a seus associados serviços de poupança, seguros, aplicações, financiamento agrícola, descontos de títulos, empréstimo pessoal, veículos, conta corrente, débito automático, cartões de crédito e cotas plus.
Com mais esta unidade, a Credicitrus soma 41 postos de atendimento no Estado de São Paulo. Para associar-se basta comparecer ao local munido da documentação necessária, certidão de matrícula do imóvel rural atualizada e comprovante de endereço.
Procon e Banco do Povo
Em outubro de 2007 havia sido aprovada a lei complementar 133 para implantação do Procon, que era uma reivindicação da população e tinha o apoio da Associação Comercial e Empresarial (ACE). O Procon de Santa Fé do Sul foi finalmente inaugurado em 16 de julho de 2008, e recebeu o nome do doutor Fernando Guimarães de Macedo. Agora o consumidor santafessulense já conta com um órgão que regulamenta as relações de consumo na cidade.
Em novembro de 2008 a agência do Banco do Povo de Santa Fé do Sul foi homenageada pela direção do Banco do Povo Paulista, recebendo o galardão de “Melhor Banco do Povo” do Estado. É a agência que mais fez empréstimos e registrou o menor índice de inadimplência, com movimento financeiro superior a R$ 10 milhões.
Ainda em novembro, no final do mês, Itamar Borges alcançou para a cidade mais uma conquista de importância fundamental: Santa Fé do Sul obteve o primeiro lugar no Estado em meio ambiente. Dos 645 municípios paulistas, 614 assinaram termo de adesão ao projeto, 521 indicaram interlocutores e 332 entregaram plano de ação completo. Desses, 44 obtiveram nota igual ou superior a 8,0 e receberam o “Certificado de Município Verde”; 110 alcançaram notas entre 5,0 e 7,9 e 178 municípios ganharam notas inferiores a 5,0. Dos 44 municípios que receberam o certificado, a estância turística de Santa Fé do Sul foi a que obteve a maior nota, 94,96.
As notas foram atribuídas de acordo com o desempenho de cada município nas diretrizes que regem o Projeto Ambiental Estratégico Município Verde, que são: esgoto tratado, lixo mínimo, recuperação da mata ciliar, arborização urbana, educação ambiental, habitação sustentável, uso de água, poluição do ar, estrutura ambiental e conselho de meio ambiente.
Ao comentar mais esse prêmio, conquistado graças à perseverança e empenho dele e de sua equipe de governo, o prefeito Itamar Borges afirmou, com convicção, que “desenvolvimento e meio ambiente precisam caminhar juntos, pois se houver desequilíbrio todos perdem”.
Índices de primeiro mundo
Dentre tantas conquistas que elevaram o nome de Santa Fé do Sul no cenário nacional, a que mais orgulha o prefeito Itamar Borges é a redução do índice de mortalidade infantil, que caiu de 25 para cada 1.000 nascidos em 2001 para 5 em 2008.
Dados oficiais mostram que a taxa de mortalidade infantil no Brasil foi de 23 por 1.000 em 2008. Isso significa que Santa Fé do Sul atingiu média de Primeiro Mundo, no mesmo nível do Canadá, que é de 5,1 e bem próximo dos melhores níveis, como o da Nova Zelândia, com 4,9. Santa Fé do Sul ganha de Cuba, que tem o melhor índice latino-americano, com 5,9; dos Estados Unidos, que têm 6,3, e do Chile, melhor índice sul-americano, com 7,9.
“De todas as nossas conquistas, esta é, com absoluta certeza, a maior vitória”, comenta Itamar Borges, que deixa a prefeitura em 31 de dezembro, dez dias após completar 41 anos. Sobre o futuro, ele apenas invoca os versículos 33 e 34 do capítulo 6 do Evangelho de Mateus:
“Buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas de acréscimo. Não queirais, pois, andar demasiadamente inquietos pelo dia de amanhã. Porque o dia de amanhã cuidará de si; a cada dia basta o seu cuidado.”
