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Nossa riqueza laranja

Mais do que aquele delicioso suco de laranja no café da manhã, a citricultura também significa um importante ativo econômico para o Brasil e, em especial, para nosso estado de São Paulo.

 

Fruta cheia de vitamina C, seja pura, espremida ou no famoso suco do café da manhã, a laranja já faz parte da história do Brasil há séculos. Registros indicam que as primeiras sementes chegaram por volta de 1530, trazidas pelos portugueses para as regiões da Bahia e de São Paulo. Mas foi apenas a partir da década de 1930 que sua produção passou a ganhar importância comercial, dando origem à pujante citricultura brasileira que conhecemos hoje.

 

O estado de São Paulo, protagonista nesse processo, se consolidou como uma potência mundial na produção da fruta e, especialmente, do suco de laranja. A laranja virou símbolo de prosperidade, tecnologia e desenvolvimento. Hoje, é inimaginável pensar na nossa economia agrícola sem ela — e de “mecânica”, só tem a tecnologia de ponta implantada pelos nossos produtores e pelo poder público, que impulsiona o setor com políticas e investimentos estratégicos.

 

Como ex-Secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, deputado estadual, presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio Paulista e da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, tenho orgulho de acompanhar, apoiar e celebrar os avanços que mantêm nosso estado na liderança da citricultura nacional e mundial.

 

E os números mostram que estamos no caminho certo: a estimativa do Fundecitrus para a safra do cinturão citrícola paulista e do Triângulo/Sudoeste Mineiro é de 314,11 milhões de caixas de 40,8 kg, um crescimento expressivo de 26,4% em relação à safra anterior. São Paulo sozinho responde por 80% da produção nacional de laranja e 90% do suco processado da fruta, em uma cadeia produtiva que emprega cerca de 200 mil pessoas e movimenta mais de 3 bilhões de dólares por ano.

 

Para dar ainda mais fôlego ao setor, o Estado de São Paulo investe fortemente em inovação. Um exemplo é a criação do Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura, sediado em Piracicaba. Resultado de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura, o Fundecitrus, a FAPESP e a ESALQ/USP, o centro contará com R$ 90 milhões em investimentos nos próximos cinco anos, promovendo pesquisas avançadas e fortalecendo projetos já em andamento.

 

E se inovação é palavra de ordem, ela ganhou palco de destaque neste mês de junho, com a realização da 50ª Expocitrus, em Cordeirópolis. A maior feira de citros da América Latina celebrou meio século de história reunindo milhares de produtores, técnicos, pesquisadores e representantes do setor para debater o presente e o futuro da citricultura brasileira.

 

Entre os grandes destaques da feira, chamou atenção o lançamento de novos cultivares de laranjas precoces, desenvolvidos para garantir maior produtividade, resistência a pragas e doenças, e frutos de alta qualidade. Essas novas variedades são fruto de anos de pesquisa e representam um passo importante para o fortalecimento da citricultura, especialmente em um cenário cada vez mais exigente e competitivo.

 

A Expocitrus também mostrou que o futuro do campo está cada vez mais conectado. Foram apresentadas soluções digitais, tecnologias de monitoramento em tempo real, ferramentas de manejo sustentável e alternativas biológicas para o combate ao greening, uma das maiores ameaças à cultura da laranja.

 

Mais uma vez, ficou evidente que a combinação entre ciência, tecnologia, tradição e políticas públicas é a receita do sucesso do nosso agro. A citricultura brasileira avança porque tem base sólida, profissionais qualificados, e porque conta com a dedicação de milhares de produtores que acreditam no campo e fazem dele um motor da economia nacional.

 

A laranja é só um exemplo da riqueza que brota da nossa terra. Uma fruta que, espremida, movimenta bilhões e alimenta famílias. Que seu sucesso continue sendo símbolo do que somos capazes de alcançar quando investimos em pesquisa, inovação e, principalmente, nas pessoas que fazem o agro acontecer.