Depoimentos
“Santa Fé do Sul e o Itamar estão de parabéns e mais ainda pelo que continuam fazendo em prol da pequena empresa e da microempresa, que são tão importantes para o emprego, para a produção e para a renda no Brasil.”
José Serra, governador de São Paulo.
Depoimento na entrega do Prêmio Prefeito Empreendedor.
“Eu costumo dizer aos meus amigos prefeitos ou candidatos a prefeito que visitem Santa Fé do Sul, conheçam o trabalho do Itamar Borges, porque o Itamar Borges é um exemplo de prefeito realizador, honesto, profundamente vinculado com a sua cidade, ligado nos problemas do seu povo, e o Itamar tem hoje já uma belíssima história escrita por ele, uma belíssima página na história de Santa Fé do Sul.”
Aloysio Nunes Ferreira Filho, chefe da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo.
“O Itamar provou que é possível unir desenvolvimento com sustentabilidade. Santa Fé é um exemplo no Programa Município Verde Azul.”
Xico Graziano, secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
“O Itamar fez em suas gestões municipais um trabalho que é modelo para São Paulo e para o Brasil.”
Orestes Quércia, ex-governador do Estado de São Paulo e presidente estadual do PMDB.
“Cumprimento o prefeito Itamar Borges pela transformação de Santa Fé em Estância Turística. Isto é resultado de um trabalho planejado e moderno. Parabéns pelo sucesso!”
Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo.
Depoimento no ato de transformação de Santa Fé do Sul em Estância Turística.
“Santa Fé é destaque em educação no Brasil, resultado do trabalho inovador e criativo do Itamar e sua equipe.”
Paulo Renato, ex-ministro da Educação e secretário de Educação do Estado de São Paulo.
Depoimento quando Santa Fé conquistou o primeiro lugar em Educação no Brasil – IDEB.
“O modelo de gestão moderna do Itamar conquistou para Santa Fé inúmeros prêmios e títulos que projetaram o município para o Brasil. O Itamar é um exemplo a ser seguido.”
Vaz de Lima, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e deputado estadual.
“Itamar transformou Santa Fé em uma cidade com espírito empreendedor.”
Guilherme Afif Domingos, secretário de Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo.
Comentário sobre a conquista do Prêmio Melhor Banco do Povo.
“O fenômeno Santa Fé do Sul. (…) Fui jurado no Prêmio Sebrae de Prefeito Empreendedor, votei em Santa Fé do Sul, que é um modelo e não apenas na parte educacional.”
Luiz Nassif, jornalista.
Comentário publicado em seu blog quando Santa Fé conquistou o primeiro lugar em Educação no Brasil.
“Os bons exemplos estimulam e impulsionam novas ações, com acumulação de experiências e resultados positivos para a sociedade. O Prêmio Mário Covas tem operado nessa direção, ao despertar nas lideranças municipais a importância do empreendedorismo. Itamar encarna perfeitamente esse espírito.”
Fernando Leça, presidente da Fundação Memorial da América Latina.
“Itamar Borges tornou-se referência nacional entre os prefeitos que apoiam as pequenas empresas. Ganhou o prêmio SEBRAE pelo incentivo ao empreendedorismo, educação, Banco do Povo, turismo e sustentabilidade ambiental.”
Silvério Crestana, gerente de Políticas Públicas do SEBRAE.
“A determinação do Itamar levou Santa Fé do Sul a mais um pódio, conquistando mais um prêmio condecorado, através do trabalho do Itamar e de toda a sua equipe.”
Edinho Araújo, ex-prefeito de São José do Rio Preto e presidente da CODASP.
Depoimento na entrega do Prêmio Prefeito Empreendedor.
“O prêmio nacional honra Santa Fé do Sul e orgulha o Estado de São Paulo.”
Paulo Skaf, presidente da FIESP.
Depoimento na entrega do Prêmio Prefeito Empreendedor.
“O apoio e as parcerias desenvolvidas na gestão do Itamar, voltadas ao agricultor e ao agronegócio, foram importantes para a conquista deste prêmio.”
Fábio Meirelles, presidente do SENAR.
Depoimento na entrega do Prêmio Prefeito Empreendedor.
“Itamar, ninguém passa pela nossa vida sem deixar nada, pois ao amigo a gente não agradece, mas reconhece. Obrigado pelo seu empreendedorismo.”
Frei Francisco
Lar São Francisco de Assis – Jaci/SP
Importantes para uma boa gestão
Forme uma boa equipe, escolhendo os melhores de cada área para colocar na administração, ao seu lado, com objetivos focados na melhoria da cidade.
Ouça sua equipe, seja firme nas decisões e não tenha receio de delegar e cobrar resultados.
Visite as pessoas, ande nas ruas, fale com todos os cidadãos, mas não se esqueça de ouvi-los. Há sempre um ponto de vista diferente e todas as pessoas têm uma sugestão para melhorar a vida da cidade, do seu bairro, da sua rua. O importante é discernir se a sugestão é boa para todos. Se é boa para a comunidade, adote-a.
Cultive o espírito público, valorize a cidadania e a inclusão política. O Brasil tem uma rara chance de recuperar o tempo perdido; para isso é preciso ousar e construir uma forte rede de líderes empreendedores.
Identifique esses líderes, estimule-os a participar.
Não tenha medo de agir nem de sonhar. Exponha suas ideias aos seus assessores e peça avaliação sincera e verdadeira. Deixe claro que você não ficará irritado com críticas da equipe.
Nos governos estadual e federal existem verbas para os mais diversos projetos e programas. Conheça-os. Visite os técnicos dos ministérios e das secretarias e veja o que eles têm que se adeque às necessidades do seu município.
Busque parceiros fora das esferas governamentais. O Sebrae é um bom exemplo de parceria que rende resultados surpreendentes.
Conheça a vocação do seu município e invista nela.
Divulgue suas obras, suas ações e seus acertos. Não deixe o sucesso de sua cidade passar em branco.
O prefeito é o embaixador do seu município. Portanto, fale bem do seu povo, defenda a imagem da sua cidade com unhas e dentes.
Principalmente, não fuja de suas responsabilidades.
Itamar Borges
CERTIFICADOS RECEBIDOS POR ITAMAR BORGES
Personalidade política/consagração popular – Revista Municipalista (1992) Diploma de consagração pública (1992)
Certificado de reconhecimento pelos serviços de advogado e vereador – Secretaria de Segurança Pública (1992)
Diploma de mérito partidário – PMDB (1989 a 1992) Diploma de mérito partidário – PMDB (1993)
Título de colaborador da Associação Antialcoólica – SFS (1994)
Diploma de mestre maçom – Loja Maçônica Grande Oriente do Brasil (1994)
Certificado de pesquisa de opinião pública – Maxi Pesquisas (1995)
Certificado de consagração pública – Maxi Pesquisas (1995)
Certificado de Prêmio de Qualidade Empresarial e Profissional – Master Promoções e Eventos: Itamar Borges e Gislaine Borges – casal exemplar (1999)
Certificado de Prêmio de Qualidade Empresarial e Profissional – Master Promoções e Eventos: Itamar Borges – político (1999)
Certificado de político destaque do ano – pesquisa de opinião pública – Promotex Pesquisas (2000)
Certificado de personalidade social destaque do ano – pesquisa de opinião pública – Promotex Pesquisas (2000)
Certificado de advogado destaque do ano – pesquisa de opinião pública – Promotex Pesquisas (2000)
Certificado Itamar Borges e Gislaine Borges – casal exemplar da sociedade (2000)
Destaque do ano – pesquisa de opinião pública – Promotex Pesquisas (2000)
Certificado de prêmio empresarial, profissional de qualidade total – político destaque do ano Marketing Sul (2000)
Diploma de sócio do Clube dos Amigos da Natureza (CLAN) – 4º Batalhão de Polícia Florestal e de Mananciais (2001)
45º Congresso Estadual de Municípios – APM e Prefeitura da Estância de Serra Negra (2001)
Diploma de reconhecimento, gratidão e colaboração às atividades do serviço militar
Certificado do seminário “O Encerramento do Exercício de 2001 e a Lei de Responsabilidade Fiscal” – Direito Público Municipal (2001)
Congresso dos Municípios Paulistas – APM (2002)
Certificado de reconhecimento pelo trabalho na sua administração, avaliado como um dos melhores prefeitos da 8ª região administrativa pela atuação transformadora nas áreas de educação, bem-estar social e saúde pública (2003)
Certificado de amigo do 16º BPM/I, em especial da 4ª Companhia de SFS – 16º Batalhão de Polícia Militar do Interior (2003)
Certificado de consagração pública – administração aprovada com 94,33% (2003)
Certificado de consagração pública – político destaque do ano (2003)
Diploma de melhores prefeitos e prefeitas do Brasil de 2003/2004 – Instituto Pesquisa Hoje – 1º Congresso Nacional de Vereadores – Tema: “Política a serviço da solidariedade e da paz” – Uvesp (2005)
Certificado de alternativas de desenvolvimento – Uvesp (2005)
Certificado do 1º Congresso de Prefeitos e Vice-prefeitos da República Federativa do Brasil – ANPV (2005)
Certificado do 49º Congresso Estadual de Municípios – Praia Grande – SP (2005)
Certificado de político destaque do ano – Max Vision Pesquisas (2005)
1º programa de formação de agentes políticos para prefeitos e vereadores eleitos em 2004 (2005)
14º Congresso de Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares de Santas Casas e Entidades Filantrópicas do Estado de São Paulo (2005)
Certificado do Prêmio Chopin Tavares de Lima – Novas Práticas Municipais (2005)
Título de mérito deputado Arnaldo Jardim de reconhecimento público – Instituto Paulista de Pesquisa (2005)
Certificado Top of Mind Brazil de consagração pública brasileira – Inbrap (2005)
Título de prefeito empreendedor – Sebrae (2004)
Certificado de finalista da 4ª edição (2005) de prefeito empreendedor – Sebrae (2006)
Título de prefeito empreendedor 2005 – Prêmio Sebrae Mário Covas, estadual e nacional – região Sudeste (2006)
Certificado do 50º Congresso Estadual de Municípios – Guarujá – SP (2006)
Prêmio Sebrae de prefeito empreendedor – destaque em desburocratização e desoneração tributária (2008)
1988 – Eleito vereador à Câmara Municipal de Santa Fé do Sul (segunda maior votação no pleito) pelo PMDB
1989/1990 – vice-presidente da Câmara Municipal de Santa Fé do Sul
1989/1990 – membro da Comissão de Finanças
1991/1992 – membro da Comissão de Justiça e Redação
1991/1992 – líder do prefeito na Câmara Municipal de Santa Fé do Sul
1993/1996 – prefeito de Santa Fé do Sul – PMDB
1995/1996 – vice-presidente da Associação dos Municípios do Oeste Paulista (Amop)
1997 – diretor regional do Instituto Paulista de Estudos e Bases (Ipeb)
2001/2004 – prefeito de Santa Fé do Sul – PMDB
2004 – 1º secretário da Associação das Prefeituras de Cidades Estâncias do Estado de São Paulo (Aprecesp)
2004 – diretor da Associação Paulista de Municípios (APM)
2005/2008 – prefeito de Santa Fé do Sul – PMDB
2009 – coordenador de articulação do projeto Município Verde, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente
2009 – assessor-executivo da Secretaria de Estado do Meio Ambiente
2009 – coordenador do conselho consultivo da Associação Paulista de Municípios (APM)